Em meu próprio nome

Sempre que ensino as verdades de Deus, seja onde for, percorre em mim certo frio. Às vezes, acuso-me por não me haver preparado suficientemente. Mas em todas às vezes o que pesa sobre mim é a responsabilidade de despenseiro.

Continuo sem encontrar em mim dignidade e esmero suficientes para tão sublime ofício, a proclamação das verdades do Altíssimo.

À época de Seminário conheci um jovem, bem jovem mesmo, Beto, possuidor de características, para sua pouca idade, surpreendentes. Ia à frente, dirigia cultos, falava diante de todos e orava com muita fluência – com graves desvios doutrinários.
Certa vez, impressionado com aquela desenvoltura, perguntei-lhe, se não ficava tenso ao ler seu nome na escala da direção do culto. Respondeu-me que não. Fazia aquilo com muita naturalidade, e acrescentou ser assim desde pequeno, falava na escola e em outros locais.
Membro de uma igreja batista. Esta, à época, percorria uma trilha ambígua de renovação e fundamentalismo. Este no discurso, aquela nas entranhas. Ele se destacava à frente da Mocidade.
Sua irreverência provinha da falta de temor do Senhor, da pouca compreensão do que representa falar da parte de Deus. Apresentava-se no lugar do Senhor, falava em seu próprio nome. Sentia-se na comodidade de sua escola, ou mesmo na descontraída conversa com seus amigos. Abandonou o seminário no semestre posterior.
Não devo criar relações e suposições além das óbvias. Não associo sua irreverência à conclusão ou não do curso de Teologia. Havia outros mais reverentes que, como ele, abandonaram o curso; e outros semelhantes a ele que chegaram ao fim. Não há problema com pessoas que dominam a arte de falar bem. Louvado seja o Senhor que ao longo da história colocou homens que expressaram com pujança todo o desígnio de Deus engrandecendo o Seu nome.

O que vejo como problema é não saber a respeito dAquele de quem falamos. Isto sim é um grande problema. Desconhecer o Senhor Todo Poderoso, Sua santidade, Justiça, Bondade, Misericórdia e falar a respeito dele é um insuperável problema. E tal conhecimento só é adquirido pela leitura, meditação, oração e comunhão com o Senhor. Não há outra rota.
Aprendi por leitura e observação que o conhecimento leva à intimidade. A ignorância à irreverência. Não há uma única exceção entre os mercadores da fé, os homens de poderosos em feitos, todos padecem de grave ignorância a respeito de quem supostamente falam. Isto os leva a natural irreverência em suas “apresentações”.

Os atletas vociferam palavrões, simulam situações falsas, agridem adversários e logo após em comemoração  levantam os dedos para o céu compartilhando com Deus o feito. A ignorância do Beto.
O Sr. Malafaia com seu psicologismo abundante, percebo o Beto.
O Sr. Santiago com suas intermináveis sessões de cura, lá está o Beto.
O Ap. Renê com suas doutrinas das trevas, nele está o Beto.
Os Valadãos com seus ritmos e letras infamando o nome do Senhor. Lembro-me do Beto.
Assisti uma senhora que se intitulou bispa, Solange Brant, com a sutileza de satanás oferecia a satisfação abundante dos sonhos de cada um.  Esta estava além do Beto.

São amostras desses que falam em seu próprio nome, pensando desfrutar da intimidade do Senhor. Apresentam-se em lugar de Deus – querem ser semelhantes ao Altíssimo. Buscam na aparência religiosa a satisfação de seus deleites carnais.

Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (Jd 1.12:13)

Quanto ao Beto não o vi desde então… seguiu seu próprio caminho.


Só o Senhor é Deus.


A Ele honra, glória de louvor de eternidade a eternidade.

A apostasia subiu além das nuvens

Em minha época de estudante de Teologia havia algo muito característico entre alguns de nós: as “novidades” teológicas. Na realidade, não eram novidades para os mais experimentados, mas para nós, alunos iniciantes, sim eram novidades.

Estávamos sempre prontos para discutir e defender posições. Participar daquele processo fez desenvolver a capacidade de aceitar a confrontação e formar a mente teológica de muitos.

Era comum naqueles torneios encontrar defensores – muitos eram crentes mesmo – de posições sem se submeterem ao crivo criterioso da Hermenêutica. Raramente o coração estudantil permitia-se ao Espírito de Deus conduzi-lo à verdade. Em regra geral os desvios doutrinários provinham da aplicação de métodos inconsistentes utilizados na abordagem dos textos sagrados.
Refutávamos o humanismo arminiano, a aniquilação pós morte, a descida de Cristo ao inferno e outras modas com a leitura compartilhada de textos. Comparando coisas espirituais com coisas espirituais. O problema nunca esteve no texto, na verdade do Senhor, mas sim, no coração do jovem herege e nas nossas deficiências pessoais em exaltar o Altíssimo na grandeza devida.
Tudo fazíamos em nome da preservação da sã doutrina e dos conselhos eternos do nosso Deus. Vivia-se intensamente as delícias das Escrituras na companhia dos santos: Owen, Puritanos, Ryle, Pentecost, Hoekema, Spurgeon, Pink. L. Jones, Berkof, Tozer e tantos outros.

Hoje, passados alguns anos, minha deficiência em exaltar o Altíssimo na dimensão devida permanece. Como também a questão do método continua, e fornece toda a lenha para movimentação e crescimento da apostasia.



Ferve na veia apóstata o fulgor das conquistas, o encanto desmedido, as paixões malditas. Não há inocência da parte deles, satanicamente desenvolvem suas doutrinas em oposição ao nosso Deus.


Deste coração em trevas apto a exaltação pessoal, movido pela arrogância e ambição, fluem as intenções de aproximação do Senhor, e como satanás, tramam ser semelhantes ao Altíssimo.


A licitude vem da autonomia dos pensamentos, das obscuras intenções à revelia do Santo.

“Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:14)



Subiram, e subirão ainda mais, além das nuvens do mundanismo, do secularismo, do pecado…


O Senhor conhece todas as coisas e sua justiça inundará toda a terra.

“Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!” (Isaías 14:12)



A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Olhando para os negócios dessa vida

Como leitor costumo obedecer o que determina o autor do texto.
Fazia uma leitura, quando foi sugerido assistir a um vídeo, logo, cliquei nele. Era abordada determinada Lei que criminaliza a homofobia.
Trazia dois representantes, de um lado o Sr. Malafaia, de outro um representante dos homossexuais, trazendo  seus pontos de vista e argumentos. Após a apresentação das credenciais de ambos, eu perguntei a mim mesmo: se não estaria eu perdendo meu tempo, ou mesmo pecando?
Que edificação traria um debate sobre uma lei contrária aos valores morais do cristianismo bíblico, e mais ainda, contando com as opiniões de um apóstata e um homossexual? Nenhuma. Apenas perda de energia em envolver-me em questões tão alheias a minha fé – os negócios desta vida. Alimentando minha carne.
O cenário era deplorável, pois para a grande massa de evangélicos, ali estava o portador da palavra. Que, em indisfarsável regozijo e autopromoção, e segundo o apresentador, desafiaria até o diabo. E do outro lado, o representante da modernidade, dos valores morais contrários ao Senhor.  Nenhum deles representavam a verdade de Cristo. Imediatamente abandonei a leitura e o vídeo.
A rigor, para o povo de  Deus, não há qualquer importância se tal lei for aprovada ou não. Caso seja, cumpre-se a palavra profética que os enganadores irão de mal a pior. Caso contrário, será pela manifestação da força da bancada evangélica. Da mesma forma cumpre-se a palavra profética da apostasia de muitos: a política partidária como expressão mais poderosa dessa turba de mercadores.

“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.” (II Timóteo 2 : 4)
A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Senhor olha pelos teus servos e nos livra da soberba e da secularidade.

Encontro do Senhor com Malafaia, Hernandes, Renê e outros. Surpresa?

Há anos atrás, época de esportes, freqüentávamos o mesmo clube de um casal. Depois passamos a ter amizade. A esposa consumidora voraz de cigarro e coca-cola. Tinham uma filhinha muito graciosa, quieta, com olhos vivos e bochechas sempre rosadas.
A criança repentinamente passou a apresentar um quadro febril com perda de apetite e peso. Levada pelos pais ao médico, veio o diagnóstico: tuberculose. Depararam-se com uma situação grave e totalmente inesperada. Mas o médico tentou acalmá-los dizendo que não era incomum a condição em que a filha deles se encontrava. Prescritas a medicação, orientados, retornaram para casa. Sabiam da seriedade que a situação exigia.
Dias depois fomos visitá-los, os encontramos bem mais tranqüilos. A mãe da criança, católica, meio espírita, como muitos o são, confidenciou-nos sua promessa: Não tomarei coca-cola por 6 meses. Fiquei surpreso com a proposta de mãe e perguntei-lhe: por que não o cigarro? Respondeu que não conseguiria ficar sem fumar. Segundo a mãe, seria sacrifício demais. Não por falta de apreço à filha, mas por sua incapacidade ou comodidade de abrir mão do vício. Ela buscava o melhor para sua filha, porém queria fazê-lo com o menor sacrifício pessoal. Mesmo que a medida viesse a agravar o quadro da criança, seu bem-estar estava acima da realidade que envolvia a questão. Ela não considerava – ou não importava – a realidade dos fatos.
À época, eu e minha esposa éramos ímpios, não conhecíamos o Senhor.
A maximização de resultados, ou seja, com o menor esforço atingir os maiores resultados. Olhos nos resultados, vivendo da melhor forma possível, é a cristalização da distorção pragmática.
Transposta para esfera religiosa esta é textura da vida apóstata. O bem maior está em conquistar e manter o prazer sem sacrifícios, sem importar-se com a vontade expressa de Deus. É uma disposição mental – capacidade ou incapacidade? – desta turba. Isto os leva a quebrarem as barreiras do temor, da limitação pessoal, das regras. É algo meio católico, meio espírita. Já não lhes importa o escrutínio da verdade, já não lhes há temor ao Senhor, e mais, desrespeitando a realidade e sabendo que a situação deve se agravar,  enfrentam frontalmente o Senhor.
Contrário ao que vive e prega a apotasia, o Mestre avisa que para segui-Lo implica em negação pessoal, implica em oferecer sua própria vida por algo superior. Nossos olhos estão voltados para cada passo dado seguir à verdade. “… Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me… mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.” (Lc 9.23.24).

Se temos a convicção de peregrinos, pois em terra estranha estamos, este presente mundo a eles pertence, Valadão, Renê, Valnice, Hernandes, Malafaia, Caio, Soares, Santiago, Jabes, Rodovalho, homens da iniquidade e suas multidões.
E se este mundo lhes pertence…
“E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:23)
Às vezes, a vagar, questiono-me:  serão eles surpreendidos ao ouvirem abertamente a sentença do Senhor?

Senhor, só tu és Deus, segundo teu beneplácito, usa de misericórdia para com eles, e concede entrepidez aos teus servos.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

Jesus é antiético

Certa vez após estudos sobre os erros da doutrina pentecostal, em determinada igreja – com aparência de solidez, mas internamente a apostasia se consumava a cada culto. Um irmão puxou-me de lado, exortando-me para que fosse mais ético. Entendi que ficara ofendido, e mais, havia no irmão certa postura de superioridade. Pedi-lhe desculpas, mas percebi que tal exortação não provinha das Escrituras.

Esta experiência é o retrato da tolerância e soberba apóstata. Em defesa da liberdade evangélica – não entendam como Cristã, rasgam as Escrituras e vilipendiam os exemplos do Senhor. Projetam-se como os verdadeiros representantes do amor.


Tenho lido e visto esta experiência repetir-se diariamente. Em blogs, comentários, textos livres, Tv etc. Percebo quão profundas estão as raízes da apostasia na mente do defensor da falsa liberdade e do humanizado amor evangélico.

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mt 22:29)

O contexto da passagem envolve os Saduceus – secularizados, mundanos – que tripudiavam da Escritura. Atribuindo-lhe incoerência entre a vida presente e a vida futura.

Tratava-se de uma questão prática, baseando-se em princípios doutrinários. Nosso Senhor sintetizou a questão, estabelecendo que suas perspectivas estavam erradas por operarem no erro, na ignorância.
O desconhecimento doutrinário conduz a pecados práticos, a licenciosidade evangélica.
A ignorância evangélica de nossos dias imputa ao Senhor a característica de mal educado e antiético. O que foi pensamento dos Saduceus transformou-se em doutrina na Apostasia.
Que Deus resgate aqueles que ainda estão em dúvidas.
A Ele honra, glória e louvor.

Autorização para pecar

Julgai todas as coisas, retende o que é bom.
(1 Ts 5:21 )
É comum pessoas que se intitulam crentes – por favor, não ultrajem ao Senhor, falando que até satanás o é – utilizarem este verso na tentativa de ajustar as Escrituras à sua vida de pecados .

É antiga a astúcia de distorcer, estender, mal verter a Palavra para justificar pecados. Portanto, não há novidade alguma nessa empreitada.

Os romanistas tiram de lá o purgatório, a vela, a hóstia, adoração a Maria, os santos, a missa com defunto, a missa sem defunto e muitos outros desvelos satânicos.

Os apóstatas, por sua vez, de lá extraem com todo o poder das trevas as curas, a prosperidade compulsória, a maldição hereditária, G12, dentes de ouro, fogueiras, corredores, óleos, arcas de adoração e muito mais.

E do lado de cá já tilintam brindes com o sangue de Nosso Deus. Dizendo-se Irmãos em Cristo (?), levam à deriva o texto de Paulo, desconsiderando o contexto, banqueteiam-se no pecado justificando que o fazem para reter o que é bom! Se questionados, alargam-lhes os olhos e sorriem: É mandamento do Senhor! Afirmam assim, que o texto os autoriza a pecar!

O que alegam faz sentido ou são eles o joio? Sem dúvidas, o são. Crescerão, não há como cortá-los, diz Nosso Senhor.
Vamos o que diz a Palavra. 
O termo JULGAI no contexto das Escrituras significa testar, examinar, provar, verificar (como testando metais para avaliar se é genuíno ).

Há muitas passagens que utilizam o mesmo termo, mas escolhi apenas estas.
Lc 12.56 INTERPRETAR ou DISCERNIR. Jesus ao confrontar judeus sobre o momento que viviam.
1 Co 11.28 EXAMINAR. Analisar a si mesmo para participar da Ceia do Senhor.
1 Tm 3.10 EXPERIMENTAR. Avaliar o homem para o exercício do diaconato.
1 Jo 4.1. PROVAR. Discernir sobre a origem das profecias ouvidas.

Assim, tanto no texto do Ap. Paulo aos Tessalonicenses, quanto nos versos acima permanece a idéia de discernimento.

Já a palavra RETER, um de seus significados é dirigir, manter o curso (como de um navio).

Assim, é totalmente estranha – e contrária – às Escrituras a interpretação dada por muitos – sempre mundanos, que o texto os autoriza a licenciosidade flagrante… para reter o que é bom.  Comumente são:

Podemos concluir que o Ap. Paulo neste verso apela para discernimento – julgai segundo o discernimento da Palavra – e manutenção de rota – da santificação.

  • Ouvintes e freqüentadores de shows mundanos – inclusive os gospels –  com os mais variados apelos a sensualidade;
  • Namoradores de ímpias e até casam;
  • Freqüentadores de batizados e casamentos católicos – e outros cultos;
  • Assistem filmes pornográficos, de bruxarias, de magias;
  • Frequentam e levam seus filhos para festas de bruxas;
  • Dedicam-se a leitura de textos que impiamente falam de Deus;
  • Tem signo do zodíaco em sua identificação;
  • Associam-se à política partidária;
  • Falam a linguagem do povo – palavras chulas, piadas de duplo sentido;
  • Tatuam-se, colocam piercing, andam rasgados – por moda – … 

Apenas para reter o que é bom.

 Que discernimento há?  Que manutenção de rota de santidade há? Senão as sendas do pecado?
Contra os tais, ainda pesa a força do contexto que mostra o dolo existente na espúria interpretação. O texto (RC) diz:
Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal.E o  mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Contrária a idéia de conviver com pecado para reter o que é bom, segue a exortação: Abstende-vos de TODA forma de mal. Isto posto, desautoriza a experiência do pecado por qualquer que seja a motivação. E lemos no v. 23, uma oração ao Senhor para santificação dos irmãos. “O mesmo Deus da paz vos santifique em TUDO”.

Desmentindo aos que urdem tais mentes pecadoras, o Senhor nos exorta para santificação. E nunca o Senhor surgirá como co-participantes do pecado de qualquer criatura.

  

Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar. (Nm 32:23)

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.
 

Sem inocência

Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR, ao qual possamos consultar? (I Rs 22:7)

O texto relata a visita do rei Jeosafá ao rei Acabe. Estavam diante de grande empreitada – luta por terra, e ouvir a palavra do Senhor era substancial para definir qual decisão tomar.

O rei Jeosafá após ouvir os profetas do rei Acabe, não satisfeito com o que ouviu, perguntou ao rei Acabe: “Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR, ao qual possamos consultar? (v.7).

Possivelmente transpareceu a inconsistência dos “profetas locais”. O rei não percebeu naqueles a autenticidade de “assim diz o Senhor”.

O texto precioso nos ensina que aqueles profetas falavam da parte de um espírito do engano enviado pelo Senhor. E que  convenceria e prevaleceria aos profetas do rei Acabe.

A condição de profeta daqueles homens era mantida pelas falsas profecias e pelo uso indevido do nome de Deus. Contudo, para eles expressavam suas concepções pessoais da verdade de Deus. Entorpecidos pelo espírito do engano, não retrocederiam, como não retrocederam. Opunham-se à verdade, aos servos do Senhor, ao próprio Deus.
Não pensemos que havia inocência da parte daqueles, pois aquele estado de coisas garantia-lhes benefícios terrenos e vantagens pessoais: a amizade com o rei, as benesses palacianas, pompas, reconhecimento e a respeitabilidade fingida. Este contexto de ilusões forjadas lhes beneficiava em muito. Representavam deus – que não era Deus – e ao mesmo tempo usufruiam ilicitamente dos prazeres da carne.

Este contexto reproduz-se diante de nós. Vemos falsos profetas entorpecidos pelo o espírito do engano, proclamando-se arautos do Senhor, enquanto seus corações  insaciáveis buscam apenas os prazeres transitórios do pecado.
São Malafaias, Valadões, Rodovalhos, Hernandes, Valdemiros, Macedos, Valnices, Soares, Mastral, Renês e muitos mais estão e e mais virão. Saibamos que não retrocederão.
Não há inocência da parte deles.

Temos ao nosso alcance a conclusão do texto sagrado.


Que Deus seja louvado.



A Ele honra, glória e poder de eternidade a eternidade.

Sim, nós podemos (Yes, we can)

Com a extinção do absoluto, o homem do agora criou uma um mundo sem tempo, sem verdade, sem valores. Os anseios e projeções humanos estabeleceram uma realidade incompátivel com as coisas perceptíveis, com meramente tangível, mas é quem determina a dinâmica da existência.

A observação humana tornou-se serva da subjetividade, o absurdo passou a ser a vara de medir todas as coisas. Yes, we can passou a ser o mantra da autonomia conquistada.

A auto-ajuda, falsamente, legitimou a insanidade. Assim, os sentimentos transcenderam os limites da natureza e da razão, criou-se a fé própria para o tempo presente. Uma força interior moldada pela angústia, livre da necessidade real de um agente externo, livre de Deus.

Os complexos problemas próprios da vida: esperança, eternidade, morte vida etc. ficaram para trás, a nova fé tudo reviu. As questões existenciais deram vez ao pragmatismo que faz do aqui e agora o centro da vida humana. Tudo foi resolvido, e melhor, livre da escravidão da moral, da ética e da caduca religião.

Uma nova natureza religiosa se assentou nas cátedras, vociferou dos púlpitos e ganhou as ruas. Nada poderá detê-la. A apostasia está ante nossos olhos

Combatamo-la de nossos púlpitos, nas ruas, entre os amigos, junto aos inimigos… mas antes de mais nada, vivamos uma vida digna do Evangelho.
Sim, nós podemos… no Senhor, e somente Nele.

“PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” (Romanos 2 : 1)

Ao nosso Deus honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Mudando a verdade de Deus

A conduta dos senhores da apostasia

Em leituras realizadas deparei-me com duas situações que expressam bem o momento que vivemos.

A primeira postada em http://monergismo.com/?p=1778#respond, de autoria do Pr. Isaltino Gomes descreve uma interessante experiência de estar diante de uma heresia e poder questioná-la.

A outra, esclarece sobre as heresias que grassam no livro A Cabana, postada no blog http://blogdopcamaral.blogspot.com/2009/09/as-confusoes-da-cabana.html, de autoria de Dr. Paulo Romeiro.


Os contextos em que os fatos ocorreram foram esses:

O Pr. Isaltino, convidado como pregador, esteve em meio a um grupo não tradicional(?). Ao ouvir a respeito da “amarração de satanás” e a declaração que a cidade, onde se encontra a igreja, “pertenceria a Jesus”, questionou se aquilo REALMENTE aconteceria. Mas ele, percepção minha, em resposta, recebeu olhares profundos vestindo-o com o sambenito inquisitório – bata com uma cruz amarela à frente, escrito HEREGE (INCRÉDULO).

A maravilha dos resultados: fim dos roubos, drogas, crimes, vandalismos etc. é tão surreal que não comporta na mente do mais exaltado e positivista apóstata. Mas, confirmam a heresia do poder da palavra.


O segundo fato ocorreu com o amado irmão PC Amaral. Ao visitar um blog, registrou sua posição contrária a indicação do livro feita pelo autor do blog. E disponibilizou o endereço acima, onde há uma refutação muito sólida e sóbria do livro A Cabana. Várias pessoas estiveram lendo – presumo eu – e registraram suas indignações por meio de comentários, muitos deles até grosseiros.

O que há em comum entre os fatos:
Os defensores dos erros não recorrem a uma única linha das Escrituras para defender suas posições;
assediam os detentores da verdade, declarando-os como infiéis, incrédulos.

Essa insanidade religiosa pretende, e tem logrado êxito, da mentira produzir “outra verdade”. Esta celebração caracteriza a vida religiosa dos senhores da apostasia. Destes, foge!


“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Romanos 1 : 25)

Bendito seja nosso Deus.

A Ele honra, poder e glória de eternidade a eternidade.

Pornografia por pornografia

Li em artigo que circulou na internet o seguinte texto: “Ateus oferecem pornografia em troca de textos religiosos”. Tratava-se de um ato deliberado por um grupo de universitários que se opunham a textos de diversos credos religiosos. E passaram a distribuir pornografia para substituir qualquer texto religioso. Pois, segundo eles, não há diferenças. Ou seja “elas por elas”, “sujo por sujo”.

Este absurdo repercute acentuadamente em mim quando ouço pregadores apóstatas, sejam de seus púlpitos, sejam nos entreveros nas disputas por poder,  manifestarem seus corações.  

Aqueles por ignorância deturpam as Escrituras; estes por vanglória, externam o profano como se sagrado fosse.    Estes tais estão alinhados ao manifesto ateu.


Ainda não ouvi pornografia explícita proferidas por esses líderes, mas a linguagem chula e de baixo calão é utilizada com rigor dogmático na troca de ofensas e acusações e em suas extravagantes apresentações.

Perplexo, assisti, via Tv, a autopromoção feita por um apóstolo. Afirmando-se viril, clara e abertamente, fez uso da queixa de sua esposa. O que foi “entendido” e recebido com sonoros sorrisos pelo seu “público”.

Outro, entre vendas de livros, excursões, Bíblias, Cd de estudos que “com certeza iria abençoar” a vida de quem o comprasse, em rede nacional de televisão, aludiu à pouca inteligência de certas pessoas com o termo “trouxa”.
Há outras citações e termos da moda que não convém citá-los que fazem parte da linguagem da apostasia.
O que lemos nas Escrituras a respeito de linguagem? Topicamente temos:

“Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.” (Tito 2:8)

Irrepreensível – não acusável;

“Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças”. (Ef 5.3:4)


Torpeza – obscenidade;
Parvoíces – tolice;
Chocarrices – deboche, zombaria.

A linguagem do santo não pode ser permeada por obscenidade, duplo sentido, termos chulos. Isto não se aplica apenas aos pregadores, mas como diz o texto sagrado NÃO convém aos santos.

Linguagem santa, que é mandamento do Senhor, tem sido acusada de farisaísmo. Até por pessoas que têm dedicado esforço e vigor no combate à Apostasia.

Não raro percebo em blogs, livros, pregações e textos diversos o uso dos mesmos recursos da linguagem da apostasia: termos chulos, ofensas pessoais, paganismo explícito – há perfil de crente com signo do zodíaco –  etc.

Assim, combatemos os apóstatas com armas da apostasia. E como os ateus, institucionalizamos o “elas por elas”. Pornografia por Pornografia.

Banalizamos a santidade supondo que algumas coisas “são lícitas, mas nem tudo convém”, inclui o pecado, a desobediência.

A advertência vem do Senhor:

 

“PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” (Rm 2 : 1)

Que Deus seja bondoso com todos os santos.

E a Ele Glória, Honra e Louvor de eternidade a eternidade.