Em minha época de estudante de Teologia havia algo muito característico entre alguns de nós: as “novidades” teológicas. Na realidade, não eram novidades para os mais experimentados, mas para nós, alunos iniciantes, sim eram novidades.

Estávamos sempre prontos para discutir e defender posições. Participar daquele processo fez desenvolver a capacidade de aceitar a confrontação e formar a mente teológica de muitos.

Era comum naqueles torneios encontrar defensores – muitos eram crentes mesmo – de posições sem se submeterem ao crivo criterioso da Hermenêutica. Raramente o coração estudantil permitia-se ao Espírito de Deus conduzi-lo à verdade. Em regra geral os desvios doutrinários provinham da aplicação de métodos inconsistentes utilizados na abordagem dos textos sagrados.
Refutávamos o humanismo arminiano, a aniquilação pós morte, a descida de Cristo ao inferno e outras modas com a leitura compartilhada de textos. Comparando coisas espirituais com coisas espirituais. O problema nunca esteve no texto, na verdade do Senhor, mas sim, no coração do jovem herege e nas nossas deficiências pessoais em exaltar o Altíssimo na grandeza devida.
Tudo fazíamos em nome da preservação da sã doutrina e dos conselhos eternos do nosso Deus. Vivia-se intensamente as delícias das Escrituras na companhia dos santos: Owen, Puritanos, Ryle, Pentecost, Hoekema, Spurgeon, Pink. L. Jones, Berkof, Tozer e tantos outros.

Hoje, passados alguns anos, minha deficiência em exaltar o Altíssimo na dimensão devida permanece. Como também a questão do método continua, e fornece toda a lenha para movimentação e crescimento da apostasia.



Ferve na veia apóstata o fulgor das conquistas, o encanto desmedido, as paixões malditas. Não há inocência da parte deles, satanicamente desenvolvem suas doutrinas em oposição ao nosso Deus.


Deste coração em trevas apto a exaltação pessoal, movido pela arrogância e ambição, fluem as intenções de aproximação do Senhor, e como satanás, tramam ser semelhantes ao Altíssimo.


A licitude vem da autonomia dos pensamentos, das obscuras intenções à revelia do Santo.

“Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:14)



Subiram, e subirão ainda mais, além das nuvens do mundanismo, do secularismo, do pecado…


O Senhor conhece todas as coisas e sua justiça inundará toda a terra.

“Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!” (Isaías 14:12)



A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Um comentário em “A apostasia subiu além das nuvens

  1. Sobre negar a descida de Jesus ao Inferno é outra heresia anti bíblica. Infelizmente a Teologia incha. Sim!Transforma a Teologia à feição do Diabo: Suplantar Deus. Acho que é por isso que desconfio tanto destes vocábulos: Teologia, Exegese, Hermenêutica etc. etc. As tais \”Hermenêuticas Bíblicas Contemporâneas\” é uma prova fatal da falibilidade destas matérias. Eu só engulo o que a Bíblia \”vomita\”, e na medida certa que meu \”estômago\” tenha capacidade. Então, deixo o resto para o lanche ou jantar… Concordamos! A Teologia acadêmica faz isso. Diríamos que esta tem ao longo dos séculos sido bem mais refinada a favor do Inferno que as Filosofias \”humanas\” que vieram de lá. Está muito bom o artigo. PARABÉNS.

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