Alardeiem atalaias do Senhor!

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Ap 22 : 20)

Subi ao monte para observar como estava o arraial do Senhor. Logo percebi, o Templo estava destruído. Não vi a cidade santa, pois havia uma nuvem de poeira que chegava ao céu, percebi que fora saqueada. O sinal era de destruição. Há tempos estava ameaçada, mas agora foi tomada pelo exército das trevas. Como se deu tal desgraça? Como pôde cair aquela que foi tomada para noiva do Senhor dos Exércitos?

Chora a multidão dos santos nos céus e na terra. Quem presenciou tamanha desonra? Quem poderá contar o que houve para as futuras gerações? Quem poderá lembrar-se do sangue derramado pelos guerreiros de outrora? Estes foram esquecidos, não mais se comemoravam os feitos dos santos. Outras festas já haviam tomado lugar, esqueceram do Santo. E nessas serviam vinho embriagador para apagar a memória, enganando todo o arraial.

Procuremos nos registros antigos, procuremos na memória dos remanescentes, procuremos em nossa vergonha. Havemos de achar como chegamos até aqui.


Volto o meu olhar e continuo a contemplar, os muros estão derribados. E pergunto a mim mesmo: Quem sou? Preciso lembrar quem sou; Sim, sou um atalaia, e sei como tudo se deu.

Enquanto olhávamos para os encantos além dos muros, desapercebidos, dormimos. Sim, nós os atalaias do Senhor, que fomos postos para guardar os campos santos, fomos entorpecidos pela aclamação das multidões. Não fomos capazes de perceber o sutil rastejar das feras malditas que se aproximavam.

Chegaram com seus encantos, foram se acomodando, como se fossem amigos. Trouxeram suas regras, suas táticas, foram encantando o povo. Abandonamos a espada indestrutível, cortante, poderosa e passamos a contar apenas com as nossas mãos, com nossas próprias forças. Nem sabíamos o quanto perdíamos. Pensávamos não haver lutas a travar, fomos enganados pelo próprio coração.

Nas nossas noites sob a lua cheia no louvor ao Senhor, incluíram a nudez das prostitutas cultuais; nas ofertas ao Senhor trouxeram animais impuros, e a gordura é sorvida pela avidez das bocas escancaradas com todo escárnio do inferno. Trouxeram seus postes-ídolos e fincaram em meio ao arraial, derribando o altar do Senhor. O povo adquiriu um novo sotaque, fala como falam os estrangeiros e se deleitam no sonido e alaridos das trombetas do sheol.

Nunca mais levantaremos os muros da cidade santa, não reconstruiremos o Templo do Senhor, os louvores sob o luar, as ofertas com aroma suave não sabemos como ofertá-la, o povo já não conhece seu Senhor, não mais deseja a redenção. Cantam sua soberba os blasfemos e gritam de demência os mercadores, esqueceram da glória do Senhor. O que fizeram com o nome do Altíssimo?

Mas, alardeiem todos os atalaias, anunciem aos quatro ventos; dêem salvas os que estão nos recônditos, nas cavernas; rejubilem os santos no céu e por toda a terra, eis que o Senhor dos Exércitos, a nossa esperança, se apressa em libertar seu povo.

Sem o véu.

Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. (2 Co 4:5)
O contexto mostra que há um véu por sobre o coração do pecador. E diz: quando Moisés é lido e é convertido o pecador, lhe é retirado o véu. Assim, o Senhor lhe permite contemplar Sua glória, Sua bendita glória. E por meio dessas contemplações, progressivamente, somos transformados na imagem de nosso Deus, Cristo Jesus.
Esta é a mensagem vinda dos céus para o pecador, qualquer pecador. Aos anjos não lhes foi confiado este cântico de salvação, não lhes foram dirigidas tão profundas palavras de redenção, apenas ao homem. Somos gratos ao nosso Deus que nos permite conhecê-Lo, contudo não deixou penetrar nos mistérios não revelados de Sua santa vontade.

E sei, aqui há pecadores, os que se achegam com disposição sincera; outros com os mais torpes sentimentos no coração; os sábios, sempre cansados da Palavra, e mesmo os que foram trazidos pelo espírito de zombaria. Mas, todos são convidados do Senhor, é para esses que o Senhor manifesta sua graça e misericórdia. Como os judeus ouviam o livro de Moisés, os pecadores precisam ouvir de Cristo. O motivo é simples: Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR. O Altíssimo, criador de todas as coisas. O santo Deus, o único soberano sobre toda a terra; o primeiro e último. Aquele que esteve morto, mas venceu a morte e vivo está. A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade. É Dele que todos necessitam ouvir.
Lemos que na conversão do pecador lhe é permitido contemplar a glória de Deus, e mais, ser transformado. Assim, a transformação da vida do pecador é o sinal da candeia do Senhor, que ilumina mais e mais até ser dia perfeito.

Mas para vergonha nossa, poucos têm andado com o Senhor, têm refletido Sua glória, refletido Sua luz. Moisés esteve face a face com o Senhor, passou a refletir Sua glória. Cobria-se com véu para que não percebessem, pois sabia que ela desvaneceria, não era permanente. Muitos se cobrem com o véu para que não percebam que glória alguma refletem. Pois, nos tais, o véu permanece sobre os seus corações. O véu cega o entendimento, não permitindo o conhecimento da glória de Deus. Há muitos cegos em nosso meio, manifestando sua própria glória, mercadejando um deus sem poder e sem glória. Tentam tirar o véu com as próprias mãos.

Não os imite, nem tente livrar-se do véu que obscurece a mente sem contar com a graciosa ajuda do Senhor. Nestes homens, há fracasso e desespero, fazem seu próprio caminho, sob o véu da incredulidade. A escuridão do entendimento engana os sentidos, enlouquece a razão. Espalhados por milhões de púlpitos ornam ofertas de trevas com o nome do Senhor, oferecem caminhos com o véu, nunca lhes resplandeceu o evangelho da glória do nosso Deus. Nesta escuridão o Senhor é rejeitado, substituído. A sua palavra é soprada pelo regente deste século. Não os ouça.

Quanto ao evangelho que mostra a graciosidade de Deus, sei que a mente mais ousada revida aos argumentos do céu, pois tem suas respostas prontas. A mesma que outrora usamos. Nela não há qualquer refrigério para o coração cansado. Sobre os umbrais da aflição afirmam com toda insegurança que conhecem Deus, e para fugir da convicção fragilizada, apresentam as vantagens e benefícios deste conhecimento e relacionamento. Não esqueça, o Senhor afirma que conhecê-Lo, como que pelo brilho do alto, refletiremos Sua glória. Esta é a recomendação amorosa do Evangelho.

Eu olho para o homem que luta em sua consciência afirmando conhecer aquele que ele não conhece, e busco ver a glória do Senhor em sua vida. Nada encontro, nem vida há. O que de Cristo é manifestado? Onde está o conhecimento das verdades eternas? A obediência ao Pai? Não, não há neste homem o conhecimento do Altíssimo. Não há o esplendor da esperança como aura celeste em seus passos. Mas sei do poder que há na mente rebelde do pecador. Há um deus a ser apresentado a qualquer preço. É a resposta ímpia a ofensa causada pela mensagem do Senhor. Um deus qualquer, firmado apenas na ilusão do coração pecador, que precisa ser apresentado. Garanto ao amigo, que são apenas palavras recomendadas pelas trevas, instruções do deus deste século. É a tentativa de manter-te na embriaguês religiosa. Nos prazeres transitórios do pecado.

Se o pecado envolve e conduz as horas vividas; a mentira é o caminho das conquistas, se ocultas vergonhas e nelas há infâmia contra a esposa, pais, filhos, amigos; não importa quão honrado pareças ser, quão trabalhador e respeitável sejas, teu deus não tem glória para refletir e tua vida reflete esta glória.

Que deus é esse, que arrogas conhecer? O deus que foi criado para uso? Que se ajusta aos teus pecados? Comprado em esmolas fingidas? No ajoelhar irreverente de mãos cruzadas e olhos fechados? Que com lágrimas dilui a sujeira consumada? Qualquer um que cala e fala ao gosto teu? O deus escravo e companheiro de teus pecados? Este é o teu deus, não é o Deus do qual falo.
Cala teu coração, esconde tua sabedoria e ouve a boa nova de salvação. O Deus que conhecemos e anunciamos é o Deus da esperança, do sangue derramado para salvar o pecador. O Deus glorioso e santo que transforma vidas trazendo dignidade ao miserável. Salmodiemos com milhões de aleluias ao Senhor de toda glória.

É ele quem faz abrir a penha e dela correm águas, que arrebata o coração desesperado lançando no mais profundo todas as culpas, todo o peso. Que descortina a imensidão do universo levando-nos a contemplar todas as suas estrelas. Que imprime em nossas mentes e em nossos corações a esperança inimaginável. Sua bendita glória como o sol da manhã ilumina as alas escuras e infelizes de nossas almas, dissipando a negritude da ignorância e da inimizade. Que coloca em nossos lábios os mais belos cânticos de louvor. Como entoaremos louvores na eternidade!

Não se deixe enganar pelo teu coração, não há nenhum outro Deus que não o meu Deus, que esteve aqui e morreu em uma cruz e com sangue comprou o pecador. Rompa as cadeias da culpa e do pecado, senão só sobrará a recusa inesquecível de contemplar a glória do Senhor. Os clamores do pecado encobrem o som da suave voz do Redentor.
Não! Se você não conhece este Deus, dispa-se de todas as convicções, de suas certezas infantis, Ele retirará o véu de teus olhos e contemplarás Sua glória, Sua Bendita glória.

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Fiquemos de pé.

ENTÃO falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; (MT 23.1-3)

Muitos têm empreendido esforços para entender as causas que levaram o Cristianismo, em geral, ser substituído pelo evangelicalismo. É preciso reconhecer que fomos – e somos – responsáveis. Por outro lado, este mesmo quadro, aponta diretamente para mim: derrotado. E devo reconhecer, mesmo que vencedor em Cristo. Perdemos para os falsários, para os mentirosos, entregamos toda a riqueza do mundo. A Palavra e a história não me deixam esquecer, sei, do sangue derramado. Só o Senhor restabelecerá a dignidade do Seu Nome.

Mas mantendo a guarda, preciso olhar para a Palavra e para o mundo, entender o que houve e o que há. O desafio é saber se posso fazê-lo com simplicidade. Ouso que sim. À conclusão surgirão contrários acalorados, o que a fortalecerá ainda mais.


A negligência aos conselhos eternos do Senhor conduzirá a complexidade, erros, ou mesmo inconclusão. Buscá-la, olhando para o alto, trará refrigério, livrando do incômodo da indecisão.
Quais os elementos no contexto de nosso enfrentamento? O espírito secular que influencia a todos, a dinâmica das regras (uma nova compreensão dos textos sagrados para cada momento) e o misto de gente frente às representações religiosas (humanismo religioso). Um ambiente aonde, por retroalimentação entre estes, há bastante energia, garantindo-lhe crescimento e poder. Este é o ponto de partida.
O desdobramento inevitável produzido por este cenário é fragilidade teológica de nossa geração. A mensagem oferecida destituída de fundamentos bíblicos sedimentou-se ao longo das décadas formando um imbricado teológico de impossível sistematização, mas perceptível prejuízo ao Reino.
Outro desdobramento vem da obra missionária. Mudou-se sua natureza, abandonaram o Cristo. Na nova visão de missões, leva-se para além fronteira uma marca comercial e um punhado de truques pastorais. Diferente da mensagem de salvação, a rigor, inaugura-se mais um ponto de coleta. Assim, destina-se, preferencialmente, a atender os bolsões dos necessitados… os ricos.
Reconheço a devastação que a má teologia unida ao esforço comercial das novas missões causaram ao cristianismo, contudo, é na vida devocional dos crentes que vejo a derrota da Igreja do Senhor.
E neste âmbito chama minha atenção dois aspectos. O primeiro é o problema do método. O Relativismo hermenêutico, que trouxe a base para distorção dos textos e sua aplicação para o alcance de metas terrenas, sem abordagem espiritual. Isto será objeto de outra postagem, se Deus permitir.
O outro aspecto, este, muito mais grave, envolve o homem interior: a disposição mental dos santos, a qual não pode ser dissecada para análise acadêmica, pois reside no profundo da alma humana, assim, de interesse vital. Ela afeta a auto-avaliação, sugerindo o estágio de santificação pensado: a meninice indesejável ou maturidade inabalável. O desvio nesta área traz conseqüências práticas danosas no relacionamento do servo com Seu Senhor. (Rm 12.3)
O que muitas vezes traduz maturidade é apenas o prazer da leitura, mas pouca obediência à Palavra. (Tg 1.22) E tal maturidade, real ou não, permite-nos a liberdade. A liberdade de filmes imorais em nossos lares, para depois passarmos uma manhã “em comunhão” com o Senhor. Prévias dominicais movidas pelo requinte secular para, em púlpitos soberanos, exortamos irmãos “desajustados”. As horas no entendimento dos arranjos da política partidária, mantendo a mente e a Palavra fechadanos. Usando da liberdade que há em Cristo para fazer valer a carne. (Gl 5.13) Maturidade presa aos instintos deste mundo? O Senhor diz: “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.” (Tiago 3 : 15)
Além das Escrituras, há abundância de textos produzidos pelos santos, que aparentam ter estado no céu, dada a clareza e verdade expostas. Pessoas – estas sim, ungidas por Deus – a fornecer às nossas mentes “porretes” espirituais para inculcar roteiros maravilhosos rumo à glória futura.
Mas tais manás são ótimos… para serem aplicados ao “outro”. Esse “outro” que nunca está em meu coração, que precisa implodir minha mente sábia para construir a simplicidade de Cristo. Esse “outro” sempre lê por sobre meus ombros; diferente de mim, sempre o vejo necessitado de todos os conselhos celestes. E sempre fora de mim, afirmo que o “outro” não sou eu.
Contrário aos santos, os falsários não têm a Palavra, muitos nem o Espírito. Perdemos para eles,
porque antes perdemos para nossos próprios corações. Sofre a Igreja do Senhor pela maturidade fragilizada de uma vida devocional não vivida.
Lemos e falamos e não praticamos, continuamos sentados na cadeira de Moisés.

Ao Senhor honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

A oração que não faço.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. (I Co 13.11:12)

Deus é quem nos dá o crescimento, é por Ele que abandonamos as coisas de menino, afirmamos. Mas é muito proveitoso olhar para trás e ver o quanto o Senhor nos conduziu, quanto já abandonamos as coisas de menino. O incentivo do Senhor é para prosseguirmos, é como Lhe agrada. “Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.” (Hebreus 10:39).

Mas por sua vez, pergunto: Tenho aprendido a abandonar as coisas de menino? Tenho enfrentado o meu inimigo ? De quem falo? Assevero, nenhum inimigo é mais assustador e presente que a mente do santo. Reféns do raciocínio deste século mal, fomos forjados pelo momento histórico que vivemos. A forma de pensar dos santos do Senhor tem sido assediada e até consolidada pelas agruras da Queda. Somos miseráveis, mesmo que remidos. Nossa luta interior tem provado isto.


Identifiquei que preciso mortificar minha mente. Adão insiste em querer pensar por mim. Questionei-me, como aprender humildade? Não sei. Caso soubesse, por pretensa humildade, sorveria toda a sua fonte. Gloriar-me-ia em ser o mais humilde dentre todos. Mas ouço a voz do Santo de Deus: “Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no SENHOR.” (II Coríntios 10:17). Descubro, então, a fonte da humildade, a palavra do Altíssimo. Preciso sorver dela mais e mais… e, alegro-me, pois sei, suprirá a todos os que sedentos estão. Abandonaremos, sim, as coisas de menino, Adão não mais falará em mim? Temos um grande caminho a percorrer.

E os espelhos de Corinto, famosos por sua superfície polida, projetava a perfeição da imagem. Por ele, permitia-se a realidade mais bela. Nele o belo era maior. Era a Grécia. É a ilustração da nossa – pelo menos da minha – mente. Nela há sedução dos meus sentidos, do meu querer, do meu saber. Nela não está refletido quão pecador sou, assim também é distorcida a grandeza do Santo. Nela reflete o engano proferido: Já não vivo, mas Cristo… !

Deparo-me diante dela, as minhas reflexões são mais profundas, e como abalam o poder das trevas, com todos seus demônios. O espelho da minha mente esconde a volúpia que me impulsiona rumo à exaltação. Lutamos por nós mesmos: a minha doutrina; a pureza da minha fé, a verdade da minha história. Nosso cálice parece transbordado antes mesmo do cálice do Senhor.

Subimos para além da dignidade de nossa vocação. Rejeitamos a servidão para qual o Senhor nos chamou. Precisamos urgente da oração publicana: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

A Igreja do Senhor padece de soberba, estamos doentes, contaminados pelas ribaltas ocultas em nossos corações. Gloriamo-nos em nós mesmos, mas ousamos, dizendo: É no Senhor.

Miserável homem que sou, quem me livrará desta mente que trago?

O Senhor, apenas o Senhor.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

Santificação. Simples, não?

“… Não julgais vós os que estão dentro?” (I Coríntios 5:12)

Há uma doutrina que ao ser ensinada na igreja, pela sua praticidade, produz interesse imediato, Disciplina Eclesiástica. Dependendo do governo adotado e da disposição em santificar-se, a Igreja submete-a de pronto a testes com os mais diversos exemplos. Muitos deles impensáveis. É desafiador e, ao mesmo tempo, edificante discorrer sobre o que o Senhor autorizou e como fazê-lo para preservar Seu nome e Seu povo. Como as demais, a Disciplina Eclesiástica se fundamenta na revelação objetiva do Triuno Deus.

Aprende-se que é prerrogativa exclusiva da Igreja local. E que deverá ser feita para exaltação do Senhor, como tudo que deveriam fazer os santos. Entendo ser este aspecto um grande facilitador de sua prática. Basta aos envolvidos decisões que engrandeçam ao Altíssimo, por sua vez, isto nos santificará. Simples, não?

Alerta, ainda, que o caminho do amor é obrigatório. Todos os irmãos, em amor, cuidarão do caso. Como o amor não se regozija na injustiça e sim na verdade, a aplicação criteriosa do amor não poderá contrariar a verdade. Simples, não?

Ponto central, a eficácia da Disciplina não pode ser entendida apenas sob a ótica daquilo que será aplicado na correção do irmão – sob disciplina. Ou seja, se o amado retornará ou não ao seio da comunhão. Muito menos temer, pois poderíamos ter cometido a mesma transgressão. Antes, devem todos aplicar a verdade. Plantamos e regamos, mas o crescimento virá do Alto, para o louvor de Sua glória.

Quanto ao rigor da pena, leiamos Hebreus: “Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos”. É a oportunidade, infelizmente pela circunstância, de evidenciarmos o cuidado e o amor de Deus sobre um dos Seus. Simples, não?

Aprendida as verdades, a igreja segue sua vida na esperança que não seja necessária a prática doutrinária. Mas ela virá. Quando exigida, espera-se observar o tributo ao Senhor. Fruto de lábios e mentes cativas ao conhecimento da verdade aprendida. Simples, não?

O que vemos? O caminho iniciado é percorrido com um amor entrecortado de sentimentos e disposições naturais. Um estranho amor. Chegam a soluções, com base nesse amor, onde o pecador não é constrangido a abandonar seus caminhos de torpeza. Contraditoriamente, são rejeitados os conselhos eternos do Juiz de toda a terra. A sua citação suscita descontentamento. Vejo que não é simples.

O culto, que deveria engrandecer a Deus e oferecer ao pecador uma oportunidade de reconciliação com o Senhor, é transformado em sessão de tortura, com acusações e defesas sem a Palavra. Não há sofrimento com pecador (às vezes nem nele há), mas sim defesa (pelo menos minimização) de sua conduta.
É, vejo que não é simples.

Chega-se ao veredicto, defini-se o meio de santificação proposto pelo Senhor(?). Todos saem como se nada houvesse ocorrido. Não se dão conta de que acabaram de executar a sentença de Deus sobre o pecado. Os sentimentos, intenções e propósitos da igreja, todos estão dissociados de Deus. Há um alívio administrativo pairando entre sorrisos e abraços. O temor dos santos foi saiu do carimbo da secretaria.

E somos o mesmo corpo. Tenho convicção, não é nada simples.

Como poderá a Igreja do Senhor se santificar? Se não é capaz de julgar os de dentro? Como?

Só o Senhor em Sua infinita sabedoria e bondade nos capacitará.

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

A salvação do Pe. Fábio

“… minha salvação não depende do que as pessoas pensam de mim, mas sim, do que Deus sabe a meu respeito”. (Pe. Fábio, religioso católico romano). [paráfrase]

(Este post contém a análise do texto acima)
“Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia.” (I Coríntios 3: 19)
Tornou-se um padrão religioso nestes últimos dias a criação de líderes. Todo arranjo que deseja reconhecimento precisa entronizar um desses. A rigor, esses não chegam a tal status pelo conhecimento de Deus, pela vida pessoal ou por qualquer atributo espiritual.  Os critérios ou atributos que os leva a aclamação estão dissociados do ideal cristão. Pelo contrário, muitos são blasfemos, ímpios, mercadores de fé, adúlteros, efeminados. E, em regra, a multidão de seguidores não possue percepção alguma do que realmente é cristianismo. Isto ao longo da história cristã tem oferecido o combustível essencial para criação e crescimento das seitas. Em pauta o catolicismo romano.

O papismo com sua inextirpável história, seus pares políticos e sua teologia é a materialização das obras das trevas. E de forma espetacular, durante séculos, expropriou o cristianismo. Apresentando em seu currículo de abominações as adições ao Canon Judaico – judaico, mesmo; corrupção de reis; associação ao nazismo; matança e permissão para matar; condenação sem julgamentos; prática de crimes sexuais e pródigios na mentira. 
É uma folha vasta de dolo, crueldade e conduta obscura em nome de deus – deste século.
Portanto, um texto vindo de lá jamais contribuiria para o engrandecimento do nosso Deus, o Deus das Escrituras. Desprovido de verdades divinas, deveria ser deixado de lado, mas merece nossa atenção. Não pela autoria – definitivamente os papistas nada sabem das Escrituras, e sim, pelo dano causado a quem poderá fugir das sendas da insensibilidade para com Cristo. Por isto, abordo este sumário soteriológico do absurdo, intentado pelo sacerdote, por amor aos que estão em trevas.

Aos que o lerem, ira ou curiosidade.  Oro ao Senhor para que seu Santo Espírito desperte a curiosidade necessária e que a ira seja contida. 

Sob o texto, “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11:14), o autor aparenta sabedoria e amor a Deus. Aos que conhecem a salvação que há em Cristo, nada mais representa que um retoque artificial em argumento pagão. Mas reflete a aflição de um coração que desconhece completamente a Deus. Mesmo assim, mantém o passo firme. Esses líderes sem escrúpulos e sem conhecimento não terão limites, em sua avidez, apresentarão suas heresias destruidoras.  

Ignoro o propósito envolvido, mas é possível perceber, “sua doação” em benefício das pessoas. Oferece-lhes um significado mais profundo para vida daqueles que por ele esperam. No entanto, é apenas a retórica da banalidade – usar o nome de Deus em meio a elementos totalmente humanistas. A pretensão é orientar seus seguidores a caminhar em “sua verdade”, unidos a ele. Não há inocência no sacerdote. Cristo contra ele falou: “Se um cego guia outro, ambos cairão no abismo”.
Sua frase completa é uma declaração de mudança de entendimento. Abandonou um pressuposto, por haver descoberto um outro. A totalidade da oferta contida em ambos pressupostos leva a lugar nenhum, mantendo-o junto aos seus seguidores afastados das verdades de Deus. 
É possível, na primeira frase, perceber que durante um período da vida, sua salvação dependia de seu conceito social. Pois, a estabelece relacionada ao conhecimento que as pessoas teriam dele. Como seria oportuno saber como foi construído esse conceito – o conhecimento entre as pessoas levar à salvação. Quais foram sua bases? Textos? Talvez no Caderno de Teologia do Globo Rural. Sem maiores reflexões chega-se a conclusão que sua pressuposição nega a existência de Deus.
Uma salvação sem Deus. A salvação social: do homem, pelo homem e para homem. Retrata bem o teor espírita do padre. A salvação viria da obra de cada um; das virtudes humanas, bondade, abnegação, da esmola e sopão aos pobres, da distribuição de brinquedos natalinos, altruísmo, das lacerações da própria carne, da oferta para igreja etc.
Este discurso é a sutil rejeição das Escrituras, do Deus eterno, de Jesus, do seu sangue, do Santo Espírito. E por este motivo de grande aceitação.
Contra tal heresia, a Palavra de Deus diz:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Efésios 2: 8).

E mais:

“Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.” (Romanos 11: 6)

A salvação pertence ao Senhor, é um presente dado gratuitamente ao pecador. Vem de Sua liberdade. Jamais do conhecimento existente entre as criaturas.
Percebe-se, na segunda frase do padre, que houve um “salto” em sua percepção, quando ele oferece sua nova tese de salvação. Nela tenta um teor mais religioso – cita Deus, contudo, o faz à revelia da revelação do próprio Deus. 
Afirma o critério de juízo a ser utilizado: “o que Deus sabe a meu respeito”. O que ele pode afirmar sobre o conhecimento que Deus tem de cada um? Quanta subjetividade há nesse juízo? O que um juízo subjetivo pode trazer, senão aflição e angústia?
Mesmo que a Escritura afirme:  

“Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (II Tessalonicenses 2: 12).

E ainda:

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3: 18)

Contrário a esta suave mentira, Deus diz que Seu juízo está baseado na verdade revelada. Qual o motivo da mentira? Não seria em busca de projeção pessoal, riqueza, levando milhões de pessoas a distaciarem-se totalmente da Verdade? Esta aparência de sabedoria, não seria  a mensagem de satanás? Diz a Palavra: “Porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.” (João 10 : 13)
Além do que, sua frase deixa transparecer seu ideal de poder. Ao determinar como Deus deve agir em seus juízos, subjuga a Deus. Retira de Deus a soberania, a santidade moral. Lançando-O no pó da terra, em grilhões dos devaneios mentais do sacerdote romano. Abriu as portas de sua igreja, sentou-O no confessionário e obrigando ao Senhor de toda a terra cumprir a penitência devida. 
Os mantras satânicos do sacerdote flutuam como se angelicais fossem. A Escritura nega a existência deste deus, nega este critério de juízo.
A salvação não é fundamentada no conhecimento que Deus tem de suas criaturas, mas na fé no Salvador. E garante que a salvação vem unicamente por ouvir Sua Palavra.
“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (I Coríntios 1: 21)
Que Deus seja louvado.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

Uma oração rumo às trevas

ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (Hb 11.1).
(Sermão na I.B.R. Renascer – Manaus – 18.04.2010)

Todos argumentam e defendem sua própria fé. Digo, nenhuma certeza terão sobre tal validade, antes que o Senhor a prove e garanta sua autenticidade. E não será por meio de supostas aflições, pois a resposta ousada sobressai como aptidão espiritual. A fé, amados, primeiramente não vive para os sobressaltos da vida, mas sim para engrandecimento do nosso Deus, sendo Ele a fonte única de sua força.


Assim, passemos ao que diz o Senhor. Encontramos nas Escrituras “Amados, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” (Judas 1:3). A atenção necessária nos leva a verificar que a Escritura emprega a palavra fé com a idéia de arranjos teóricos ou doutrinas. Neste caso, fé é a própria Palavra de Deus. Dizemos então que a fé, neste aspecto, é objetiva. Pois é possível pegá-la, verificá-la, compreendê-la e mesmo obedecê-la.
De outra feita, quando lemos em Ef 2.8, que a salvação é pela fé, estamos frente a uma fé que não é palpável, perceptível. A fé que olhos não vêem, ouvidos não ouvem. Nenhum dos sentidos naturais do homem pode percebê-la. Assim, neste aspecto, a fé é subjetiva. Sem instrumentos humanos capazes de aferi-la. Você poderá proclamá-la a pleno pulmões.
Contudo, esta que se afirma possuir não vive separada daquela, a objetiva, a Palavra de nosso Deus. Como gravura em baixo relevo, a visível – A Palavra – imprime a marca da invisível – a fé do crente. Podemos avaliar a fé invisível conhecendo o que Deus fala de Si e de suas promessas. Não suponha haver outro meio. Qualquer outra tentativa de prová-la estará corrompida pelo secularismo evangélico e o preço será caríssimo. Foge dela.
Esta verdade divina, obriga a todos submeterem sua fé, ou o que se entende por fé, ao escrutínio da Palavra e apenas Dela. Não podemos fazê-lo junto aos púlpitos dos encantadores evangélicos, não podemos fazê-lo pela artimanha sonora desse louvor das trevas, pelo balanço contábil das conquistas pessoais; muito menos pelas últimas revelações recebidas por corações ávidos pelos reinos da terra.

É urgente tal avaliação, não podemos adicionar um segundo sequer ao tempo que nos resta, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Mesmo que seu coração e sua fé zombem daquilo que agora ouve, não se deixe demover, é necessário avaliá-la, não deixe para depois. Veja a multidão de pessoas simples, de poucas letras, que hoje sabem em quem têm crido e estão certas onde será sua morada eterna.

Não há questões difíceis, complexas, são propostas para nosso entendimento. O Altíssimo, que nos dá a fé, dar-nos-á também a compreensão. Traga sua mente para próximo do Senhor, não a deixe vagar pelos parques da indiferença.

A palavra do Senhor afirma que a fé dá certeza para esperança completa. Digo completa, pois em Deus a esperança é completa, para todo o sempre, eterna. Deus não daria sua palavra para manter suas criaturas rastejando no pó deste mundo vil, não! Deus, em suas promessas, segurou-nos o rosto, elevou-nos os olhos, fazendo-nos contemplar toda imensidão de sua bondade. Conduziu-nos em Cristo para lugares celestiais.


Em sua fé estão abertos os braços do Senhor? Seu coração já entoa louvores celestiais? Sabe-se peregrino? Em terra estranha? Já experimentou a paz de Deus?

A fé que vem do Senhor não abre um espaço menor que este: a imensidão da eternidade junto a Triunidade e os santos de todas as eras.


Logo, a fé, nos une às promessas eternas e nos faz servos da vontade santa de Deus.


A fé que transpassou o coração do crente sabe que o Altíssimo enviou Seu Filho, único Filho, ao mundo. Sabe que naquela cruz foram, são e serão salvos incontáveis pecadores.

Esta é a bendita obrigação da fé: crer em Jesus Cristo, o autor da vida e destruidor da morte. Celebremos nosso resgate, pois Ele está mais próximo que no princípio quando cremos.

Se na sua fé não o faz olhar para os céus e sorrir sabendo que de lá virá o Salvador, ela de nada aproveita.

Se na sua fé não há qualquer obrigação para com o Senhor, há dolo em seu coração, e sua fé não vem do alto, e para lá não lhe levará. O Espírito do Senhor ainda não o consumiu com o fogo regenerador; e seus pés falseiam rumo ao terrível destino.


Clame ao Todo-Poderoso – Senhor dos céus, terra e mar – para que o livre de tão infame fé.

A fé, amados, são cidadelas em torno do palácio do nosso coração e da nossa mente. É a primeira e última ala a nos proteger contra toda maldade do homem anterior – que permanece vivo. Pois, com ela que abatemos os mais vis pensamentos e por meio dela não consumamos aquilo que nos horroriza.

A sabedoria, os recursos, a saúde, a família, os bens, as obras, tudo não resistirá à determinação do tempo. Apenas a fé definirá onde passaremos nossa eternidade. Se foi construída sobre a Rocha eterna – que é Cristo – as portas eternas da bem-aventurança se abrirão, para unidade definitiva com o Senhor. Mas, comprovada sua falsidade, as chamas eternas, sem direito a qualquer argumentação, serão o prêmio por tão grande rebeldia.

Sua fé permite que os grilhões da morte perfurem dia e noite o seu coração? Ela nunca o avisou sobre o temor ao Justo? E você prefere caminhar com ela, mesmo assim. Não há celebração a ser feita.

Pelo contrário, ao sair daqui, no fundo de sua alma, uma oração soará: Minha fé é o caminho para as trevas.


Ao Senhor honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade.

Senhor, para quem iremos nós?

ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (Hb 11.1)
A fé é um dom de Deus, portanto algo adicionado ao remido, ausente no ímpio.
Caso possível  dissecá-la, veríamos a crença e a confiança. Ambas inseparáveis. Que como objeto tem unicamente a Jesus Cristo – Pessoa e obra – revelado. É subjetiva, posto que mística; objetiva enquanto proposições.
  • A fé é a certeza – substância – da esperança, logo ela é um instrumento que nos une “às promessas e fundamentalmente à vontade santa de Deus – incluindo aí nossas obrigações”. O que não cremos fora destes dois aspectos, promessa e vontade do Senhor, não é objeto da fé  – crença e confiança – cristã.
  • Ela (em nós) é a prova que Deus existe. Ela nos permite a exatidão de todo o universo espiritual revelado.
  • O texto – a partir do v. 2 – vai corroborando com as afirmações feitas. Mostrando sua relação subjetiva e objetiva. Cita que por meio da fé os antigos se santificaram – agradaram a Deus; que por ela passamos a entender – aperfeiçoou nossa razão – o poder de Deus na criação – por iisto, damos glória a Deus; que por ela Abel ofereceu melhor sacrifício – distingui-se da religião de obras de seu irmão – agradando a Deus. E continua mostrando que a fé permite ao crente.
Concluímos que a fé é o instrumento divino pelo qual, progressivamente, nos assemelhamos a Deus, santificando-nos e engrandecendo Seu nome.
O que passar disto, devemos ter cuidado, pois pode vir do maligno.
Contrário à Palavra, quanta fé há espalhada mundo afora!
Todos se julgam possuidor de fé. Sem que a aflição a prove, estão prontos a apresentá-la em si mesmos, sem necessidades de retoques. Ela é perfeita, acabada, melhor.
Cada uma delas apresentará deus e mais alguma coisa, e com ela prescindem ou contrariam a Palavra do Senhor.
Que fé pode vir com a IURD funcionando? Com Silas Malafaia pregando? Terranova administrando bênçãos? Santiago em curas por atacado?
Com a arte de prosperar virando fé?
Que fé pode ter a Valadão orientada por Deus para comprar botas de píton para pisar em satanás?
Que fé pode ter o espírita? Fé na reencarnação? Fé que um dia ele não mais será ele, que ele será qualquer outro? Que ele paga por outros? E outros pagarão por ele?
Que fé pode ter o papista? Na missa de 7º, 15º, 30º dia, depois de 1, 2,10 anos? Na mediação pelos santos? Por Maria? Nas indulgências? Nas broas transformadas no corpo e sangue de Cristo?
Que fé pode ter o adventista? Na Ellen? No sábado? No juízo investigativo? Na obra?
Que fé pode ter o TJ? No reino dos 144 mil? No unicismo? Em um Espírito que é eletricidade? Num deus criado?
Todas elas rejeitam ao Senhor, sua morte, sua ressurreição, sua misericórdia, sua graça. São templos escuros, com seus rituais de encanto e engano, celebram a voz do próprio coração. Escravos de si mesmos, não têm para quem ir. A permanecerem, morrerão em seus próprios pecados.
A graça de Deus nos libertou de nossos corações. Servos das Escrituras, celebramos: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:68)

A Ele honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade

Quem és tu Senhor?

OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

Após dias cooperando com um pastor amigo na cidade de Jutaí. Chegou a hora de voltar para casa. De barco, teria a frente três dias descendo o rio – os rios, pois seriam vários. Tempo suficiente para conhecer cidades ribeirinhas, os povos etc. Acomodado em uma rede, o fraco vento, mesmo quente, trazia algum refrigério. No porão, madeiras, tambores, caixas e mais caixas e um fusca. Além de algumas redes armadas. Maior calor ainda, e muito barulho. Soube que ali era mais em conta.

Partimos percorrendo os rios que descem em meio as matas. Depois de muitas horas, ao longe, surgia um porto, e lá parávamos. Logo desciam e subiam pessoas, surgiam  vendedores, de picolé até corda para amarrar as redes. Logo depois, voltávamos a navegar e soava o barulho das águas sendo cortadas pela embarcação. 

Havia turistas estrangeiros, índios, comerciantes, aventureiros e outros. E entre esses, alguns se diferenciavam por trazerem consigo uma Bíblia. Isto, depois de salvo, sempre me despertou atenção. As conversas eram inevitáveis, nem todos falavam, mas sempre ouviam.
À noite, contemplava o céu, estava escrito: ”Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?”. Quanta bondade, quanto amor por um miserável. Só o Senhor é Deus.


Um jovem me viu lendo, identificou-se como missionário, aproximou-se para conversar. Contou-me que vinha de uma cidade acima – antes – de Jutaí. E o que havia realizado lá em nome de Deus. Antes de entrar nos detalhes de sua obra, elogiei-lhe o destemor de sair de Manaus para um lugar tão distante. Mais surpreso fiquei ao ouvir que “estava pela fé”. Dediquei-lhe maior atenção ainda. Falou-me de como havia libertado muitas pessoas das garras de satanás; como saía de casa em casa ministrando palavras de poder, tudo em nome do Senhor. Sua estada naquela cidade fora uma bênção, segundo ele.
A cada relato, ele ficava mais forte em suas convicções e de sua importância para o reino. Passou para outros assuntos, ele acreditava em perda de salvação, em desviados, em crentes possessos. Por fim, em seus dons, falou da não necessidade do estudo da Palavra.
Passei-lhe a pedir base bíblica para seu fervor. Retornava com versículos inapropriados, faltava-lhe compreensão básica do cristianismo bíblico. Mesmo assim, mantinha-se firme em sua fé. Ao mencionar a respeito do poder de Deus para salvar quem Ele desejar, ele riu para mim e perguntou: Quer dizer que o homem não pode resistir a Deus? Aquiesci que não. Respondeu-me: Não creio assim. Li o texto de Atos que é utilizado, equivocadamente, na defesa desta posição. Expliquei-lhe, mas não arredou de sua posição.

Como última tentativa, mostrei-lhe II Pedro 2 : 11, onde descreve a superioridade de anjos sobre os humanos. Por fim, aceitou. Prossegui, se o homem sendo menor que satanás pode resistir a Deus, satanás, por sua vez, poderá resisti-Lo muito mais. E concluí: Estaria destruída toda a obra da salvação, todas as promessas, interrompida a vitória da cruz, no sangue do Senhor não há poder algum. Olhou para mim e, um pouco confuso, um pouco irritado, falou: Eu prego o que acredito.
Em sua experiência religiosa, ele expulsando satanás e resistindo a Deus, sobrava-lhe senhorio. Aquele Deus que lhe apresentara não cabia em sua fé, desestabilizava-a, portanto deveria ser rejeitado. Não mais retornou, continuou firme na sua fé.
Quando chegava à noite, sob estrelas, no céu estava escrito: Meu Deus é o Senhor.
Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. (Sl 19.3)
A Ele honra, glória e louvor de eternidade a aternidade.
 

Santificação sem ver o Senhor

Antes de comentar, preciso fornecer algumas informações, pois caso me avaliem, possam faze-lo sob o que creio.
Vivemos dias maus.

Creio na total incapacidade humana quanto às verdades espirituais; na livre escolha de Deus dos salvos, aqueles que estarão por toda eternidade com Ele; na morte de Cristo para um grupo definido de pessoas; na chamada eficaz de Deus – ninguém resistirá ao Seu chamado, e ainda, creio que os salvos não decairão da graça, e em santificação serão preservados;

Creio que Israel e a Igreja são duas instituições distintas no programa de Deus, no milênio literal, na vinda de Cristo para buscar sua Igreja; na separação completa entre Igreja e o Estado;

Creio que vivemos momentos de apostasia, com seus representantes conhecidos em nosso meio: Malafaia, Terranova, Valnice, Rodovalho, Valadão, Jabes, Hernandes, Brant, RR Soares, Macedo e muitos outros. E que estes trazem o evangelho das trevas.

Creio ainda, que a apostasia é profética e que está em todas as organizações religiosas. E que o secularismo tem contaminado a todos. Isto posto, podemos iniciar.

Há um fenômeno religioso muito comum nas grandes organizações eclesiásticas, que para efeito deste texto resolvi chamá-lo de santificação humana. Que nada mais é que o esforço formal de pessoas para estabelecerem seus credos ou confissões. Para tanto, dá-se a estes a observância e relevância além da Palavra de nosso Deus; desqualificando qualquer outro pensamento, mesmo que possível.

A formação dos credos denominacionais – As Confissões – de forma alguma é coisa de somenos. Contudo, representam um pensamento teológico de um grupo trazendo consigo suas influências históricas. Alguns destes são verdadeiramente bíblicos. Assim os vejo, os avalio, e assim, os respeito. Estabelecer que neles se encerra toda a verdade bíblica, excluindo os demais credos é notadamente imaturo, ou pelo menos presunçoso.

Vejo que algumas confissões são Amilenaristas, outras não; algumas o governo da Igreja tem características em um sentido, outras em outro. Na luta em defesa do Credo, muitos têm distorcido regras hermenêuticas, ferido a história, tornando-se defensores de si mesmos. É a santificação humana indo além da revelação objetiva de Deus, prescindindo do Espírito e das Escrituras.

Dentro desta perspectiva, existem pessoas que chegam ao ponto de execrarem irmãos por estes possuírem uma versão das Escrituras diferente da Trinitariana. Apontar erros, desaconselhar a compra é próprio. Deve-se evitar transformar tal defesa em mandamento. “Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra.” (Ezequiel 13:6). Esta posição pessoal fundamenta a santificação humana. É trazer como mandamento do Senhor aquilo que o Senhor não ordenou. Falar além das Escrituras.

O Apóstolo Paulo quando para refutar os riscos que a sabedoria humana oferece, falou: “E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro.” (I Coríntios 4:6). O Apóstolo temia que irmãos em Cristo pudessem aprender dele outra sabedoria que não às Escrituras.

Não resta dúvida, que, em geral, um dos propósitos das confissões é contribuir para o reino, definindo um perfil doutrinário, e por ele facilitar o conhecimento do caráter de Deus, assim, organiza vida prática e devocional de seus membros.

Há riscos quando revestidos de nós mesmos, definimos os preceitos e princípios sem ver o Senhor.

Vejamos a passagem a seguir que dá a idéia exata da usurpação da Palavra.

“Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.” (Marcos 7 : 8)

A defesa da tradição sem observância da Palavra é o cerne da santificação humana. O esforço pessoal de estabelecer regras sem a observação dos textos sagrados, sem o Espírito, sem temor.


Homens como esses não ficaram presos aos textos dos Evangelhos, espalham-se em nosso meio. Vejam o que ocorreu em uma capital do norte do país.


O pastor objeto das acusações pediu-me o anonimato. Este pastor foi execrado por defender a posição histórica da vinda do Senhor para buscar sua Igreja. Mesma que tenha confidenciado a um irmão, nunca ensinou em sua igreja. Entretanto, isto chegou aos líderes denominacionais daquela cidade.


Um outro pastor, representando a liderança, acusou-o de herege, afirmando assim, a quebra de distintivos denominacionais. Apressou-se em noticiar o fato às igrejas. Justificou-se como medida de santificação humana, para proteger o rebanho.


O acusador prega livremente que apenas que a versão RC deve ser lida. O que também, segundo os mesmos distintivos, representa quebra. Manifestações diversas da santificação humana. Mas, segundo ele, a quebra deste distintivo é diferente da quebra daquele outro.


A igreja do pastor acusado de heresia ao tomar conhecimento do fato, dividiu-se. Mas, sabiamente, o acusado comunicou que se afastará dela. Que Deus seja louvado.


Este fato mostra que na prática da santificação humana surgem sentimentos espúrios, inveja, torpeza, má fé e sombras das práticas da maçonaria. Em momento algum as Escrituras serviram como guia único da verdade.


Por fim, o pastor acusador, ao ser inquirido sobre algumas de suas posições doutrinárias, afirmou ser calvinista de dois pontos – talvez sejam o ponto final e o de exclamação! É a santificação humana em lugar da condução do Espírito Santo. Agora é por força e por violência. Perderam o temor… em nenhum momento fez-se a acusação em defesa da Palavra do Senhor.


Não tento defender este ou aquele pastor, esta ou aquela posição, mas lamento pela pouca importância que as Escrituras têm tido nestes dias finais. Têm sido preteridas por algo melhor… seja o mamon, seja o poder.

“Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Lucas 16:13)

Vivemos dias maus.

Santos sem a Palavra, sem o Espírito, sem temor ao Senhor.

Só o Senhor é Deus.


A Ele honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade.