“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.” (I Coríntios 11 : 19)

Há uma prática muito saudável em determinadas denominações, os Concílios. Neles, um pastor, que pretende fazer parte da Ordem de Ministros, deixa-se avaliar nas doutrinas bíblicas por um colegiado. Este é bem diverso, há pastores, seminaristas, crentes e até ímpios dele participam.


Certa vez fui convidado a um desses. O candidato, fora meu professor (?), homem de grande influência no meio. Não sei por quais motivos ainda não ingressara na Ordem.


Fui com a expectativa de passar uma manhã de sábado, sorvendo as delícias da boa teologia. O prazer de conhecer mais as grandezas do Altíssimo.


Concluída a liturgia inicial, postou-se à frente de todos. Havia 30 ou 40 pessoas presentes. A cada pergunta feita, ele empregava demasiada fluência, utilizando palavras pouco comuns para explicar coisas muito simples. Sem, contudo, responder objetivamente aos questionamentos. Como o passar do tempo, cada doutrina trazia novos incômodos. Percebia-se seu constrangimento, não pela desonra ao nome do Senhor, mas pela presença de seus pares. Quando supus que ele retomaria uma posição mais bíblica, revelou-se um humanista – Arminianista de todos os pontos. Acreditava na cognição – palavra dele – dos ímpios em relação às verdades espirituais; mas, ao mesmo tempo, afirmava que o homem é morto. Foi um desastre.


A segunda parte do concílio ocorre com o candidato ausente. Chamam sua esposa e fazem a ela algumas perguntas ministeriais, sem ênfase doutrinária, apenas para avaliar quem estará ao lado do candidato em seu ministério.


Agravou-se mais ainda a situação. Ela não compareceu, e algumas pessoas, tentando enganar – sim, mentido, afirmavam que ela estava a caminho. Quando surgiu um líder que sugeriu – em virtude do cansaço de todos – que fosse dispensada aquela “formalidade”. Assim, um pastor contrário a Palavra e sua esposa ausente, estavam prestes a serem chancelados por toda esfera espiritual daquela denominação. Seriam considerados aptos ao ministério, para proclamação das Verdades eternas.


O mais grave ainda estava por vir. Diante do constrangimento geral provocado pelo casal, o presidente da mesa orientou que todos ficassem de pé. Ao ficarmos todos de pé, ele bradou com toda autoridade: Aprovado por unanimidade. Os votos contrários seriam os que haviam permanecidos sentados.


Algo impensável entre santos acabara de ocorrer. Talvez oportuno em sindicatos, talvez na Maçonaria. O poder das trevas saiu vitorioso. A amizade, os interesses escusos e a honra da denominação estavam em jogo. Fora, pois, o “legalismo” da verdade, a santidade, a ética a submissão à palavra do Senhor. A apostasia estava ali diante de mim.


Como isto não é apostasia? Não precisa ser Malafaia para ser apóstata. Mercadeja-se a fé com várias nuanças.


Fiquei profundamente triste. Encontrei, dias depois, um amado irmão, membro daquela igreja. Ele demonstrou toda sua tristeza, mas sua firme convicção de ficar ao lado do pastor. Perguntei-lhe qual seria a orientação das Escrituras? Escolheram partir rumo às trevas, crucificaram novamente a Cristo. 


Perdeu-se uma grande oportunidade de obstruir a apostasia naquele lugar. Jamais voltei a participar de Concílios. A igreja hoje tem ênfase em louvor.


Só o Senhor é Deus.
 
A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

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