“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Ap 22 : 20)

Subi ao monte para observar como estava o arraial do Senhor. Logo percebi, o Templo estava destruído. Não vi a cidade santa, pois havia uma nuvem de poeira que chegava ao céu, percebi que fora saqueada. O sinal era de destruição. Há tempos estava ameaçada, mas agora foi tomada pelo exército das trevas. Como se deu tal desgraça? Como pôde cair aquela que foi tomada para noiva do Senhor dos Exércitos?

Chora a multidão dos santos nos céus e na terra. Quem presenciou tamanha desonra? Quem poderá contar o que houve para as futuras gerações? Quem poderá lembrar-se do sangue derramado pelos guerreiros de outrora? Estes foram esquecidos, não mais se comemoravam os feitos dos santos. Outras festas já haviam tomado lugar, esqueceram do Santo. E nessas serviam vinho embriagador para apagar a memória, enganando todo o arraial.

Procuremos nos registros antigos, procuremos na memória dos remanescentes, procuremos em nossa vergonha. Havemos de achar como chegamos até aqui.


Volto o meu olhar e continuo a contemplar, os muros estão derribados. E pergunto a mim mesmo: Quem sou? Preciso lembrar quem sou; Sim, sou um atalaia, e sei como tudo se deu.

Enquanto olhávamos para os encantos além dos muros, desapercebidos, dormimos. Sim, nós os atalaias do Senhor, que fomos postos para guardar os campos santos, fomos entorpecidos pela aclamação das multidões. Não fomos capazes de perceber o sutil rastejar das feras malditas que se aproximavam.

Chegaram com seus encantos, foram se acomodando, como se fossem amigos. Trouxeram suas regras, suas táticas, foram encantando o povo. Abandonamos a espada indestrutível, cortante, poderosa e passamos a contar apenas com as nossas mãos, com nossas próprias forças. Nem sabíamos o quanto perdíamos. Pensávamos não haver lutas a travar, fomos enganados pelo próprio coração.

Nas nossas noites sob a lua cheia no louvor ao Senhor, incluíram a nudez das prostitutas cultuais; nas ofertas ao Senhor trouxeram animais impuros, e a gordura é sorvida pela avidez das bocas escancaradas com todo escárnio do inferno. Trouxeram seus postes-ídolos e fincaram em meio ao arraial, derribando o altar do Senhor. O povo adquiriu um novo sotaque, fala como falam os estrangeiros e se deleitam no sonido e alaridos das trombetas do sheol.

Nunca mais levantaremos os muros da cidade santa, não reconstruiremos o Templo do Senhor, os louvores sob o luar, as ofertas com aroma suave não sabemos como ofertá-la, o povo já não conhece seu Senhor, não mais deseja a redenção. Cantam sua soberba os blasfemos e gritam de demência os mercadores, esqueceram da glória do Senhor. O que fizeram com o nome do Altíssimo?

Mas, alardeiem todos os atalaias, anunciem aos quatro ventos; dêem salvas os que estão nos recônditos, nas cavernas; rejubilem os santos no céu e por toda a terra, eis que o Senhor dos Exércitos, a nossa esperança, se apressa em libertar seu povo.

3 comentários em “Alardeiem atalaias do Senhor!

  1. Paulo, ótimo texto. Gostei muito da analogia entre Jerusalém e o templo, e a igreja atual. Apenas devemos estar cientes de que se proclamar um \”crente\” não quer dizer sê-lo. Assim como se proclamar igreja de Cristo, não quer dizer sê-lo também. Mas como o irmão tão bem concluiu, os verdadeiros crentes, os eleitos de Deus, estes estão libertos pelo poder no sangue do Senhor Jesus Cristo derramado na cruz. E como Ele ressuscitou, também ressuscitaremos, e estaremos eternamente adorando-o e glorificando-o pela graça de Deus.Grande abraço!Cristo o abençoe!PS: Como já me autorizou previamente, estarei republicando o seu texto no \”Guerra pela Verdade\” na semana que vem.

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