Ventos do Neguebe

(Sumário de estudo sobre Família, com ênfase na missão dos pais, em 30.05.2010. Foram considerados: Panorama dos valores atuais adotados, caráter e fidelidade de Deus, responsabilidade e extensão da ação paterna e valores a serem praticados na casa do santo. Temo que espaço reduzido não produzir a clareza necessária. Que o Senhor seja bondoso conosco.)
E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado. Gn 18:17.19
Em meio aos mais diversos recursos que dispõem o “moderno” cristianismo  para obter suas verdades, o que tem influenciado e conduzido nossas igrejas, pergunto-lhes: Haveria ensino de tão recôndito alguma influência sobre a nossa vida pessoal e familiar?
Não raro percebe-se que pais cristãos foram contaminados pelo “moderno”, adotaram os mais infundados princípios para conduzir sua casa. As mensagens vindas dos céus foram substituídas pelos insights psicológicos, pela astúcia paterna, pela vantagem a qualquer modo, pela ânsia de ter os seus à frente.
Há alguns valores básicos no cristianismo bíblico – “não moderno” – que têm sido desconsiderados ou mesmo desconhecidos. Um deles é que a prática cristã implica em perdas atuais para obter ganhos eternos – falo da vida prática, não apenas da retórica mecânica que é apenas um modelo litúrgico para convivência religiosa. Portanto, reconheçamos a origem satânica do “moderno” cristianismo, e sejamos desafiados pelas lições do Neguebe, pelos seus ventos, sopros celestes, que devem instruir nossas vidas e  arejar nossas casas, para glória do Senhor.
Iniciamos próximos a surpresa e inundados pela ternura humilde do Senhor, ouçamos sua voz : Ocultaria o que faço a Abraão? O contexto lança luz em meu coração e percebo a grandeza e o caráter de nosso Deus; sua pureza e sincero interesse desconsideram a possibilidade de esconder de Abraão seu intento, pelo fato de considerá-lo seu amigo. Este ensino denuncia-me, e reconheço a necessidade de arrepender-me setenta vezes sete, utilizarei toda a cota celeste, pois meu coração e a minha mente marcham determinados em outra direção.
Quanta honraria o Senhor confere a um homem que Lhe foi infiel ao deixar para trás as terras do sul, Neguebe, terras que “EU TE MOSTRAREI”; um homem que mentiu e induziu sua esposa a mentir, por medo. Mas o testemunho das Escrituras garante: “Abraão, amigo de Deus!”
Como medir o cuidado e honra dispensada pelo Senhor de toda terra? Daquele que se diz: “E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4:35).
Quão distantes nos encontramos da mente de Cristo. E proclamo ao meu próprio peito: O Senhor nos confere honra a despeito do que somos e não pelo que somos. Refresco minha alma ao ouvir o sussurro das palavras do Santo: se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode negar-Se, e mais, descanso na fidelidade do Senhor que jurou por Si mesmo. Nossa suficiência vem do alto, vem do Senhor.
A missão do pai cristão
As Escrituras me fazem voltar e verificar que o Senhor escolheu Abraão para o ensinar-lhe o zelo que deveria ter por sua casa. Fornecer a Abraão a extensão de sua responsabilidade, para depois alertá-lo como conduzi-la: Segundo os caminhos do Senhor com retidão e justiça.
Recai sobre Abraão, o pai, a responsabilidade de perpetuar o nome do Senhor por meio de sua casa. Soprado pelos ventos dos carvalhais do Neguebe temos na missão de Abraão, a missão do varão da casa: perpetuar por meio da sua casa o nome do Altíssimo.
Os fundamentos e valores da casa cristã
É imperativo trazer às nossas mentes a história, mesmo em suma, de Abrão. Lemos que foi criado em Ur, cidade muito importante dos caldeus, centro de comércio da época, com seus hábitos e valores à parte do Deus de Israel; de lá foi retirado pelo Senhor. Logo, implícito está que os valores de Ur e Harã, sua segunda moradia, não eram próprios para a casa que o Senhor exigiria do pai da fé.
Toda a experiência e cultura vivida até então não prevaleceriam em sua casa, deveriam ser substituídas por: “para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça”
A formação dos valores da casa de Abraão fluiriam dos lábios santos do Senhor, e somente deles. A suficiência da palavra de Deus seria a garantia para construção da sua futura casa.

Mais uma vez os ventos do Neguebe dão-nos a compreensão correta que o amor bíblico resolveria todos os dilemas de Abraão e de cada pai aqui na honrosa missão a cumprir. 


Fora estariam o feitiço, a idolatria, a sabedoria pessoal provindas de Ur. Isto exigiria de Abraão a seletividade entre suas “próprias verdades” e as verdades do Senhor.
A casa do santo é construída sobre as verdades e valores do Espírito e jamais pela sábia loucura e intuições da carne, estes são os ventos que sopram de Ur, que sopram das nossas mentes, da secularidade que embotam nossa visão.

Formar os valores antes da vinda dos filhos

Lembremos que tais palavras proferidas pelo Senhor antecedem ao nascimento de Isaque, o Senhor imprime em Abraão que a missão de conduzir sua casa iniciaria antes da chegada do filho da promessa. A convicção pessoal da fidelidade do Senhor seria firmada na mente e no coração de Abraão, antes do rebento, só assim, poderia inculcar em seus filhos o que o Senhor fizera em sua vida.

Construir valores em todos da casa

Poderia à noite, aos ventos do Neguebe, sob os carvalhais contemplar as estrelas do céu e lembrar das promessas e fidelidade do Senhor; mostrar para o pequeno Isac e Sara quem é o Senhor e quais são os seus santos caminhos. Oraria ao Altíssimo para que as suas palavras ficassem para sempre no coração do pequeno filho, para que, quando homem, falasse para seus filhos e para os filhos de seus filhos, firmando para sempre o nome do Senhor em toda a terra. O Senhor escolheu Abraão para que assim fizesse em sua casa, não podemos, sem culpa, nos isentarmos de igual propósito.
Os riscos e consequencias
Somos  assediados pelos valores “modernos”, e pela aceitação geral e facilidade, e ainda pelos nossos corações, propensos para adotá-los e os adotamos. Pecamos contra a pureza e humildade do Santo, colocando nossa segurança sobre a areia. Permitimos casas conduzidas pela psicologia secular, apostasia, o sincretismo católico-espírita, são ventos vindo das trevas, afirmo-lhes que tais casas não subsistirão. Virão os ventos da adolescência dos filhos, os ventos da ambição pessoal, os ventos da discórdia e infidelidade, os ventos da irreverência e qualquer vento vindo contra ela que ruirá. Para o Senhor já se encontra no chão, mesmo supondo-se erguida.
Outros que negligenciam as verdades eternas, desreispeitam o Supremo Deus, ouvem os ventos do Neguebe, mas o som de suas mentes não lhes permite a paz necessária para contruir uma casa para o Senhor. Constroem casas para si mesmos, cujo alicerce está exposto, neles vemos a palha, o feno, a madeira; ventos virão serão provadas e não resistirão. São devedoras e pagarão por isso, diz o Senhor.
A paz e esperança
Bem-aventurado e santo aquele reconhece os ventos soprados pelo Senhor, ventos do Neguebe, edifica sua casa sobre a rocha, Cristo Jesus, o Senhor, nela há ouro, prata e pedras preciosas do Senhor. Virão todos os ventos, e sólida, resistirá a todos, por que em seu interior o Senhor reina.
A Ele honra, louvor e glória eternamente.

A liberdade da vontade

Quem é o homem? A resposta a este questionamento tem construído caminhos que levam aos mais diversos destinos. Mas, ao orientarmos nossa atenção ao ponto final dessas estradas cometemos um grave erro, erro de método. Pois negligenciamos a verificação da autoria e dispensamos energia na refutação dos princípios, argumentos e conclusões vindos em nossa direção. A legitimidade da autoria facilita sobremaneira os passos do inquiridor. A existência de apenas duas possibilidades, Deus ou o homem, permite-nos a escolha sem percorrer os inconclusos e confusos devaneios do psicologismo. À frieza dos fatos, a análise comparativa aponta para uma vantagem infinita em favor do todo sábio Senhor, que afirma: “Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?” (1Co 1:19.20) .

Os espíritas, católicos e a multidão de apóstatas que estão alicerçados sobre a areia das teorizações humanas que proclamem suas mentiras, bradem contra o Santo, o Juiz de toda terra, pois não lhes tarda o juízo inclemente. No regozijo soberbo da aclamação pelas multidões não está a garantia da verdade, afirmo-lhes a eternidade o provará.
Nosso Senhor Deus não tem ânimo dobre, Nele não há sim e não ao mesmo tempo. Logo nos sobrevém o aviso aos que têm a predisposição da exaltação pessoal: não retiraremos das Sagradas Letras o sim e o não nesta questão. Apenas uma única verdade emanará do Senhor, mesmo que para isto caiam mil à minha direita, outros mil à minha esquerda, pois sei, que ela virá como a alva, clareando mais e mais até ser dia perfeito.

O tempo urge e não nos detenhamos na avaliação dos valores e motivos dos homens com suas verdades de plantão. As astúcias de satanás não lograrão êxito em nossa semeadura. Novamente, clamo ao Altíssimo que a peregrinação sensata através das Escrituras seja nossa semeadura, e que ao final com cestos fartos cheguemos às respostas vindas do Senhor, afago celeste para nossas almas e solidez espiritual para nossas mentes. Que nos envie luz para nossas mentes sombrias e fugazes.


Necessário é retroagirmos no tempo, chegarmos ao tempo quando não havia tempo, nele a Triunidade Santa se contemplava, se comunicava e se conhecia. Havia vida, vontade e virtudes e nenhum mal por lá era encontrado. Deste cenário, surge o ato do Criador, vindo à existência os céus e a terra, ecoando pela imensidão do universo: Haja luz, e houve luz. Um clarão perpassou por toda a extensão criada, astros, estrelas, tudo foi iluminado, chegando aos quatro cantos de toda criação. A luz foi separada das trevas, pois elas não se podem confundir. Pelo poder de sua palavra, estavam, com todo o esplendor, criadas todas as coisas, as conhecidas, as que não conhecemos e aquelas que um dia viremos a conhecer.

Ali foram criados e seriam provados homem e mulher. Um teste divino para garantir-lhes a santidade eterna. Desfrutavam da comunhão plena com o Triuno Deus, senhor de todo o universo. Minha pobre mente limita-se apenas a balbuciar: inimaginável.

Todas as sugestões que ousam definir particularidades antes do pecado, são apenas sugestões. Sabemos que nossos pais, dotados de atributos divinos, receberam as bênçãos do Senhor para representá-Lo ante toda a criação. (Gn 1.26-28).

Contemplando a obra de suas mãos, o Criador, deleita-se e declara: é muito bom. Devemos nos perguntar, porque aqui vemos esperança, vemos a eternidade: O que seria muito bom para Aquele que pode todas as coisas? Muito bom para Aquele que é todo santo? Um dia O veremos, ao enxugar nossas lágrimas, O ouviremos: muito bom. Emanam das páginas sagradas a mais singela formosura, a mais cândida paz, é possível ouvir o cântico dos pássaros que em revoada cruzavam o céu antecipando o alvorecer daquele dia muito bom.

Um salto na leitura e chegamos ao cap. 3. Estupefatos, estamos diante de uma linguagem ameaçadora que trazem palavras novas: maldita (14); inimizade (15); sofrimentos, dores (16); maldita é a terra, fadiga (17); e ao antecipar a transitoriedade do homem: “durante os dias de tua vida”, prolata a sentença santa contra a desobediência: voltarás ao pó da terra (19). Os cânticos de paz, a comunhão com Deus, as bem-aventuranças oferecidas a Adão foram-lhes retiradas. Nosso pai sucumbiu diante da provação, escolheu livremente a morte. Expulso pessoalmente pelo Senhor (23), jamais voltaria à condição usufruída antes do pecado. Além da natureza corrompida pelo pecado, foi lançado em um ambiente também corrompido pelo pecado, sua opção pela morte incluiu a todos nós. O paradoxo da liberdade nos tornou escravos da morte, estamos livres para praticar o pecado. Construída estava sob a sentença divina a eterna impossibilidade do homem, agora pecador, retornar por si só, a desfrutar dos benefícios e privilégios da comunhão com o Senhor.

A mais profunda mudança foi operada naquela natureza santa criada por Deus, a perda da condição original, mesmo que preservados os atributos divinos, a morte passou a fazer parte da natureza humana, todo o ser foi afetado, intelecto, sentimentos e vontade.

A possibilidade de pecar, foi transformada na impossibilidade de não pecar. O que vemos, e aquilo que não vemos está corrompido e pronto para praticar o mal. Não é necessário que venha a praticá-lo em toda plenitude, apenas nele há o arcabouço da capacidade de realizá-lo. Este é o homem que conhecemos, vindos do varão e da varoa, nascidos da carne, esta é a geração de Adão.

Todos os nascidos de Adão, por natureza, são inimigos de Deus. Caim, o primeiro nascido, oferece-nos o registro ideal da extensão do pecado de seu pai. Em Gênesis 4 lemos que Caim irou-se contra Deus. E o Senhor questionando a Caim, nos oferece uma descrição da vontade do homem após o pecado: “Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar.” Em Caim aprendemos que a descendência de Adão não mais é possuidora da capacidade de enfrentar e vencer o pecado. A condição vivida por Adão, submissão ao pecado, passou para todos. Caim não domina o pecado, conforme a orientação do Senhor, pelo contrário, sucumbe a ele como seu pai o fez, consumando sua vontade pecaminosa.

Tomemos a seqüência de eventos, a partir do pecado de Adão, para nos convencermos da completa incapacidade do homem reagir livre de sua natureza pecaminosa. Primeiro o homem cede à tentação e peca; depois sua natureza humana é afetada pelo pecado, e o homem, ao ouvir a voz do Senhor, teme-O e esconde-se; depois é lançado fora do ambiente original perdendo todos privilégios, segue para um mundo afetado pelo pecado; depois manifesta sentimentos de inimizade contra Deus, e por fim sua vontade demonstra a servidão ao pecado, ao ser incapaz de vencer o pecado. E mais há, o Senhor nos confirma a condição do coração do homem ao trazer o dilúvio sobre toda a terra: “Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente”. (Gn 6:5) E ainda, temos o referendo pessoal do Apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito, o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.” (Rm 7.18).

Quem é o homem? Nossa peregrinação através da Escrituras, trouxe-nos até este ponto, não podemos após a colheita  furtarmo-nos a resposta: o homem de Adão até nosso dias, gerados pela carne, é uma criatura de Deus que está sob a maldição da morte, e sua vontade é livre apenas em direção ao pecado e a morte, e que nenhum bem, segundo Deus, é capaz de realizar; que não pode libertar-se de sua natureza pecaminosa.
Caso assim não fosse, como entender a graça, a misericórdia, a bondade do Senhor? Que sentido haveria na santidade, na justiça? Olhemos em nossa volta, contemplemos o mundo construído pelo homem, há um cenário mais desolador? A beleza que ainda resta na criação está sendo tomada pela usura, pelo pecado. Sim, nossa observação e nossos corações se acomodam a triste realidade que todos estão inseridos. Todos precisam quedar-se a verdade de Deus.
Exaltemos ao nosso Deus e meditemos em suas palavras para que venham com mais vigor Sua benignidade: “porque sem mim nada podeis fazer”. Jo 15:5

Concluímos assim, não porque o desejássemos, não por ouvir nossas próprias vozes ou atendermos aos nossos corações, mas simplesmente deixamo-nos conduzir pelos ensinos do Mestre. Foram textos simples, de fácil compreensão, afago celeste para nossas almas e solidez espiritual para nossas mentes. Muito mais tem a Escritura para confirmar tal veredicto, mas espero no Senhor que nossa colheita seja suficiente para alimento e engrandecimento do Senhor, pois na sua habitação continua a vida, vontade e virtudes e nenhum mal por lá é encontrado. E que palavras que rejeitem tal testemunho, colocando o homem como um ser intrinsecamente bom, que se encontra em processo de aperfeiçoamento e melhoria, sirvam como combustível para manter acesas as chamas da condenação eterna.


Ao Rei eterno imortal honra, louvor e glória para todo o sempre.

Há um plano?

Mas não sabem os pensamentos do SENHOR, nem lhe entendem o plano que as ajuntou como feixes na eira. (Miquéias 4:12)


Sempre comentamos que há um plano e que Deus o conduz. Como podemos afirmar que há um plano? Que Deus está no controle de todas as coisas? É o que clamamos ao Senhor para nos ensinar nesta manhã.

Domingo passado nos voltamos para considerar a responsabilidade que pesa sobre cada um na escolha feita por Cristo. Fomos escolhidos para produzir frutos. É sempre oportuno reafirmarmos que fruto é o que manifestamos, e nunca o que recebemos. Equivocados estamos quando pensamos que nossa saúde, bens, conquistas pessoais são frutos. Nisto vemos a bondade de Deus e não nossos frutos. Nosso frutos são nossa vida, a maneira como nos relacionamos com o Santo, conosco próprio, com os outros, em nossas casas, no trabalho, negócios, na escola, faculdade. Isto define o fruto produzido. Assim, podemos aferir nosso fruto, pela imagem de Cristo que refletimos ao mundo. Nada valerá, nada mesmo, bradar aos quatro cantos ser cristão e manifestar virtudes mesquinhas, a linguagem mundana, a moral secular, o compartilhamento das obras das trevas, a fraqueza de caráter. Isto é próprio de católicos, espíritas, pentecostais, neopentecostais e demais seitas.

Hoje precisamos buscar argumentos, os textos que nos levem ao convencimento que a história humana é, em todos seus aspectos, o desenrolar de um grande plano, orquestrado e executado pelo Todo-Poderoso. Sei, não percorreremos exaustivamente os corredores dos palácios da sabedoria, mas espero que luzes que entram pelos vitrais sejam emanadas pelo Santo Espírito, de forma a sairmos daqui repletos da segurança celestial que há apenas em Cristo. O convencimento pelo convencimento, sem arrependimento não exalta o Senhor de toda a terra.
Caso tenhamos inscritos em nossos corações que ser santo é viver em novidade de vida, longe daquilo que éramos, podemos prosseguir, caso contrário, o arrependimento é a porta para descoberta da importância do plano de Deus, ou toda a audição será vã.


Voltemos ao início, voltemos à criação, Gênesis, nele percebemos que há uma ordem lógica na criação. O Senhor dispõe os reinos como se fossem camadas, cada uma subsistindo da anterior. Até ao ápice da criação do homem e mulher. Não podemos, sem venalidade, ignorar a inteligência na execução da criação, um plano para estabelecer a harmonia necessária para o início da vida.
Saímos da criação e logo nos deparamos com o registro surpreendente e inexplicável do pecado. De pronto, é tratado pelo Senhor com o derramamento do sangue inocente e pela promessa da vinda da Semente da mulher. Perceptível que o tratamento dado flui da perspectiva de que o acontecido era um fato possível. Mas uma vez nos deparamos com o fato irrefutável da existência de um plano. E, desta feita, envolve um aspecto mais profundo e particular das criaturas, e que afeta toda a esfera natural. Todos os eventos universais estarão em torno da vinda do Redentor:”que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:10). 
A seguir podemos percorrer as folhas do registro dos povos onde se dá o desdobramento da maldita opção feita pelo nosso pai Adão e em paralelo a bendita esperança do Redentor.

Passado de geração a geração nas noites escuras e frias das cercanias do Éden, chegou a ser contemplado por Jó, foi antecipado por Abrão na oferta de seu filho, cantado nos salmos do rei Davi, Moisés andou errante na certeza de encontrá-lo. E nos permitimos trazer o texto de Hebreus: “Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas”. Novamente estamos diante do derramento de sangue inocente para livrar o povo de Deus. Na esperança de fugir da escravidão lançaram-se sob o sangue do Cordeiro Pascal, o Redentor prometido.

E nos permitimos novamente em trazer o texto de Hebreus: “Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa”. Homens se santificaram diante da promessa da vinda do nosso Redentor.

Estes aspectos são suficientes para provar que estamos sob um grande plano, um plano imenso da redenção de nossas vidas? Isto comprova a existência de um plano que arregimenta todas as criaturas e os eventos, assim constrói a história humana? Tal resposta nos interessa sobremaneira. Sim, há um plano, ninguém pode fugir desta evidência, sem pagar um preço altíssimo. A vida do acaso não faz parte do mundo regido pelo Soberano, mas sim, a resposta rebelde, produto de mentes ímpias, uma maneira louca e inútil de esquivar-se da justiça de Deus. Não há fugas.

Ao aportarmos no livro João lemos a exultação de João, o batista, ao encontrar o Cristo de Deus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Esta monumental parábola da vida está posta diante de nossos olhos. O Cordeiro Pascal, Jesus Cristo, viria para o mundo além das fronteiras judaicas, para derramar seu sangue para salvar pecadores. Um impensável plano redentor. Chegaria até aqui, em nossa floresta, chegaria às metrópoles, aos desertos, às montanhas, às geleiras e chegaria aos confins da terra.

Sim, há um plano, nele o Senhor Deus derrama o sangue inocente de seu próprio Filho em favor de rebeldes, de seus inimigos, duros inimigos. Daqueles que não aceitam plano algum, pois, julgam-se senhores de si mesmos. Mas nosso Deus os chama para estarem com Ele, para cantarem louvores eternos nos céus, para contemplarem sua maravilhosa face.
Sim, há um plano bendito para todo aquele que, de coração disposto, render-se braços ternos e poderosos do Senhor.

Ou para desgraça eterna, alguém pensar que o acaso é senhor de seus passos.

Conforme nossa oração, que a segurança celeste tome de assalto nossos corações e mentes e que saibamos que há um plano com nosso Deus absoluto e santo em seu controle. E o desfecho final será no céu com a multidão dos santos entoando louvores ao Altíssimo.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

Osso dos meus ossos, e carne da minha carne



Sobre este tema poderá ler: 

1. A perda do conceito e valor do amor: 
http://atravesdasescrituras.blogspot.com.br/2014/08/historia-do-amor-parte-i.html

2. A única forma de resgatar o amor:
http://atravesdasescrituras.blogspot.com.br/2014/08/ossos-dos-meus-ossos-ou-historia-do.html

3. A primeira experiência do amor: 
http://atravesdasescrituras.blogspot.com.br/2014/08/ossos-dos-meus-ossos-ou-historia-do_12.html

Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Gn 2:23

Sempre seremos desafiados ao tentar explicar o significado real das palavras quando estas emergem das Escrituras. Conceitos e palavras saídas dos lábios do Senhor exigem atenção, devoção e temor para levarmos todo seu desígnio aos homens. Ao falarmos do Santo, estamos afirmando o que o Ele disse, o que Ele pensa e como Ele é e fará; grande é o desafio. Um desvio nesse sentido compromete a tese, embota a argumentação e passamos a falar de nossa parte e não movidos por Ele.

Quanto mais no ambiente que estamos inseridos, nesse há desvios intencionais, percebe-se a necessidade da idéia paralela, quer de intelectuais com suas elucubrações sem fim, quer de pentecostais com seu pragmatismo insano. Emergem a cada instante novas formulações e experiências como normas vindas do Senhor. Neste modismo apóstata se encontram os conceitos que envolvem e orientam a família cristã. Não julguemos que haja supervalorização, mas realmente é um desafio produzir frutos dignos de arrependimento nesta questão. Mais que em qualquer outra área, os conceitos e princípios seculares tomaram as mentes religiosas dos salvos, permitindo o convívio com o promíscuo sem constrangimentos. Deveríamos, entrincheirados, conferir coisas espirituais com coisas espirituais, para assim, repudiar o liberalismo sutil que nos afaga e o legalismo soberbo que nos engana. 

A psicologia secular passou a definir a conduta e valores e, muita vez, sustenta a “esperança” das famílias cristãs. 

O que aconteceu? Apenas retornando ao ponto inicial onde tudo começou, passeando pelas campinas do Éden poderemos refrescar nossas mentes para contemplar a beleza e propósito de Deus para nossas famílias.

Estamos em Gn 2.18, frente à solidão de Adão, e Deus, compadecido, diz que não era boa. A solução divina permite ao homem uma nova dimensão, aprender a compartilhar em amor. Feito monumental do Criador coloca ao lado do solitário Adão sua auxiliadora bendita, Eva. Nosso pai compreende o que o Senhor fizera, sabe-se homem, e contempla sua mulher, obra das mãos do Altíssimo. Nela fixou os olhos e produziu o mais belo verso jamais feito, que traduz mais perfeitamente a palavra amor: ”Osso de meus ossos, carne de minha carne”. Estava, assim, amor introduzido na esfera humana. Sem a mulher não haveria o amor que conhecemos. Bendito seja Nosso Deus, pelas nossas esposas, filhos e pelo amor que temos. A idéia de ossos de meus ossos traduz a unidade de duas pessoas, são os primeiros passos em direção a constituição do núcleo familiar. 

Deus em sua infinita sabedoria construiu assim o cenário para sua revelação. A revelação plena do Todo-Poderoso, para quem todas as coisas são. Eis o ponto central da odisséia universal: Deus revelando-se às suas criaturas santas. Pois, completa: “estavam nus e não se envergonhavam”. Um estado incompreensível, santidade a ser provada. Ambos em santidade gozavam do privilégio indescritível da comunhão com o SENHOR.

Deus os fez homem e mulher (Heterossexual); e um Adão para uma Eva (Monogâmico). O casamento em santidade e com o Santo Triuno por testemunha, eis o casamento no Senhor.

Contrário às expectativas de qualquer leitor, as trilhas santas do Jardim foram maculadas por aquele que experimentou toda a graça e bondade de Deus. Adão transgrediu, caiu em maldição, separou-se do Autor da vida. Aquele que fora objeto do amor de Deus, que experimentou o amor a Eva sucumbiu ao ter seu caráter testado. A influência externa da serpente, e a influência interna da vontade (ainda livre): boa para se comer; agradável aos olhos; e desejável para dar entendimento, levaram-no a transgressão.

Nossos pais experimentaram a mais profunda alteração que qualquer homem jamais foi submetido: privados do Senhor, mortais e errantes estavam inseridos na dura realidade imposta pela transgressão. Incapazes de reverter a morte que se lhes abateu, perceberam-se em toda extensão que a sentença poderia lhes lançar: “Certamente morrerão”. Perdeu-se o casamento no Senhor.

Mais uma vez objetos da bondade de Deus ouviram a promessa: “a redenção na Semente da mulher”. Iniciaram a trilha do pecado e da morte. Todos que saíram de Eva já não conheciam o Senhor, já não sabiam do amor, já não tinham o dispor que tiveram seus pais. Amantes do pecado, reféns da morte, inimigos de Deus rumavam pelas pradarias áridas de uma vida sem sentido. À noite em contos ao redor da fogueira ouviam da luz, da esperança, da vida perdida no Jardim de Deus.

Como resgatar a família que vivera no Éden? Apenas quando Deus lhes fosse favorável e vissem Aquele que deveria vir. A família santa criada por Deus que Adão entregou à morte seria resgatada para vida em Cristo Jesus. Nele aprenderiam de novo o amor, aprenderiam de novo o louvor, aprenderiam quem é o Senhor.

Voltariam a passear nas veredas santas do Senhor.

A luz da esperança perpetuada em redor daquelas fogueiras acendeu em nossos corações, podemos contar a todos que em Cristo aprendemos o amor, reconstruímos os nossos santos lares para vinda e revelação do Altíssimo.

Recitamos o amor: ”Osso de meus ossos, carne de minha carne”.
Ao Senhor honra, gloria e louvor de eternidade a eternidade.

Nunca vos conheci.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mt 7:21.23

Notadamente esta passagem envolve pessoas religiosas com práticas pentecostais. Tais pessoas afirmam ter caminhado com o Senhor. Mas, a rejeição proferida cita a prática de iniqüidade, sem aludir ao serviço prestado em nome do Senhor.
O termo iniqüidade, no contexto,  deve ser entendido como “sem obedecer às leis”; “sem regras”, rebeldia. Fica ainda mais evidenciado pelo contraste entre os termos “que herdarão”, com os “que ficarão fora”, pois estes praticam iniqüidade, aqueles fazem a vontade do Pai. Portanto, iniqüidade aqui é desobediência, não fazer a vontade do Pai.
Traduzido por rebeldia em 1 Jo 3:4: “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia”.

Isto é significativo para entender a religiosidade de nossos dias. O pecado permeando a vida religiosa, liberdade devocional sem submissão à Palavra do Senhor.

A rejeição daquelas pessoas não advém das manifestações de poder alegadas – profecias, expulsar demônios, milagres, disto podemos inferir a conduta religiosa. Nosso Senhor as rejeita por algo que a caracterizava sua religiosidade: rebeldia, insubmissão à vontade do Pai. Foram rejeitados pela devoção à revelia das santas leis do Senhor, devoção pessoal sem atentar para Escritura. 
Lendo, observando, convivendo com pessoas que se intitulam crentes percebe-se grande diversidade nos critérios adotados para orientar suas condutas e valores. Há pessoas notadamente seculares que proclamam dos eirados – seus blogs, reuniões, conversas e encontros – hábitos inadequados aos santos. Contudo, consideram-se nos mais altos ideais de maturidade cristã. Ao definiram para si o padrão a ser adotado, violam a liberdade que há em Cristo, tornam-se rebeldes.
São enfáticos no consumo de vinho, no descaso com regras, no desprezo ao outro, na comunhão com as trevas, na irreverência, na audição inadequada, na leitura indigna, na comunhão e no partir o pão, na profanação do santo.
Certa vez recebi a ligação de uma senhora que gostaria de “conhecer mais do Senhor”. Estava à frente de um grupo de outras pessoas em condição idêntica a dela. Perguntei-lhe que igreja freqüentava, e ela, educadamente falou que era mais uma questão a ser resolvida, ou seja, não pertencia a nenhuma. Já antecipei que receberia uma pessoa que se sente acima da igreja. Pessoas assim tendem a criar um cristianismo próprio, a igreja dos santos não é capaz de regulamentar os valores cristãos, está aquém de suas necessidades e propósitos.
Geralmente são pessoas que têm boa formação secular e insistem em colocar as verdades de Deus circunscritas ao seu sistema mental e aos seus interesses. Suas verdades estão fundamentadas em postulados filosóficos com pouco uso das Escrituras. São teólogos de seus fragmentos, não têm profundidade doutrinária, conseqüentemente nenhum pastor, nenhuma pregação edifica suas vidas.
Aspectos mais objetivos e simples das Escrituras, como esperança, salvação, arrependimento, santificação, fundamentos bíblicos são evitados como coisas de somenos. Estão mais inclinadas a temas associados ao pensamento livre, metafísica, sociologia etc. São sem igreja, sem teologia, sem doutrina, sem leis, sentem-se acima das questões fundamentais da fé, são os rebeldes.
Tudo e todos precisam estar condicionados aos seus conceitos e às suas verdades. Não evidenciam mudanças de comportamento, equivocadamente, supõem que o cristianismo é um berço para discursos sem suporte comportamental. Trazem de sua vida “antes de conhecer o Senhor” hábitos e crenças que os mantêm, mesmo que não se ajustem ao padrão do Altíssimo.
Devemos considerar que a passagem registra um evento profético e não apenas um fato possível. A surpresa da sentença prolatada pelo Juiz tem como réplica o orgulho exibido pela ficha de serviços prestados. Mas o desfecho final é significativo: Nunca vos conheci.
Apesar da tragédia do texto, há esperança. O Senhor utiliza um tom de advertência. O tempo verbal utilizado é futuro, portanto ainda a ocorrer. Urge uma avaliação criteriosa da vida que cada um leva, consultar as profundezas de nossos corações para sabermos se de fato o Senhor nos conhece. Servir ao Senhor não traz qualquer garantia de amizade com Ele. 
Ele diz: sois meus amigos se fizerdes o que mando. 

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Que sinal há nos céus?

Então chegaram a ele os fariseus e os saduceus e, para o experimentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas ele respondeu, e disse-lhes: Ao cair da tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Ora, sabeis discernir o aspecto do céu, e não podeis discernir os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se. (Mt 16.1-4).

O relato bíblico envolve dois grupos distintos e com diferenças fundamentais. De um lado os fariseus, profundamente religiosos e observadores da Lei, a despeito de suas crenças estarem carcomidas pela tradição; sentiam-se defensores únicos do Deus de Israel. Já os saduceus eram religiosos oportunistas, seculares em seus interesses, adicionavam e extirpavam verdades da Torá para adaptá-las às crendices contextuais. Inconciliáveis no campo doutrinário estão juntos para confrontar o Mestre. Ao pedirem sinais do céu legitimam-se como defensores dos interesses de Deus. Sinais dos céus foram marcas que autenticaram muitos dos homens enviados da parte do Deus de Israel. Portam-se assim como a instância final da verdade religiosa.


Cristo atribui aos seus inquiridores a capacidade de antever o comportamento da natureza pelo simples olhar ao céu e perceber a aparência do tempo, assim sabiam como seria o amanhã. Nosso Senhor compara tal capacidade a aquela necessária para perceber o momento vivido por aqueles homens. Quais sinais eles desejavam? Todos os sinais haviam sido dados, e estavam diante do Cristo de Deus. Alimentou multidões com poucos pães e peixes, curou cegos, coxos, expulsou demônios, foram inúmeros os sinais. Todos os sinais necessários haviam sido feitos! O Senhor rejeita tal necessidade, pois entende que eles não se davam ao convencimento.

Qual o motivo pelo qual não perceberam o momento em que viviam? O mundo não se curvou ante seus pressupostos religiosos, não atentaram que sua percepção estava embotada. A disposição mental daquela geração a condenou: uma geração má (culpada) e adúltera. Nosso Senhor disse: Receberá apenas o sinal de Jonas. O que para os Judeus representou que o tempo passou sem que se apercebessem da graça do Senhor; não apalparam o verbo da vida. Deixando-os, retirou-se deles. Perderam o “tempo” de suas vidas.
A despeito dos desígnios do Altíssimo, aquela geração é culpada. Estavam atentos apenas para as verdades cotidianas, para suas tradições e convicções religiosas que não lhes permitiram reconhecer o seu Rei.

Estamos às portas da chegada do Noivo, sabemos do momento em que vivemos, ou estamos olhando para o céu apenas em busca de sabermos como será o dia de amanhã?

Ao Senhor honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Minha liberdade no Senhor

Pela tua ciência, pois, perece aquele que é fraco, o teu irmão por quem Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo-lhes a consciência quando fraca, pecais contra Cristo.( 1Co 8:11-12)
Certa vez, depois de ouvir uma jovem não cristã, questionei-a sobre seu conceito ou mesmo o propósito de liberdade que defendera com tanto entusiasmo. E recebi como resposta a máxima da liberdade pagã: minha liberdade termina onde começa a do outro. Intrínseco se apresenta a exaltação pessoal e o descaso com o outro. Por regra, sempre tomo a direção contrária aos apanágios da incredulidade para depois verificá-los através da Escrituras.
Liberdade, o que Deus nos ensina sobre liberdade? Talvez, por sua praticidade, pouco a consideremos, e daí sairmos em direção ao que a jovem defendeu. E passamos a usufruir da liberdade que vem por força ou violência e não pelo Espírito.

Lemos em Rm 6:22 que a liberdade nos tornou servos de justiça. Estamos livres para santificação, para realizarmos a vontade de Deus. E mais, Rm 6:18 diz: e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça. Somos livres para prática da justiça.
Há ainda a advertência sobre o risco da “liberdade” para o pecado que gera morte. Concluindo: “apresentai agora os vossos membros como servos de justiça para santificação”. (Rm 6.19c). Somos livres para prática da justiça, e por ela a santificação.
Logo, a liberdade do e no Senhor é o ambiente onde o santo deve agradá-Lo. É dela que retiramos toda energia para nos apresentarmos aprovados, diferentes do mundo ímpio. Manifestamos nossas vidas baseados no conceito de liberdade que cada um de nós possui, cheiro de morte ou de vida. Bom que exalemos vida para os salvos, e morte para os que se perdem.

Sim, mas e o outro na liberdade do santo? Já que o paganismo compartimentaliza a vida: eu sou eu, e tu és tu. Como o Senhor nos colocou livres rodeados por testemunhas? A liberdade e o irmão? A liberdade e a opinião do outro? A liberdade e a vida do outro?
A palavra afirma que estamos todos em Cristo (Doutrina da Unidade com Cristo), e isto foi feito como o Senhor bem o quis: Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. (1 Co 12:18). E para louvor da sua glória assim o fez:”Mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela”. Portanto, se um sente os demais sentem, se um é exaltado os demais também o são. 
Colocou-nos como servos não apenas do Senhor, mas NA Igreja para servos: “nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros. (Fp 2:3-4).
Como alguns podem afirmar que a opinião do outro não interessa? Em nossa liberdade estão incluídos todos os santos, pelos quais Cristo morreu. Somos um no Senhor todos participamos da mesma liberdade. Minha liberdade é a mesma do irmão, contrário ao mundo que a liberdade cria os excluídos, nossa liberdade inclui todos os santos para louvor da glória Daquele que é senhor de todos.  Como está escrito: “assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros”.(Rm 12:5)

Se minha conduta é causa de tropeço, mesmo que não seja pecado, a opinião do irmão deve ser meu guia de liberdade, e naquilo que poder ensiná-lo da liberdade que há em Cristo, o farei, caso contrário sou livre para obedecer a verdade: “Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão”. (1 Co 8:13).

Ou então estarei nas fileiras da minha própria liberdade, ainda escravo da minha vontade, saindo dos caminhos santos do Senhor. E sei, não foi para isto que Ele me comprou.
Não há liberdade sem verdade, sem obediência ao Senhor … e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8:32

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Eis aqui tens o que é teu.

Chegando por fim o que recebera um talento, disse: Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não joeiraste; e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu. (Mt 25.24:25)

O título deste post foi extraído da resposta dada por um despenseiro do Senhor. Que avaliou sua missão sob uma ótica restrita, sem perceber outras possibilidades reais. É o que acomete a todos.

Cada cosmovisão, e aí incluo a perspectiva escatológica, adotada produz uma disposição mental que leva a desdobramentos, e estes por sua vez, sustentam valores cotidianos da vida cristã. É comum, sem nos apercebermos, formularmos cenários que rejeitam ou alteram conceitos básicos das Escrituras. Ou seja, a visão de futuro exerce um poder sobremodo forte sobre conceitos, preceitos e princípios da fé. Logo, esta expectativa nos aproxima mais ou menos da secularização. A despeito disto, a fidelidade do Senhor tem sido evidenciada pelo cuidado, bondade e longanimidade para com o seu povo. Nisto devemos dar glórias ao Altíssimo. Pois somos o que somos, e mesmo assim, Ele nos tem fortalecido.


Isto posto, podemos avaliar uma posição sob duas perspectivas de futuro com seus valores e conceitos.

A idéia de um reino terreal construído pela Igreja para Cristo.  Implica obrigatoriamente no envolvimento das mentes salvas nos movimentos complexos e sempre pecaminosos da política partidária.

Perspectiva 1. Tal intromissão na vida secular representa mundanismo para os que entendem que o mundo vai de mal a pior, e que Cristo não necessitará de ajuda da Sua Igreja para construir Seu reino. Assim, seria mundanismo e não contribui para o Reino.

Perspectiva 2. Já para os construtores do reino, a conduta apolítica representa apatia e perda de ideais legítimos a serem alcançados pela Igreja do Senhor. Assim seria desleixo com a obra do Senhor e não contribui para o Reino.

São padrões de conduta inconciliáveis, tomando-se por base cosmovisões distintas. É sensato avaliarmos nossa conduta pessoal e, posteriormente a análise do outro, e isto sob a luz das sagradas letras.

Quando passamos a avaliar a “outra” doutrina estamos alicerçados em “nossos” fundamentos, o que nos impede realizar tal análise despidos de tendências. Já li uma avaliação de todas as perspectivas escatológicas em apenas cinco linhas, cujo autor estabeleceu um índice de coerência a cada uma delas: “ruim”; “fraca”; “muito boa”; “possível”. Era perceptível, sua cosmovisão era a única verdadeira.


Esquecemos que abraçamos um sistema de credo cristão por motivos meramente circunstanciais, ou seja, fomos a aquela igreja por convite, iniciamos com um amigo de trabalho, ou na rua de casa, ou pelos nossos pais etc. Poucos, pouquíssimos, fizeram sua opção doutrinária debruçando-se sobre os textos com a hermenêutica adequada, permitindo que o Espírito o conduzisse a toda verdade. Falo do bojo doutrinário, e não do refinamento interminável feito ao longo dos anos em que desfrutamos da companhia e da intimidade do Santo. Dificilmente, alguém passou a ser batista vindo de solidez presbiteriana, tampouco a via contrária foi percorrida. Mas, em maioria, somos batistas ou presbiterianos por um evento inicial totalmente fora do rigor acadêmico. Consubstanciamos os valores de nossos pares.

O desdobramento da história lançará luz sobre aquilo que ainda é profético. Esperar em Deus é uma atitude humilde. É possível que ao assumirmos possibilidades e negarmos outras estejamos expondo nossos corações acima da vontade santa do Senhor. Enterrando talento.


A sistematização das doutrinas, que é bem necessário, nas denominações tradicionais do cristianismo implica na consolidação de valores históricos. A atitude contrária, de derribar os marcos outrora fincados, é uma característica com viés pentecostal, a qual devemos ser prudentes. Entretanto, quando opinamos a respeito das doutrinas tradicionais, as quais não abraçamos, não hesitamos em  em lançá-la por terra. Não permitimos outras possibilidades.  

Santos têm asseverado pontos doutrinários além da revelação, estendendo ou engessando os atributos de Deus tentam conferir-Lhe maior glória ou poder, como se fosse possível ou mesmo necessário. Sabemos, ou imaginamos, que Deus é muito mais que o revelado. Mas nossa crença não pode, para qualquer propósito, ir além da revelação. Ou seja, o Deus Ontológico é o Deus da Revelação.

Esse cenário me remete ao texto de 2 Tm 3:2 por duas questões, isto é, sob minha perspectiva escatológica.
(1) Há no texto, dentre outras, duas características comuns do homem dos últimos tempos: amantes de si mesmos e soberbos. O ensino alerta sobre o equívoco quanto à avaliação pessoal (Rm 12.3) e seu desdobramento natural, que é superestimar seu valor coletivo (Fp 2.3).
(2) Comumente este tem sido aplicado para avaliar o mundo em nosso derredor e excluindo aos santos. É ingênuo pensar que tais características não estão presentes entre o povo de Deus, contaminando corações e levedando nosso meio.

O ardor de nossos corações está sendo moldado pelas “virtudes” destes últimos tempos, fazendo-nos supor sermos servos fiéis além dos “outros”.
A aparência demonstrada leva a conclusão que estamos fartos, sem necessidade de talentos; suficientes para tão pequena obra. Portanto, devemos orar para que o Senhor nos conforme a um caráter mais humilde. 

O desfecho final da parábola certamente não se aplica aos santos.



Ao Deus eterno imortal, honra louvor e glória por toda eternidade.

Pelas misericórdias de Deus.

ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.(Rm 12.1-2)
 

O texto inicia com um termo militar, rogo-vos. Termo utilizado em campanhas militares para o último encorajamento antes da batalha. A tentativa é despertar-nos a índole guerreira. Mas curiosamente, não nos mantém em campos de batalha, não apela aos nossos brios, às habilidades intrínsecas de cada um, não clama por idéias de conquista, tampouco pela vantagem do despojo. Não, aos guerreiros apela para misericórdias de Deus. Preservando a fibra de guerreiros, traz-nos à lembrança o baluarte da gratidão do santo: as misericórdias de Deus. Ah! As misericórdias de Deus.

Outrora, quando guerreiros da morte, com aljavas repletas de dardos inflamados, a espreita, esperávamos uma oportunidade para desferirmos a ira insana contra tudo que se chamava Deus. Como O rejeitávamos. Agora, esta lembrança aprofunda o mistério, alarga a dimensão do Seu amor. Ela que perpassa a alma chega ao mais profundo da consciência dos santos, resgatando a clareza da razão. Aquele bendito dia, quando o TODO PODEROSO com sua destra nos retirou do lodaçal de pecados, nos ergueu, fazendo-nos assentar em lugares celestiais em Cristo.

Ah! As misericórdias de Deus. E a cada manhã, o Senhor as renova, com ela calcamos a vontade inquieta, o brio indevido. É o grito de guerra dos santos guerreiros.

Mas, os olhos guerreiros transbordam. A gratidão inominável e a bondade impossível trazem as lágrimas da incompreensão – bendita incompreensão. Quem somos nós para que nos visite? Tu, Senhor, és o Deus de eternidade a eternidade. Pois, segundo a Tua vontade, operas com o exército do céu e com os moradores da terra, fazes tudo segundo Teu querer.
É pelas misericórdias de Deus que apresentamos nossos corpos, que foram “postos de lado”, prontos para o sacrifício.

O que é nossa vontade, senão a gratidão manifestada? Ela que conduz o guerreiro em direção ao altar. A valentia serena para a lâmina que nos imolará, que ceifará nossas vidas. Oferta viva, santa e agradável ao Senhor, o prazer e a razão dos santos. Faze-nos Senhor conforme teu querer.

A oferta com a mente despida dos prazeres mundanos, dos enganos e dos encantos falazes, da sabedoria mais arguta, do coração mordaz, da vilania do pó desta terra. Sim! Chegaremos ao altar como oferta viva, santa e agradável a Deus. Pela eterna gratidão pelas Suas misericórdias.

Mas para que a despertar valentia se nos exige passiva morte? Para que a exortação última? O Senhor nos responde: Para experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade Dele. Sim, Senhor a tua misericórdia fortalece nossa frágil vontade.

Mas Senhor em tua graça e misericórdia, fortalece teus guerreiros para o que é perfeito, eterno e divino. Guerreiros entregues ao seu Senhor, guerreiros ofertas, guerreiros santos, guerreiros gratos… pelas misericórdias de Deus.

Faz Senhor conforme teu santo querer.

Ao Senhor honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.