Cristianismo (des) Virtual

Há um cristianismo particular na web – O cristianismo virtual. Acessá-lo, conhecê-lo, permite-nos identificar algumas de suas características, e por elas perceber seus ensinos e advertências.

É preciso entender que sua origem, em grande monta, surgiu sem regras ou disciplinas de conteúdo, cuja autoria dependeu e depende exclusivamente da disposição pessoal de nele estar.

Isto me tem levado a considerar meu relacionamento e contribuição para esse cristianismo. E mais, saber qual a verdadeira natureza e motivação que alimentam esse universo tão complexo e dinâmico. É possível observar que há textos com fundamento e propósito cristãos, mesmo que sejam em minoria. Não são esses que me levam a consideração aqui postada.

A primeira questão envolvida é: que modelo devo adotar ao avaliar esse mundo?

Preciso percebê-lo, já que cristão se propõe, como unidade. Essa percepção é necessária, pois, resguarda o ideal divino, formarmos um só corpo. Não poderei sob qualquer pretexto afastar-me desta perspectiva.

“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17.20-21)

e mais
“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” (João 10:16 ).
Assim, é mister afirmarmos que a unidade é real e conduzida por um Pastor real, e esta regra simples tem orientado a igreja ao longo dos séculos. 


Percebe-se que o cristianismo virtual NÃO preserva esta característica. É um corpo auto-determinado. 


A segunda questão envolvida é: que sabemos sobre Unidade na história do cristianismo pré-virtual? Que matiz de unidade podemos retirar do cristianismo recente?

Convém ressaltar que as diferenças sempre estiveram presentes nessa unidade, e as igrejas locais manifestavam a expressão maior dessa solidez.

Como resultado prático, podíamos perceber a existência de um corpo doutrinário sólido e escriturístico conduzindo a vida local. E que para qualquer desvio, havia mestres que pela Palavra formulavam o ajuste necessário, reconduzindo o santo às veredas da sã doutrina.

Sabíamos como pensavam Presbiterianos, Batistas, Wesleyanos e outras linhas dos cristãos históricos. Havia um corpo de doutrina organizada representando cada grupo; discordância e respeito estavam aliados a causa de Deus. Por outro lado, unânimes refutávamos as doutrinas satânicas dos católicos romanos, espíritas, testemunhas de Jeová, os sabatistas e demais seitas; as novidades pentecostais; e o mercantilismo neo-pentecostal. Não ousávamos a comunhão por meio de truques litúrgicos, assim, marchávamos sendo Jesus o Senhor, para Sua honra e glória.
“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”; (Cl 2:8)
Havia discernimento e sensatez, e mais, entendíamos o Separatismo, e mais entediamos o Fundamentalismo. As Escrituras formavam um guia sensato para condução da vida pessoal e local (1 Co 15.11-13).

Não havia sujeição às misturas entre o profano e o sagrado; rejeitávamos o envolvimento de organizações cristãs à política partidária, temíamos dar qualquer vantagem a satanás, pois sabíamos de seu propósito. Havia convicção que a institucionalização das questões políticas, esportivas e de lazer ficara fora dos propósitos deixados por Cristo para sua Igreja. (Rm 12.2).

Fundamentalmente a Unidade tinha face, tinha identidade, ouvíamos: “e tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus”. (At 4.13). Podíamos levantar os estandartes e com gritos de vitória, pela terra proclamar o Evangelho da Graça de Nosso Senhor, apenas pela graça.


Não encontramos a face desse cristianismo, os valores, a unidade é apenas uma retórica. O que formamos realmente?

Assim, podemos tomar, por contraste, o que hoje temos por cristianismo, o virtual:

• Leiamos os perfis dos autores, quantos adjetivos pessoais, mesmo a gratidão sugere exaltação pessoal; “esquecemos que somos apenas pecadores remidos”.

• NÃO há acentuada tentativa de projeção pessoal? – condenamo-nos naquilo que acusamos os tele-pastores.

• A busca por seguidores NÃO é maior que o esmero com a palavra, com a exultação do Senhor?

• Confessamos ser contrária às Escrituras a existência de pastoras e, ao mesmo tempo, nos associamos e compartilhamos do mesmo ambiente virtual com elas. NÃO seria hipocrisia?

• A linguagem adotada por muitos em NADA se diferencia do linguajar mundano. Que honra há nisso?

• Fala-se dos políticos sem citar uma só base bíblica. NÃO são os mesmo métodos por eles utilizados? E pior, argumenta-se que a motivação é pela CAUSA. (?)

• Pede-se e apoia-se alguém apenas por ser evangélico? E sua vida?

• O amor virtual não permite refutar as heresias. Em nome do amor é vilipendiado  o sangue de Cristo. Ainda chamamos a isso de amor?

O que vemos – e compartilhamos – são apenas amostras daquilo que povoa a mente e os ideais do povo que se diz cristão, que a palavra chama de apostasia.

Temo que, enredados pelos nossos próprios ventres, estejamos perdendo os verdadeiros ideais cristãos e pasteurizando as doutrinas do Senhor. Estamos subindo a Canaã com um misto de gente em nosso derredor, e esquecemos:
“Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.” (1 Co 2.6-8)
Este é o texto para minha meditação pessoal – permitam-me aplicá-lo no singular:
“Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu e, entretanto, não sabeis discernir esta época?” (Lc 12:56)
Ao Senhor toda honra, louvor e glória

O último Adão

Há encanto no ar, Adão levanta-se, retribui a bondade do Criador, em um primeiro, demorado e comovente abraço, acalenta sua auxiliadora. 
Lado a lado caminham, uma suave brisa segue à sua frente, recortando o ar e lhes soprando o caminho em meio às campinas…caminham ao Senhor.   
Os pássaros,  em coreografia oportuna, revoam, desenham no céu tributos ao Supremo Senhor. O dia, por sua vez, em múltiplas cores convida a noite, que de tão bela, se faz ansiosa para exibir seu manto de cintilante estrelas. 
Há vida, um sonido suave vindo de todos os lados, de todas as criaturas entoam uma monumental sinfonia exultando o Criador. 
Um cenário de graça, beleza e santidade antecipa o descanso do Senhor.  
E eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. 


Há paz, muita paz, Adão e Eva encontram o Senhor.

Quanto tempo resistiu esse cenário? 
Não sei, apenas sei que os dois, Adão e Eva estavam lá,  homem e mulher.  


O alvorecer traz a justiça Triuna, nela mistério e amor: 
“De tudo podes comer livremente. Não comas, porém da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso o faças, morrerás”. 
Na liberdade proposta há paz, muita paz, Adão e Eva contemplam o Senhor.
Antes de sua primeira cria,  a provação do caráter. Como a serpente teve acesso aquele ambiente santo? Não sei, apenas sei que estava lá. O encontro que mudou a história humana. 
Os dois frente a frente, a serpente e o homem – e todos nós estávamos nele.
Adão sai em busca de outra liberdade, a sua própria, isso o consome, arrebata sua mente, seus desejos, seu coração, é o nosso pai em liberdade de escolha. 
Sem constrangimento, escolhe a si, sua própria liberdade, a liberdade de morte, livre está de Deus. 
Na escolha feita, a sentença é prolatada: morte. Esta se funde à natureza humana. 
Homem e morte, o que Deus uniu, não separará o homem. 
Adão e Eva conhecem o Senhor – e todos nós estávamos nele
Um novo cenário é construído um silêncio profundo toma conta do jardim, 
calaram-se a sinfonia, o sopro da brisa; nada se move, revoadas não há mais. 
A natureza agoniza, não há paz, não há paz… o encanto findou.

A maldição vem sobre todos: a homem, a serpente, a natureza.

Apenas a lembrança acompanha o casal, caminhando rumo a fora, a solidão humana inicia sua saga…morremos na liberdade de Adão.A natureza herdada e culpa imputada viria sobre nós. 

Adão e Eva, nossos pais, estão mortos… morremos nele. 

Miserável homem que eu sou!
Quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor
.

Sim, nós conhecemos o Senhor…e Nele renascemos.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

A quem procurais?


Há expectativa nos céus, todas as criaturas, em espanto acompanham o Senhor do Universo, que agora na carne mortal, segue em sua eternidade, em seus passos, caminha sobre a terra, permanecendo em tudo, sem se confundir com o tudo. Caminha, antecipa-se ao anseio das trevas, vai em direção aqueles homens e pergunta: “A quem procurais?”
Em Judas há estupor, ambição e medo, com passos contados desde a eternidade, alcança a face jamais pensada de Iavé; face a face, foi possível perceber a respiração do autor da vida, criador do ar, que dele não necessita. Imanência e transcendência em absurdo de lógica e sabedoria, o beijo eterno.


Além das algemas do corpo, agora os grilhões dos homens, prenderam o Príncipe do Exército do Senhor, de longe e eternamente Judas contempla seu o horror eterno.
Próximo estava da humilhação proposta, longe da glória eterna com o Pai, mesmo permanecendo eternamente glorioso nos céus. A celebração em espinhos, em zombarias, a cruz, os cravos, a dor lacerante, romperam-se os limites do corpo que Ele criou. O grito, o mistério do abandono… “Consumado está”. As trevas não se contiveram e vieram assistir o espetáculo de vergonha e dor. O autor da vida, o imortal e eterno, ofertou-se à morte; por fim a escuridão, o túmulo, a morte, o espanto de todas as criaturas celestes, e o prazer do Pai, que sempiterno, entende a clausura do tempo.


Há expectativa nos céus, todas as criaturas, procuram o Senhor do Universo. Nada poderia detê-Lo; todas as luzes do universo não se contiveram, vieram emoldurar o espetáculo de graça, misericórdia e amor. “A quem procurais?” Ele ressuscitou.
A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade

O discurso da cruz

“Pela datação, profundidade e verdade, o texto nos leva a lugares celestiais.”


Por causa disso Ele veio até nós; 
por causa disso, embora fosse incorpóreo, Ele formou para Si mesmo um corpo de acordo com nossa aparência. 
Aparentando ser um cordeiro, embora continuasse a ser o Pastor; 
considerado servo, ainda que não tivesse renunciado à sua condição de Filho; 
sendo carregado no ventre de Maria, embora ainda estivesse na natureza do Pai;
caminhando sobre a terra, mas ainda enchendo os céus; 
aparentando ser uma criança, sem descartar a eternidade de sua natureza; 
sendo investido de um corpo, sem confinar a genuína simplicidade de Sua Trindade; 
sendo considerado pobre, sem ser destituído de suas riquezas; 
necessitando de sustento porquanto Ele era homem, mas sem deixar de alimentar o mundo todo, uma vez que Ele é Deus; 
colocado em forma de um servo, sem debilitar a semelhança com o Pai. 
Ele sustentou cada traço que lhe pertencia numa natureza imutável; 
Ele estava diante de Pilatos, e ao mesmo tempo, estava sentado com Seu Pai; 
Ele foi pregado no madeiro, mas era Senhor de todas as coisas. 

Texto escrito por Melito, bispo de Sardes, por volta de 160 d.C.

Sim, estávamos naquela oração (Jo 17)


Manaus, 04.07.2010. EBD.
Igreja Batista Regular Renascer, Manoa.

Concluiremos hoje nossa caminhada pelo cap. 17 do Evangelho de João, com algumas certezas, uma delas é que aumentou nossa dívida para com o Altíssimo, pois muito mais há que não falamos, muito mais há de esperança que não nos deliciamos. Mas Lhe somos gratos pelo privilégio da leitura da meditação e, a impagável certeza de que tudo que lemos, tudo que ouvimos tem importância e significado para nós.
Ah! Isto é a grande recompensa vinda dos céus, a leitura que renova a vida, subtrai a tristeza e coloca em nossos corações a esperança que não compreendemos. Graças somos ao nosso Deus permitir que a leitura de Sua palavra tenha sentido para nossas vidas.

Precisamos trazer às nossas mentes o que já ouvimos até então, para sabermos o que havia sido construído dentro de cada um de seus discípulos frente às declarações do Senhor. Assim, penetramos pelo Espírito nas grandezas de Deus, assim, sorvemos sua santa sabedoria.

Chegamos ao cap. 16 com o anúncio da partida do Senhor e a vinda do Espírito, no consolo descrito: “não vos deixarei órfãos”. Para aquelas mentes ansiosas pelo Messias, pela consolidação das promessas de Iavé para toda a nação de Israel, a compensação era distante e pouco sentido fazia. O Espírito era demasiadamente vago e distante para afagar a desesperança que se avizinhava na partida do Messias identificado. É esse o sentimento que preenche as almas, permeia os corações daqueles homens impotentes diante de Deus.

Sem identificarmos este fato, e sem considerarmos a sinceridade e humildade que há Cristo, a oração registrada no cap. 17 pode nos levar a conclusões inadequadas, perder o espírito do texto.

E o desafio em retirar a verdade divina do texto se multiplica ainda mais pela dificuldade pessoal frente as expressões de cuidado, amor e carinho que o Senhor manifesta à criatura como nós, é incompreensível.

Sabedores somos que o texto sagrado foi registrado para nos mostrar muito além do poder de Nosso Senhor, seu registro fornece ao meu coração todo vigor necessário para permitir que percebamos que há sinceridade em Cristo, nosso Senhor e Deus. Diferente das frases que hoje ouvimos, das divagações vazias de um lado, e da cunha penetrante dos mecenas de outro.

Como o Senhor nos ensinou domingo passado, Sua oração é verdadeira e é dirigida ao Pai, e com propósitos de formar conhecimento, confiança e descanso sob a poderosa destra de Deus.

Outro questionamento sobrevém sem que possamos detê-lo: Para quem foi  dirigida? Ou melhor em benefício de quem? Estamos incluídos ou não?
Suplicamos ao Senhor que nos permita encontrar a resposta. Oro ao Único Pastor que nos oriente em nossa caminhada por seus campos, nos leve a pastos verdejantes, às águas tranqüilas. Caso nossas mentes fujam em busca de si mesmas, que seu cajado reconduza-as para as veredas da submissão desejada.

Como podemos trançar a textura com as linhas que saem da oração do Senhor e produzirmos um manto santo a cobrir toda a terra da verdade dos céus? Este é o desafio saudável que o Senhor se nos oferece nesta manhã.A Ele honra, louvor e glória eternamente.

Que pessoas permeavam a mente do Senhor a fazer Sua oração?

Aqueles que são

Retiramos do v. 9 a frase que abre os portais, que nos leva aos campos do Senhor: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”. É necessário adicionarmos ao argumento o v. 6, que diz: “Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra”. Estes dois textos juntos permitem-nos chegar até a eternidade passada, olhar para a vastidão da história a ser cumprida pelos homens.  A partir  de lá contemplamos uma multidão incontável de santos, com seus nomes inscritos na mente de Deus. Ensina o texto: “Eram teus e são teus e eternamente serão teus”. Soa como um cântico dos santos do Senhor em gratidão eterna, subindo aos céus em melodia adornada por um coral da multidão da milícia celestial, louvando a Deus. Eternamente Deus guardou os seus.
Chegamos a este ponto com uma certeza em nossos corações: a oração do Senhor é em favor daqueles que Deus escolhera para sua propriedade desde a eternidade, em um tempo quando não havia tempo.

É de interesse dos santos e para descanso no afago celeste em nosso Deus, identificar quais as características dos escolhidos do Senhor, daqueles que estavam presentes na oração feita ao Pai.   
 
A palavra do Senhor nos orienta para colhermos frutos que se encontram ao nosso alcance, próximas de nossas mãos: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Aos que se definem propriedades do Senhor, são esses os proclamadores das virtudes do Santo, os que foram chamados das trevas para maravilhosa luz.

Assim, somos ensinados que a oração é feita em favor daqueles que são propriedades do Altíssimo, proclamadores de suas virtudes.

Mais precisamos saber. 

Aqueles que guardam

No v.14 lemos que os proclamadores das virtudes do Pai, não são do mundo. Isto é pouco ou quase nada para questionarmos nossas mentes. Todos freqüentadores de Igreja arrogam pra si tal condição: Não somos do mundo. O que vem a ser mundo? O significado de mundo caiu na prensa relativista, cujo resultado é uma massa disforme, sem textura e sem finalidade objetiva. Assim, devemos entender o conceito de mundo prosseguindo pelas  afirmações positivas das caracetristicas dos proclamadores das virtudes do Pai. O v. 6 afirma que os proclamadores guardam a palavra.

Devemos agradecer ao Senhor por nos permitir a primícia da colheita: Sua Palavra. Esta frase interrompe o ideal da impiedade religiosa que oculta seus pecados e com lábios de hipocrisia utiliza-se da frases “compradas” para serem reconhecidos, para serem incluídos em um reino que não lhes pertence.


Guardar a palavra tem a contribuição do salmista: “Guardo a palavra em meu coração para não pecar contra ti”. (119.11). A palavra é guardada nas entranhas e seus efeitos se estendem por todo corpo, principalmente na mente para impedir que profanemos o Altíssimo. Ainda o salmista diz: “Lâmpadas para o meus pés e luz para o meu caminho”.
Esses são os que guardam a santa Escritura.
Mais caminho há pela frente.

Aqueles que sabem

No v. 8, Nosso Senhor acrescenta outra característica à propriedade do Pai: “Reconhecem verdadeiramente que saí de Ti”. Novamente o texto nos fortalece para sermos enfáticos sobre a dubiedade do coração ímpio, aquele que tenta encontrar morada nos braços ternos do Senhor, sem abrir mão das vilanias do próprio coração, dos prazeres transitórios do pecado. O reconhecimento verdadeiro que Jesus é o próprio Deus coloca-nos frente ao verbo que se fez carne e habitou entre nós.

Deus, em sua natureza, essência, poder, santidade, atributos e toda glória excelsa que não conhecemos está plenamente em nosso Senhor Jesus.

Não estamos diante de um fato religioso apenas,  deparamo-nos com o criador do Universo. Ele nos fez render frente ao seu poder, levou-nos a humilhação necessária, nos retirou das trevas para sua luz, isto nos diz Pedro.

Sua luz tem penetrado em nossas mentes, fazendo-nos sábios nas coisas dos céus, fazendo-nos sábios em abandonar nossa sabedoria, fazendo-nos sábios em discernir entre o bem e o mal. Sim, apenas desta forma, somos proclamadores das virtudes daquele que nos chamou. Apenas assim, podemos ter a convicção impressa em nossos corações que ao orar, nosso Deus intercedia em nosso favor. Podemos compreender o que nosso santo Cordeiro já antecipara: Aqueles que sofreram a profunda mudança promovida pelo Senhor, sabem que só o Senhor é Deus.

“Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jr 31.33-34).

Aqueles que vivem

Chegamos ao v. 10, e por ele somos levados a contemplar o vale, espalhando-se até os confins, enche toda nossa visão. Que engrandece nosso ser, que justifica aqui chegarmos: “neles, eu sou glorificado.”
Há na oração o pedido ao Pai para que seja glorificado com a glória que tivera antes que houvesse mundo. Não é esta glória que Nosso Deus reivindica aqui, mas sim a manifestação de seu caráter em cada um de nós. Cristo é a expressão exata do Deus invisível, somos exortados para sermos em nossa carne de pecado, a expressão exata de Nosso Senhor. Não pensemos que são convêniencias da igreja, de interesse denominacional, não retiramos este do nós próprios. E emerge das Escrituras quando lemos: “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. (1 João 2:6). 
Olhemos para nossas vidas e verifiquemos se alguma glória há; se nosso Senhor tem manifestado sua santidade, seu vigor, sua graça por meio de nossa vida.

Precisamos interromper nossa caminhada, não porque tenhamos chegados às águas de descanso, mas para que reflitamos sobre as nós mesmos, as nossas vidas, as nossas escolhas, nossa relação com o Santo, nossa aceitação dos valores hipnotizantes que o mundo oferece. 

É maravilhoso se podermos concluir: Sim, estávamos presentes na oração feita e que o Senhor orou para que fossemos proclamadores das virtudes.

É maravilhoso verificar que
somos daqueles que são propriedades do Senhor;
somos daqueles que guardam a palavra do Senhor;
somos daqueles que sabem que só o Senhor é Deus;
somos daqueles que vivem pra glorificar ao Senhor… Sim, estávamos naquela oração.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

Pois quem é Deus, senão o Senhor?

Tenho lido, procurado, e raro encontro a pureza e a santidade que a Tua Palavra semeou por toda a terra. E em lugar dela, a sabedoria humana, com arrogância e sutileza, tem sido apresentada.

Rebusquei nas lembranças, tentei pela história, e por elas atravessei séculos, vi a Tua verdade moldar o tempo, vi varões com estandartes erguidos, saindo em direção aos quatro cantos da terra, proclamando a convicção mais profunda e a submissão incontrolável ao nome do Altíssimo.  Em seus corações estavam impressas palavras de amor, palavras de esperança, sua linguagem eram cânticos sem a torpeza e a vulgaridade que dela se orgulhavam os homens da terra. Saí aos confins à procura desses homens, neles tenho todo o prazer. Onde estarão? Pois sei, também procuram a Tua palavra.

Vidas, vividas na certeza que o Santo esteve aqui entre nós, falou-nos palavras, sopro de poder, vida e paz, suficiente para imprimir a eternidade nas profundezas de nossas almas. Como celebrávamos, nas noites de lua, sob as estrelas, entoando louvores: “O Senhor falou conosco e o fez face a face, grande é o Senhor”. Era como a “luz da manhã ao sair do sol, da manhã sem nuvens, quando, depois da chuva, pelo resplendor do sol, a erva brota da terra” (2 Sm 23:4). Firmada para todo sempre está Senhor a tua Palavra no céu, regozijávamo-nos com o salmista.
Não mais ouço as vozes que aos milhares entoavam os louvores santos exultando o Senhor. Das vozes de outrora, apenas o balido de ovelhas e o mugido dos bois da insolência religiosa. Removeram os limites antigos, limites que nossos pais fixaram, e jamais os restabelecerão. 

Que desencanto ou encanto corrompeu esse cenário? Quero rever esses registros de amor e glória do Eterno.


Em arenas mundiais, o sonido das trombetas jazeu ao cânticos das trevas. Multidões pululam em histeria religiosa, feito gafanhotos, espalham-se por toda a face da terra, aos milhares em marcha cega e razão corrompida, ocupam espaços, criam seus próprios modelos, promoveram e comemoram a morte da palavra do Santo, destruíram os verdes campos da semeadura. Há podridão e fumaça pelo ar, enredam-se em seus desvarios sem qualquer moral, sem nenhum temor, enganam a esperança, esperança natimorta.  Em estupidez mambembe regozijam-se na dureza e morte de judaizante coração, “eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa, e não gostam dela”. (Jr 6:10). Comerão e beberão e morrerão.  

Mas não somos assim, conosco está o Senhor: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça”. (Is 41:10) A verdade será proclamada, ela descerá dos céus como a chuva serôdia, sim, virá. É a vocação de nossas almas, o sentido de nossas vidas, nada nos deterá.

A pleno pulmões, ergo minhas mãos, aceno para que me vejam: aqui, aqui. Tropeço em mim mesmo, não nas palavras. As multidões em vão obstruem meu caminho, chegarei à frente. Ao redor há confusão, idolatria, caixas registradoras, concorrência gospel, visões, milagres, promoções e indulgências evangélicas. Reafirmo em meu coração: não estive enganado todo este tempo, sei quem é meu Senhor. Eu quero silêncio, já ouvi demasiadamente, já chorei em borbotões ouvindo e vendo o que tem sido lançado contra o nome do Altíssimo. Cale-se toda terra, cessem os sacrifícios imundos, os milagres comprados, a provisão de corações famintos. De nada servem as liturgias com os seios a mostra, a sobriedade pública do adultério oculto; não se acheguem com a unção das trevas, nem ofereçam o sucesso de Judas, mercadejado em troca de sangue inocente.

Ouçam: “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Como te esqueceste de mim, e me lançaste para trás das tuas costas, também carregarás com a tua luxúria e as tuas devassidões”. (Ez 23:35).
Começarei pela ignomínia da cruz, da vil cruz, que serviu de brutal moldura para humilhação sofrida pelo Criador e Senhor de todo universo. O regozijo na terra e a celebração das trevas contrastavam com os anjos dos céus, que estupefatos, contemplavam meu Senhor na cruz. “Está consumado”, seu grito de dor foi a minha liberdade; estendeu-se além dos confins das distâncias incontáveis, o universo parou para espiar o espetáculo de sangue e dor, de manto e espinho, de profanação e deboche, e se fizeram trevas sobre toda a terra incrustando de horror e salvação a história dos povos. A santa e redentora morte do meu Senhor, o espetáculo de Deus em favor de miseráveis. Não, nada foi em vão, nada será em vão.

Ele viu o fruto do trabalho da sua alma, e ficou satisfeito com sua posteridade,  percorriam em sua mente miríades de miríades de santos, registro celeste de livros eternos, selos divinos de esperança e glória, oculta em Deus. “Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos”. (Is 53.10). Tua posteridade Senhor, somos tua posteridade. Ah! Senhor meu, Deus meu. Bendito és tu Senhor de eternidade a eternidade.

Nosso Deus desceu à morte, que não pode detê-Lo, ressuscitou e não morre jamais. Em sua inusitada e incompreensível graça, presenteou-nos com Sua vida, vida que não definha. Ouçam mais uma vez:Por isso não estamos desfalecendo; mas, ainda que o nosso homem exterior é lançado em ruína, o interior, contudo, é renovado de dia em dia”. (2 Co 4:16). E mais, “já não vivo, mas Cristo vive em mim”, sorvi tais palavras, santas palavras. Foram substituídas pela ânsia do sucesso pessoal, pela ribalta política, destruídas pelo cristianismo da terra, o fogo profano das multidões, sucumbiram à tentação. Rilham os dentes e avançam com seu poder contra os santos do Senhor, mas nossos olhos abertos estão, e descansam no consolo divino: ”Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles”. São dos nossos em seus cavalos e carros em nosso derredor, em nossa defesa.    

Ouçam novamente: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor” (Jr 9:23-24). Não cederei à astúcia humana, ao arremedo da autopromoção, abomino as querelas dos pensadores, do vagar metafísico em torno do próprio ventre. 

Nada tenho em mim, muito menos de mim para falar, falarei do meu Senhor, e o farei pelo Espírito. Minha glória está em conhecê-Lo, o Senhor dos Exércitos. E como o rei Davi O exultarei: “Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque Teu é tudo quanto há no céu e na terra; Teu é, Ó SENHOR, o reino, e Tu Te exaltaste por cabeça sobre todos”. (1Cr 29:11).

Aqui estamos, baluartes da Palavra de Salvação, desafiamos esta geração, que não conhece a palavra do Senhor, reúnam-se todos, filósofos, livres pensadores, evangélicos, padres, puristas, espiritualistas, pastores da usura e lancem suas maldições, seus milagres, suas indulgências, suas perguntas sobre nós. Em nossas vidas está a oferta do brasão da esperança eterna, com o nome do Senhor dos Exércitos gravado em nossos corações.  Proclamemos com a convicção mais profunda e a submissão incontrolável o nome do Altíssimo. 

Exalto meu Senhor com o cântico de Davi:

“Livrarás o povo que se humilha, mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás. Porque tu, Senhor, és a minha candeia; e o Senhor alumiará as minhas trevas. Pois contigo passarei pelo meio dum esquadrão; com o meu Deus transporei um muro.

Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a palavra do Senhor é fiel; é ele o escudo de todos os que nele se refugiam. Pois quem é Deus, senão o Senhor? e quem é rocha, senão o nosso Deus? Deus é a minha grande fortaleza; e ele torna perfeito o meu caminho. Faz ele os meus pés como os das gazelas, e me põe sobre as minhas alturas. Ele instrui as minhas mãos para a peleja, de modo que os meus braços podem entesar um arco de bronze”. (2Sm 22:28-35).

Bendito e Santo é nosso Deus que com amor eterno nos amou e com benignidade nos atraiu.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.

Por vossa causa (Jo 17)


Manaus, 27.06.2010. EBD.
Igreja Batista Regular Renascer, Manoa.


Amados, nesta manhã abriremos a santa palavra e evidenciaremos que chegamos a um momento novo para nós, e muito mais para aqueles homens que estavam frente ao Filho. Há um sopro celeste vindo em nossa direção. 

Deixemos fora toda a sabedoria que não provém do alto, toda a auto-suficiência vendida nos tabuleiros evangélicos. Vinde e arrazoemos sobre a palavra do Senhor. É sempre difícil, em muitos casos, impossível compreender o amor e o cuidado de Deus por nós, seus filhos. 


A oração lida, as promessas eternas não são mostras de seu poder apenas, são carregadas de carinho e cuidado, há sinceridade no sofrimento de Deus, há sinceridade no regozijo do Altíssimo. Toda a beleza possível há em Deus.

A sujeição aos escritos é imperativa, precisamos resgatar o que foi vivido até então pelos discípulos do Senhor, e inculcarmos em nossas mentes, carregarmos a sabedoria dos céus, sairmos aos campos do Senhor.  




No Cap.16, o Senhor afirmara sobre sua morte, há tristeza e pesar. A morte anunciada desfaz  toda a expectativa messiânica, trazendo abatimento e desesperança. Mesmo a promessa do Espírito era demasiadamente obscura e distante, incapaz de suster a alma de seus discípulos. A última sentença proferida é: “passais por aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Nosso Senhor está diante de homens abatidos, sem convicção, sem esperança.

Entramos no cap. 17, olhemos para o texto, busquemos encontrar as motivações, os cuidados necessários do Senhor. O Espírito exige que reconheçamos:
  • ·         Sua oração é sincera;
  • ·         Ele realmente fala com o Pai.

Precisamos trazer à nossa mesa o pão e o vinho celestes, precisamos resgatar o que o Senhor havia ensinado àqueles homens, precisamos aprender, pois estamos diante do Santo, convidados para o engrandecimento do seu Nome. Rememoremos, pois, que o Santo nos diz: “Eu e Pai somos um” (Jo 10.10); “o Pai tudo lhe confiara” (Jo 13.3); “que tudo que pertencia ao Pai, igualmente pertencia ao Filho” (Jo 16.15).  Que necessidade há do Filho lançar aos pés do Pai suas orações, suas súplicas? Há pedido feito pelo Filho a ser rejeitado pelo Pai eterno? 

Resguardemo-nos das precipitações ou da letargia, mantenhamos nossas mentes cativas ao Santo. Há muito mais para ser servido pelo Senhor, há incontáveis motivos de exaltação do seu Nome.

Em João 12.28 lemos que veio uma resposta dos céus, a voz de Deus que, como trovão respondeu ao Senhor. Enchamos nossos corações de inabalável alegria, leiamos o acalanto celeste: Respondeu Jesus: “Não veio esta voz por minha causa, mas por causa de vós”. (Jo 12:30). Louvemos ao Senhor com todas as aleluias. A resposta que veio dos céus, veio por minha causa, por tua causa. Nosso Senhor dela não precisava, ocorreu para que quando nela aportássemos, tais palavras transbordariam nossos corações de paz e esperança. Como posso duvidar da provisão, do cuidado e carinho que o nosso Deus dispensa a nós, seus filhos? Ergamos alto, mais alto o estandarte da gratidão ao Senhor.  

Pedras preciosas rolam diante de nossas mentes, leiamos mais. Em João 11, ante o poder da morte, nosso Senhor inunda de luz nossas almas, nossas vidas, pois levantando os olhos para o céu diz: “Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste”. (Jo 11:42). 

Oh, Senhor, por causa da multidão tu oraste, pois há sempre a certeza que tuas orações são ouvidas. Não pranteamos, mas deveríamos. Há tanta bondade, tanto cuidado, incompreensível cuidado que vêem dos céus em nossa direção como um manto a cobrir-nos, e se doássemos toda nossa vida, toda a santidade possível, todas as orações realizadas em todas as eras,  todos os santos, não poderiam cobrir nem mesmo sua aba. Batamos em nossos peitos e clamemos: “Ó Deus, sê propício a mim, o pecador!” (Lc 18:13). 
Aprendamos que as orações do Filho feitas ao Pai são por nossa causa, para nosso benefício.

Mais há, e mais veremos.  Guardemos mais espaço no profundo de nossas almas, leiamos com atenção e lentamente: “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas para isto vim a esta hora.” (Jo 12:27). Declara nosso Deus que veio precisamente para hora de sua agonia, para hora do seu horror. A Triunidade Santa mantinha em ordem inquebrantável cada um dos minutos que evolvia o enredo da morte e salvação. Adicionemos ao texto o início da oração lida: “levantou os olhos aos céus, e disse é chegada a minha hora” (Jo 17.1). Estamos diante de uma oração feita por causa de cada um de nós, estamos diante de um plano feito por nós, mas para a exaltação de nosso Deus, a redenção de pecadores, milhões deles por toda a história humana. 

Santo plano, santa oração. Livres do acaso, da improvisação, findam-se as lamúrias de nossos corações, acalmam-se as angústias da alma. Sonatas celestes invadem vindas de todas as direções, penetram pelas frestas em todos os recantos a glória de Deus.

E o santo ofício glorificar o Senhor, é parte de sua oração (17.10), em resposta celeste, luz, milhões de candeias cintilam nos céus, nosso Senhor está no seu templo, à destra do Pai, olhando para os seus santos por toda a terra e proclama aos quatro cantos do universo, chegam aos nossos ouvidos, penetram em nossos corações: “Isso o fiz por vossa causa”.

Saiamos repletos da glória dos céus, há um plano, uma oração, uma súplica ao Pai, ela foi escrita, é para nosso ensino, pois pela espera e consolação, mantemos a esperança. E as aflições do mundo presente são instrumentos para honra e glória de nosso Senhor. 

Concluo: É sempre difícil, em muitos casos, impossível compreender o amor e o cuidado de Deus por nós, seus filhos. 


Bendito é o Senhor.