in memorian ao Irmão Aníbal Pereira Reis
Manaus, outubro, 2010

Ao instituir a Ceia, Seu Memorial, Jesus ordenou: “Tomai e comei”. E não levai e adorai!
O católico, porém, quando se prostra diante da imagem de um “santo” ou qualquer “nossa senhora” sabe que é uma imagem. Que ali não encontra o próprio “santo” ou a própria “nossa senhora”. Mas quando ele se prosterna perante a hóstia, presta-lhe adoração verdadeira em culto supremo.

Se o culto a imagem sensibiliza a consciência conhecedora das Escrituras, quanto mais não o revoltará o culto idolátrico da eucaristia?

Se o profeta Isaías, em suas objurgatórias [censura] vergastava [açoita] os cultuadores dos deuses pagãos, que de um pedaço de madeira, tirava uma parte para esquentar o forno de assar pão e com a outra parte faziam uma imagem de seu deus, em cuja presença se ajoelhavam como haveria hoje de ridicularizar e cobrir do máximo de sarcasmo o ignóbil culto da hóstia?
O católico adora uma pequena bolacha de trigo, sujeita ao mofo, à corrupção ao apodrecimento.

De certa feita, quando vigário de Orlândia (Estado de São Paulo), fui rezar, na ausência do colega, missa numa cidade vizinha. Ao abrir o sacrário, exalou-se nauseabundo mau cheiro. As hóstias, por descuido do colega, haviam deteriorado e formado uma massa asquerosa dentro da âmbula a fervilhar de vermes.
E os pobres a se ajoelharem diante do sacrário…

O católico adora a hóstia que ele próprio vai engolir e que lhe entra no processo natural de digestão. Eucaristívoro é ele um idólatra.
E pensar-se que pessoas cultas se submetem à irracionalidade da eucaristiolatria!

Se o culto eucarístico é posto pela teologia católica nesses termos, por acaso terá cabimento um evangélico tomar parte nele? A que pretexto for?
Não há circunstância, não há etiqueta social, não há amizade, não há nada, absolutamente nada que possa mover um evangélico esclarecido a se submeter à desgraça inaudita de assistir uma missa. 


[Excerto do livro a Missa, autor Aníbal Pereira Reis; pg. 111-12]

4 comentários em “Missa, fragmentos de uma farsa

  1. A Eucaristia merece muito respeito, pois ela é o próprio Corpo de Cristo, pois Ele nos ama de tal maneira que se faz sacrifício no altar, pelas mãos do Sacerdote, Jesus diz aos apóstolos \”Fazei isso em memória de Mim\” ou seja, eles dariam continuidade ao que Jesus teria feito, tanto que Paulo celebrava a eucaristia!Confira o milagre de Lanciano, e se admire com a verdade Católica!PAX!

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  2. Sr. (a) Anônimo, a considerar apenas o texto bíblico como fonte primária e normativa do cristianismo, não posso entender como uma pessoa mentalmente sã defende o sacrifício incruento de Jesus e sua presença \”real\” na hóstia. Exceto, por defender algum interese sombrio (status, receita, imobilismo racional etc.).Tomando o texto citado, \”fazei isso em memória de mim\”, mais ainda reforça a idéia da ausência de Cristo. que sentido haveria em memorial com a presença do Senhor. Ademais, em que disciplina acadêmica aprende-se a transubstanciação? Como é possível aferir o aluno se o resultado – Cristo na hóstia – efetivou-se em sua plenitude? Essa prática não estaria violando a humanidade de Cristo, já que estaria fragmentado em milhões de lugares ao mesmo tempo – apenas nos templos católicos?Se a resposta for mistérios da fé, Senhor anônimo, está em perfeito alinhamento com o Sr. Edir Macedo… o que não me causa surpresa. Não costumo, responder argumentos sem fundamentação bíblica, a citação do texto é que me obrigou a fazê-lo.Fico à disposição para, à luz das Escrituras avaliarmos os posts deste blog.Em Cristo

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