Liberdade humana: a extinção de todas as coisas


Dentro do ambiente religioso, a liberdade humana tem sido o princípio e garantia de todas as heresias. Em algumas dimensões que se acredite e use deste conceito no universo da realidade humana, opera-se em grande erro. Mesmo que seja inebriante tal possibilidade, decorre de fundamentos estritamente humanistas e está em desacordo com a verdade revelada, e mesmo assim, é o grande filão mercadológico da apostasia. 


Toda obra circense que se pratica em nome de Jesus tem a liberdade do homem como pilar central, levando consigo também o mundanismo que nos assola.

Tendo a certeza que inócua para as pessoas em geral é tal abordagem, tentei este sumaríssimo texto sobre a “liberdade”, reconheço que muito ainda há a ser feito e por alguns o faço.

Iniciou meu interesse pelo questionamento um membro de uma igreja co-irmã a respeito de Mateus 24.13, onde se lê: “aquele que perseverar até o fim será salvo”. Sem dúvida sua intenção estava voltada para afirmar liberdade do homem (e não sobre sua responsabilidade ou o poder de Deus). 


Em que nível há liberdade humana? Há limites na liberdade? O que revelam as Escrituras sobre este tema?


Isto decorre da Escritura afirmar que o homem é responsável diante de Deus, logo a contrapartida “racional” exige a liberdade humana (o que a Escritura nega  com clareza). 
Este torneio exige muita energia e os defensores da liberdade humana participam dele sem consulta a Palavra do Senhor, oferecem suas mentes como instância final da verdade. O pilar da controvérsia é metodológica e seu vigor é psicológico (humanista), logo sem fim.

E muito se tem falado a respeito da liberdade humana. Afirmam que tal liberdade garante ao homem direito de escolhas, preferências e determinação de sua eternidade. Não se pode negar que o homem é um agente moral livre, tornando-se responsável por seus atos, por suas escolhas, mas devemos afirmar que tal “liberdade” está inserida na privação da compreensão das verdades divinas. 


A leitura de 1Co 2:14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”; dirime toda a questão. Assim, é como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes – tomo emprestada ilustração de Lutero.  

Porém, a conclusão das intenções e disposições mentais que fazem o pano de fundo a tais afirmações leva-nos a um conceito de “liberdade” fora da realidade conhecida. Evito o termo filosófico, pois o mesmo tem sido carregado de soberba e humanismo. 


Constroem, desta feita, uma liberdade plena. O que exigiria a ausência de limites físicos, morais ou legais, para sua efetiva existência, esta é suma de tal proposta. 


Nesta dimensão de liberdade sem limites não há qualquer ser livre. Nem mesmo O CRIADOR, O TODO-PODEROSO, NOSSO DEUS é livre. Tal liberdade exige extinção dos atributos mínimos da existência racional: vontade, intelecto e sentimentos. 

Caso possível existir tal liberdade, extingui-se a realidade aferível, tudo passa a ser possível e, ao mesmo tempo, nada é crível. É o fim da razão, temos extintas todas as coisas. Incoerentemente, proclama-se o caos como fundamento da ordem. 


Precisamos afirmar que a liberdade é limitada pelos atributos do ser. E a ausência de limites externos é prerrogativa apenas de Deus. 

Mesmo Deus em sua liberdade é restringido pela sua própria natureza. 
Pois, não está livre de sua santidade, portanto NÃO PODE pecar; 
não está livre de sua autoexistência, portanto NÃO PODE aniquilar-se; 
não está livre de sua verdade, portanto NÃO PODE mentir.
Deus não está livre de ser DEUS.

Da mesma sorte o homem não está livre de ser homem. 
Se escravo da morte, logo sem liberdade;
se não compreende a Deus, escravo de sua ignorância, logo não está livre;
se incapaz de prolongar indefinidamente sua vida, logo não está livre; 
se escravo do tempo, do futuro, logo não está livre.

A liberdade humana está circunscrita ao texto a seguir: 

“Lembrai-vos, disto, e considerai; trazei-o à memória, ó transgressores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; chamando do oriente uma ave de rapina, e dum país remoto o homem do meu conselho; sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei”. (Is 46.8-11)

Quanto ao que propalam essa tortuosa liberdade humana, a tais humanistas:

Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. (Jd 1:4)

Fui censurado … ou apenas um mal entendido?


Para minha surpresa, ao tentar postar no Facebook, o texto http://atravesdasescrituras.blogspot.com/2010/10/aparecida-fragmentos-de-uma-farsa.html, de pronto surgiu uma caixa com a notificação de censura ou spam, o que impossibilitou a postagem.

Até aquele momento não fora notificado sobre qualquer censura desse texto ou de qualquer outro. 

O mais intrigante é que o texto do link acima (objeto da restrição) é um excerto do livro do Dr. Aníbal Pereira dos Reis, da Edições Caminho de Damasco, do ano de 1975, portanto há cerca de 35 anos. 

Penso nas dificuldades enfrentadas pelo Dr. Aníbal naqueles tempos, quando a voracidade idólatra rastejava com maior impunidade neste país.

Na defesa pela verdade, pessoas podem (e devem) refutar os textos, questioná-los à luz das Escrituras, ela é a vara de aferição e nada ou ninguém mais.

Quem teria interesse em tal censura?

É estranho, não do ponto de vista pessoal, mas quanto ao fato sob a ótica da Instituição. Pois ao acolher e formalizar, às sombras, uma preferência pessoal em detrimento de outra, alguém sem face (logo no facebook) reacendem-se  fogueiras inquisitórias. 

Para não ser demasiadamente rigoroso ou vitimado, preciso incluir a tal fato a possibilidade do engano, do mal entendido, contudo jamais o saberei. 

Solicitei o desbloqueio, verei o que acontece. 

Poderiam por um critério de justiça (termo estranho ao mundo religioso), informar a data, a autoria e o motivo que promoveram tal restrição. Assim, traria ao sol as coisas ocultas, já que o texto tem todas as informações necessárias para sua identificação, o que o faz um documento público.  

Lembra-te de Jesus Cristo, ressurgido dentre os mortos, descendente de Davi, segundo o meu evangelho, pelo qual sofro a ponto de ser preso como malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa. (2 Tm 2-8-9)

Pequena meditação sobre a infidelidade


EBD, 16/01/2011.
Texto: Jo 21.1-14
Tomemos nosso último v. lido, v. 14, nele está escrito:
“E já era esta a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, depois de ressuscitado dentre os mortos”.
Era a terceira vez que Jesus se manifestara depois de ressurreto, assim, sua ressurreição já não mais era um fato encoberto por mistérios ou dúvidas. Mas sim, a verdade vivida por aqueles dois homens, João e Pedro. E agora ambos estão no barco, voltaram à pesca. 


Devemos voltar com eles até ao sepulcro, pois dias atrás lá estiveram. Do corpo inerte do Senhor, as vestes e o lenço testemunharam a vida sobre a morte – agora, eternamente morta. Presenciaram a celebração da vida à luz primeira que iluminou a noite, naquele domingo eterno. Vencida foi a escuridão da morte, irrompeu a luz que iluminou um novo mundo.
Quedo-me ante o Senhor nosso Deus, em poder e sabedoria novamente fez separação entre  trevas e luz… e houve luz. 


Perceberam, eles que o Senhor, em mistério magnífico, fora morto, sepultado  e voltara à vida, estava de novo entre eles. E lemos: “e creram nas Escrituras” (Jo 20.9). Pedro e João que respiraram a ressurreição, voltaram, subiram no barco saíram ao mar.
Impossível que a decisão de pescar haja desconsiderado tal fato: Jesus já não mais jazia entre os mortos, sem dúvidas, ressuscitara. Além do profundo impacto frente ao sepulcro vazio, lançaram fora o ensino e promessa do mestre: “Vinde após mim, e eu farei que vos torneis pescadores de homens” (Mc 1.17). Não devemos nos surpreender, mas houve mais prazer na ida ao mar, à pesca, à noite que na honra da espera, o novo encontro do Senhor Ressurreto.
Em certa medida, em nossas vidas temos tal disposição e reproduzimos tal decisão. Pois, mesmo diante de grandes feitos do Senhor, conferimos ao nosso dia, e a nós mesmos, maior honra. 


Sim! Falo a crentes, a regenerados! Não espero que ímpios confiram ao Senhor a glória a Ele  devida, isto cabe a nós, que fomos chamados para ser santos. Portanto, saibamos que nossa autonomia e descaso soam com retumbante impiedade. Seguimos para direita ou para esquerda, desviamo-nos dos grandes feitos de Deus, desconsideramos seu caráter e sua justiça, suas obras em nosso favor. Em nossa infidelidade, seguimos conforme as ondas de nossos interesses pessoais. Assim fizeram aqueles homens, assim fazemos nós. Ao nosso juízo, conferimo-nos demasiada importância, demasiada sabedoria. 
Mas nos adverte o Senhor:
Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e astutos em seu próprio conceito! (Is 5.21)”.
Senhor, à tua graça e fidelidade damos glória. Nada somos e nada temos pois tudo vem de Ti. Bendito Sejas Tu Senhor, que não tem escondido Tua face dos teus servos. 


Graças te damos Senhor, por tua bondade e misericórdia. 

Aos meus irmãos – A perda irreparável

Aos meus irmãos. 

Não é simples tentar externar algumas coisas e sempre nos deparamos com a possibilidade de não o fazer adequadamente. Faltam palavras, fogem as melhores ilustrações e, por vezes, frustramo-nos em solidariedade ao ouvinte.

Tem sido por regra dependermos de nossa experiência pessoal, formação e até desinformação, para concluirmos a respeito de algo. Assim, cada um de constrói seu próprio “conceito” e por ele define sua “solução” para as demais questões. De certa forma usufruímos do benefício da ignorância ou mesmo da dúvida. E altaneiros, comandamos a vida – como se possível fosse. 

Este simplismo abandona a razão e rompe com o inexorável. Acredito que quanto às questões mais simples da vida não há grande comprometimento, grandes perdas… mas na morte é bem diferente, e como é diferente! Sua complexidade vai além de nossos conceitos e conveniências. 


Ela – a morte –  desrespeita a esperança, e em sua crueldade encrava farpas profundas na alma. Não nos permite o simplismo, e para este drama, se o somos, tratamo-la de forma infantil e  insensível. 


Não podemos negar, a realidade se impõe (ou imporá) sobre nossa ignorância, conceito e solução. Não seremos tomados por inocentes nesta trama misteriosa, nem nossas conveniências anularão o que se apresenta frente a nós.

Quem poderá agir? Que poder poderá aniquilá-la, a ponto de sabermo-nos vitoriosos sobre sua pecha? 
Em sua cruz e sangue, condenou a morte em sentença eterna: A morte com seus grilhões já não prendem meu coração, minha mente . 

Seu – do Senhor – poder e benevolência têm chegado a mim todos os dias e, a despeito da dor, tenho esperança. 

Um dia estaremos face a face com Aquele que derramou sobre mim, um vil pecador, sua própria vida. Apenas a esperança vinda dos céus é o verdadeiro bálsamo para amainar tão profunda perda.

beijo a todos.

paulo brasil

Eu sei quem é meu Senhor e Deus!


A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

William Ernest Henley

Este frenesi da insanidade é a suma da compreensão religiosa de nossos dias, 
bem poderia ter sido cunhado por lábios  “evangélicos”. 
Pois sei, há nesses, em suas entranhas, 
suficiente experiência e convicção interior para fazê-lo, contudo, 
ainda lhes falta a forma de expressá-lo claramente. 

Sempre é bom lembrar que o Cristianismo atravessou séculos de história 
erguendo estandartes da convicção do relacionamento real com o Altíssimo. 
E não foi sem luta, sem sangue, muito sangue foi derramado 
para que pudéssemos ouvir vozes celestes 
trazendo-nos os louvores da salvação.

Deus enviou homens, os quais, o mundo não é digno, 
para o resgate de nossas almas. 
Conhecemos a Deus, ou melhor, Ele nos fez conhecê-Lo, 
e mesmo com nossas almas insubjugáveis, 
Seu poder prevaleceu, e não poderia ser diferente. 

Pensáva-nos senhores de nossos destinos, 
mas reféns do pecado e da morte morríamos em nossas convicções, 
em nossa sabedoria.

Havia certeza que o Deus pessoal, 
eterno, criador de todas as coisas, 
Se comunicou com suas criaturas, revelando-Se; 
verdade eterna e mandamento do Senhor.

O que fizeram com nosso Deus? 
Arrancaram suas entranhas, remontaram seus valores, 
desnudaram-no, iniciando uma trilha descendente e sem retorno.  
Encontraram nesse novo deus uma forma intocável de suficiência.  

Nada mais resta, tudo foi perdido, caiu em mãos aflitas, 
conduzidas por mentes confusas, é o legado do homem moderno, 
sempre ávido pelas conquistas seculares. 
Reféns de seus instintos naturais, destituíram os valores cristãos, 
trouxeram o lixo psicologista, descobrindo a temática e a exploração “evangélica”. 
Alçaram suas vozes, 
em gritos desautorizados propugnam toda sorte de vantagens e ofertas.

Tornaram-se  senhores, assumindo o controle sobre a vida e a morte. 
Marcham  altaneiros de aparência, 
mas bêbados,  cambaleiam pelas sarjetas, 
em seu interior há podridão e vergonha. 
Abandonando o sangue do Senhor, se enredam pela política, 
pelo devaneio intelectual, o espiritismo, o mundanismo. 
Infames dizem:”São esses os caminho do Senhor”.  

Vencedores, conduziram o Senhor, 
sem nenhuma elegância, até a porta dos fundos;
sumiram com Ele dos discursos, dos corações e mentes.  
 Já não vemos o Senhor, 
apenas uma turba religiosa comandando sua própria alma, pensam eles.

Mas eu sei em quem tenho crido:


Há um Deus, bem sei, 
pois em sua graça e poder,
 subjugou mi´alma insubjugável.
Com sangue e amor fez-Se dono de meu destino.
Deixo-O conduzir-me, ainda que pecador, 
e escravo, vivo pela bondade do meu Senhor.

A Ele honra, glória e louvor. De eternidade a eternidade.

Dívidas, eternas dívidas.


Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (Jo 20.30-31)
Li estes versos novamente, pois domingo passado não foi possível dedicar-lhe a atenção devida, e não gostaria de contrair mais uma dívida com os irmãos, além do amor.
Tomo a liberdade de considerar inicialmente o v.31, antes mesmo do v.30, por entender que assim mais refrigério virá aos nossos corações, às nossas almas. Quanto de bálsamos há neles?  Porções infinitas, creio eu.
Rogo ao Senhor que não me deixe caminhar por caminhos abertos pela iniciativa pessoal, pela curiosidade altaneira, antes, que seu Espírito nos conduza aos pastos verdejantes, leve-nos a saciar nossa sede em águas de descanso, sem que os turbilhões do mundo lá fora nos roubem este precioso tempo ao seu lado. Sim, esta é a minha oração.

Tenhamos convicção que nos foi concedido neste pequeno texto um dos mais sublimes privilégios da carreira a nós proposta: conhecermos o propósito para o qual foram escritas cada uma das palavras que há neste livro. 
O assentamento leve da pena do escritor sagrado oferece-nos o caráter de nosso Deus, oferece-nos toda sua pureza e benevolência, e ela vem em nossa direção, em nosso favor. 
Ouvimos os mesmos ecos, pois se repetem por toda a ESCRITURA cânticos de consolo e fortalecimento ministrado pelo Senhor Deus:
Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança. (Rm 15:4).
Sim, sussurros celestes chegam até nossos corações, são sons de muitas águas que atravessaram os séculos, repetindo-se pelas gerações promovendo consolo, conforto, levando pelas mãos a incontida esperança. Saibamos que tais escritos foram feitos com o propósito definido e eternamente planejado para que creiamos que Jesus é o Filho de Deus. Sim, amados, o que estão diante de nossos olhos são palavras que abrem os portais da vida eterna, eclodem vidas do coração do próprio Deus. Vidas que nossas vidas rejeitavam, vidas que nossas vidas delas nada  sabiam. Tais escritos almejam cada um do santos, que em rebeldia sorviam da morte a esperança morimbunda.
Leiamos detidamente: 
“Jesus é o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” 


Reconheçamos, não há força humana, minha ou de qualquer outro, não recorre o Altíssimo ao foguetório pentecostal de plantão, não sugere nada além do consolo por Ele oferecido. Jesus, o Filho de Deus, oferece a vida, a verdadeira vida. Semelhante consolo se nos abre o Senhor: “pela graça sois salvos, e não vem de vós, é dom do Altíssimo.” 
Não ousemos incluir na graça celeste a pó vil da terra, rejeitemos a nossa sabedoria, a falsa liberdade criada por mentes carnais, que regurgitam o poder e bondade de Deus para alcance aos lugares celestiais. 
Não, os portais da vida eterna foram abertos pelo Senhor e por eles fomos introduzidos pelo seu excelso poder e pela sua livre e bendita vontade, e em nada que tenha dependido de merecido favor ou obra realizada por qualquer pecador.

Porventura, não conhecemos o “que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre?” Sim! Ele nos abriu uma porta que ninguém poderá fechar. Sim, o Filho é a porta aberta para a eternidade. Fomos impelidos pelo poder de Deus a adentrar no nome do Senhor, a eternidade nos foi dada graciosamente.
Aleluia, cantemos todos.
E mais, tomemos agora o v. 30: “fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro”. Aprendamos: Deus é muito mais do que se revelou em sua Palavra; Deus fez, faz e fará muito mais do que percebemos. Amados, por mais devotados que sejam todos os servos do Senhor.  Além de todas as dívidas, anuncio-lhes uma outra: somos devedores devocionais do Senhor!

Quanto o Senhor por nós faz? Não sabemos! Talvez jamais o saibamos! Portanto, muito de sua obra em nosso favor passa longe de nossa percepção. Assim, deixamos de dar a glória aos feitos do Senhor, que a nossa ignorância mantém em sigilo oportuno. Hoje vemos por espelho, será que um dia o saberemos quando o vermos face a face?
Caso pudéssemos transformar nossa dívida em grãos de areia, aterraríamos todos os mares, aplainaríamos o mais profundo abismo, pois, jamais lhe tributamos a glória devida. Não somos capazes de contar o que nos tem feito o Senhor! E se assim não pensamos, nossa miséria é mais profunda do que pensamos, e nossos corações permanecem rijos como a pedra. E subvertemos a honra devida ao nosso Deus, conferindo-a a nós mesmos.
Corações que sentem-se não devedores para com o Senhor têm a miséria na alma como companheira. Choremos todos nós, e se possível lancemos cinzas sobre nossa cabeça e rasguemos nossas túnicas, pois mesmo sob bênçãos eternas agimos como se miseráveis fôssemos. Saibamo-nos devedores, assim, confessemos nossos pecados, isso nos fará bem, consolará nossas almas, aproximamo-nos da glória de Deus.
Nosso Deus é muito mais do que pedimos ou pensamos. Salomão exprime o que nosso coração busca:
Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei! (1Rs 8:27)
Há tanto no Senhor e nada em nós.
Nada somos, nada fizemos para sermos objetos de tão desmedido amor.
Nossa gratidão é sustentada por sua benevolência.
Se não fosse a misericórdia do Altíssimo já teríamos sido consumidos.

Como invejo o salmista!
Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. (Sl 139:14 ).
Sim, Senhor, minha alma não o sabe muito bem, apenas busco reconhecer que não passo de pó e cinza.
Bendito seja o Senhor, que em Cristo Jesus determinou nossa eternidade.
A Ele, e somente a Ele, honra, poder, glória eternamente.