Não raro nos debruçamos sobre nós mesmos e exaltamos nossa vida devocional. Somos mais dedicados, mais fiéis e sábios que o irmãozinho ali, que outro acolá. 
Olhamo-nos com a misericórdia de uma bondosa mãe, conquanto, para tantos outros, trazemos a disposição de um verdugo.

Não importa se o Senhor mandou-nos tirar a trave dos nossos olhos antes de acusar o cisco do olho do irmão, somos implacáveis. 
A hipocrisia visita a vida religiosa com mais freqüência que nos achegamos ao trono da graça, mas mesmo assim, continuamos nossa saga de bravatas e desafios em nome de nós mesmos, enganando-nos que as tributamos a Deus.

Fala-se daquilo que pouco se entende, acusa-se mesmo com o pouco que se sabe. Defendem-se posições indefensáveis e, sensíveis em seus corações, ofendem-se quando os erros são corrigidos e as heresias apontadas. 

A afirmar que a apostasia entrou em nossa igreja, e pelo que temos visto já há muito faz morada no coração de irmãos amados, o horror se abate como peste contagiosa, semblantes caem.

Precisamos manter firmes a direção, precisamos corrigir nossas condutas, confrontar os erros.


Apontar as heresias católicas (batismo, salvação, santos, hóstias, missas e todo o arsenal das trevas), mesmo que sejamos censurados.

É necessário indicar as seitas: Adventistas do sétimo dia; Testemunhas de Jeová e tantas outras.

Denunciar o pentecostalismo, com sua vertente neo, é necessário. Informar a todos que se fundamenta no coração dos homens (psicologismo) e não nas Sagradas Letras, mesmo que sejamos rejeitados.  

Se o mundanismo e secularismo são postos à lume na vida de muitos, precisamos exortá-los afirmando que ele não é sinônimo de maturidade, mesmo que surjam as inquietações.


Advertir sobre o inferno, sobre a sentença de Deus que paira sobre o mundo ímpio, prosseguir, não há outra via.



Irmãos, irmãs não há bem nenhum maior que nosso Deus. E não há Deus objetivo que não esteja nas Sagradas Letras, defendê-la é defender ao próprio Deus.  

Em nosso relacionamento com Deus, não há prazer nEle que não seja nossa obediência. Fomos chamados, mesmo que esteja fora da moda “evangélica”, para sermos santos. O que sugerir diferente é produto da mente ímpia em corações religiosos.

Portanto que venham as rejeições, as acusações, o desconforto, a nau singrará os mares, cortando ondas pequenas, grandes, bravias e chegará a águas de descanso, pois o Senhor é quem a conduz.

Continuarei, enquanto possível for, defendendo as verdades do Altíssimo, e o faço não por valentia pessoal, por convicções ou interesses coletivos, denominacional, por modismo, mas por não encontrar outra forma de viver. Sinto-me em bem-aventurança por estar “sem saída”.


Bendito seja o Senhor por isto!

Que o Senhor fortaleça a todos que estão sem alternativas.
A Ele, graça eterna por não termos alternativas.

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; (2Co 4:7-10)

4 comentários em “Uma vida sem alternativas

  1. Olá Paulo Brasil, graça e paz. Sigo seu blog e é sempre uma alegria para o espírito ler e reler os seus artigos, vejo que há pessoas sinceras e entenderam que viver é ser cidadão do reino de Deus e como o Sr. disse: \”não há prazer nEle que não seja nossa obediência\”. No meu blog escrevo pouco, fico 'garimpando' tesouros de outros e publico para que meus amigos se fortaleçam e fortalecer a mim mesmo, já que entre os pecadores sou o principal. Um abraço do seu conservo, Iveraldo Pereira.

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  2. Caro irmão Paulo,Já sofri com a apostasia em minha antiga igreja e sei bem do que fala nesse excelente texto. É preciso mesmo combater o bom combate, denunciando erros e heresias, ainda que correndo o risco de ser criticado. A postura que se vê é a da acomodação, enquanto a igreja institucionalizada se torna mais e mais combalida, caminhando a passos largos para o abismo e o mergulho nas trevas. Tenho a certeza, porém, que a igreja invisível sempre resistirá, pois a promessa é que nehuma das ovelhas se perca. E eu creio cabalmente na promessa.Enquanto isso, \”quer comamos, quer bebamos ou façamos qualquer coisa, façamos tudo para a glória de Deus\” (conf. 1 Cor. 10:31).Grande abraço meu irmão!Ricardo.

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  3. Irmão obrigado pela visita.Deixe-me confessar algo. Li um texto seus há algum tempo atrás sobre o problema que o irmão reporta. O texto do irmão é de uma beleza ímpar. Li para minha esposa e ficamos encantados com a forma de relato. Mesmo atrasado registro aqui.Em Cristo.

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