Excerto de pregação

Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gn 2:16)

Os conceitos, pressupostos e experiências contemporâneos devem obrigatoriamente criar uma realidade, mesmo que frágil, mesmo que falsa, adequada para o homem sentir-se soberano, vencedor. 
Qualquer proposta que obstrua os ideais de autonomia e soberania humanas deve ser rejeitada. Assim, estranhamente, forjou-se uma realidade em que se extirparam todos os elementos que se contrapõem às pretensões humanas. A verdade está no homem, é do homem, nada além deste detém as rédeas da verdade.
Realidade essa estabeleceu uma disciplina mental onde vários temas passaram a ser proibitivos, antiquados e não se prestam ao cardápio da moderna sabedoria. 
Deus, Deus e sua vontade, seu caráter, sua obra, seu juízo; honestidade, ética, morte, eternidade fazem parte desse Index de exclusões. 
A mera menção desses faz com que assuntos sejam encerrados, amizades separadas, famílias divididas. 
Não podemos fugir à conclusão: o cristianismo não é do interesse das pessoas, do mundo em geral. Não é possível um ponto de contato entre a mente moderna e os valores cristãos. 

O conflito foi instalado: como conciliar a proclamação das verdades cristãs à sua rejeição absoluta?  
Deslindaram-se duas soluções: (1) não falar sobre cristianismo; (2) inventar um cristianismo sem Deus, sem juízo, sem eternidade, sem ética… sem Cristo. 

Alternando-se entre uma e outra, construíu-se uma nova ordem religiosa, e a ela denominou-se evangélica. Sumário de uma abominação erguida fugindo das Escrituras e regalando-se na graça, “verdades” e estratégias mundanas.

Porém, há a terceira via, a qual omiti intencionalmente, é aquela que discorre a verdade de Deus, seus feitos, sua bondade, seu juízo. Por ela poderei destruir amizades? Poderei. Poderei separar famílias? Poderei. Poderei encerrar o assunto? Poderei. 
Mas, é que eu proponho a oferecer. 
Nada eu teria a oferecer que não fosse o amor de Deus, sua graça, sua verdade. Que não  fosse Cristo, e este crucificado, escândalo para os religiosos, para os evangélicos e loucura para os sábios.

O benefício do púlpito oferece-me vantagens que delas não abrirei mão. 

Mas, clamo ao Senhor de toda a terra, Senhor de senhores, para que sua graça seja abundante nesta noite, que sua misericórdia seja presenciada neste lugar.

A Ele toda honra, toda glória para todo sempre. 

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