Eis que estes são ímpios; sempre em segurança, aumentam as suas riquezas. Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência, pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã. Se eu tivesse dito: Também falarei assim; eis que me teria havido traiçoeiramente para com a geração de teus filhos. Quando me esforçava para compreender isto, achei que era tarefa difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus; então percebi o fim deles. Certamente tu os pões em lugares escorregadios, tu os lanças para a ruína.Como caem na desolação num momento! ficam totalmente consumidos de terrores. (Sl 73:12-19)
Sem qualquer dificuldade é possível perceber a expressão de superioridade que os ímpios desenvolvem (buscam apresentar) frente aos crentes no Senhor. Procuram demonstrar sua superioridade por meio do conhecimento – suas filosofias, das experiências vividas, das sensações compradas, viagens, bens, amigos… mais e mais. São infindáveis, julgam eles, suas vantagens em relação aos servos do Senhor.

Não raramente percebo olhares com certa compaixão pela vida que levamos, eu e minha esposa. Há um misto de desprezo leviano e superioridade rondando a mente dos ímpios.

Na realidade a soberba de seus corações não lhes permite considerar a questão de uma forma mais objetiva.

Poderiam:


considerar que já estivemos na mesma situação que hoje eles se encontram, e garantimos que nenhuma saudade há daqueles tempos (muito pelo contrário)!

reconhecer como é estranho divertirem-se sempre com bebidas (ou coisas mais pesadas). Sugerem que em si mesmos não há felicidade aproveitável!

imaginar que é evidência de infelicidade conjugal o prazer e satisfação (e busca) pelo adultério. A despeito do medo de serem apanhados, desejam ficar casados. 


rever como no uso da mentira alcançam “misteriosamente” a paz! 

explicar para si mesmos a ausência de esperança que os impele a uma vida tão mesquinha!

imaginar que suas divagações sobre a morte, a eternidade nem tem qualquer fundamento, e apesar de falantes nada sabem!

refletir sobre suas posições: agnósticos, gnóstico, evoluídos, quando nem conseguem definir com clareza o que a afirmação implica!

achar estranho a confraternização com homem que prefere homem e mulher prefere mulher, quando repudiam em seus filhos as tendências “esquisitas”! 

reconhecer sua confusa “religião” (catolicismo, espiritismo e demais) propõe e que eles aceitam alguns fragmentos, rejeitando outros – como se fosse possível uma solução self-service!

constatar que tivemos nossas vidas transformadas por um poder que não pertence a homens… e que eles nada sabem sobre esse o Todo-Poderoso, muito menos sobre a vida que não tem fim.  


O que se passa no coração desses que a cada olhar, nos vêem com vidas pequenas, e se apresentam tão altaneiros, tão independentes? Sugerem-se imortais? 

Quando na eternidade, não sei para onde olharão, mas sei, procurarão em derredor, e  nenhum de nós lá estará… nós de vida pequena. 

4 comentários em “Andando em lugares escorregadios

  1. Paulo,Este texto foi um bálsamo para mim nesta manhã. É também incrível, pois eu tenho meditado sobre essas questões diuturnamente. Fico pensando na soberba do ímpio (e eu tenho sofrido com ímpios poderosos na minha profissão)e imaginando a vida superficial que levam… quão tristes ficarão e quão amedrontados, ao serem confrontados com a verdade já tardiamente.Grande abraço meu irmão, e obrigado pelo texto.Ricardo.

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