Com Base no Salmos 73.

O salmista não retarda, e logo inicia com o reconhecimento do caráter de Deus. Estaria ele apresentando a bondade e fidelidade de Deus quanto à nação de Israel e quanto aos verdadeiros israelitas?  Independentemente deste detalhe, afirma a bondade de Deus: “Bom é Deus para com Israel e para os puro de coração”.
Feito isso, desce olha para si, não em espelho, mas em suas próprias entranhas. Reconhece sua fraqueza ante os prazeres oferecidos pelo mundo –  transitórios do pecado – antecipando-nos sua luta face às ofertas do mundo.
E passa a detalhar para onde seus desejos e sentimentos lhe conduziram: soberba, poder e aparência ou bem-estar apresentados pelos homens: 

Porque eles não sofrem dores; são e robusto é o seu corpo. Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens.

Não nos traz pormenores sobre suas dores, suas angústias e aflições, decerto as tinha, mas reconhece como a aura de poder, a beleza e sabedoria que acompanham os ímpios o encantara. 

E discorre a respeito das características daqueles: 

Saem de seus corações mais que imagina-se;  De sua boca brotam malícia e soberba; Orgulham-se do mal que praticam e propalam ao mundo suas afrontas contra o Altíssimo. 



Por isso são idolatrados, seguidos por muitos outros que aprendem com eles a desafiar a Deus, que veem o  progresso do mal sem qualquer punição. E dizem: 

Como o sabe Deus? e: Há conhecimento no Altíssimo?”. Em coro desdenham da justiça e do poder santo de Deus. 

E, por fim, o salmista nomina-os: “estes são os ímpios”.
Sem dúvidas temos que reconhecer que a impiedade não se detém nos meios, em sua busca por resultados, afugentam qualquer ética que dificulte o acumular de riquezas. Os pensamentos ímpios buscam a vantagem.  Sempre tranquilos, não se importam, senão nos prazeres, não hesitam em fraudar. Repito o salmista: “estes são os ímpios”.
Pensara – um dia, lemos:
·         Adianta conservar o coração íntegro ou preciso agir como eles?
·         Preciso manter minhas mãos limpas, ou posso trazer sangue entre meus dedos? 

E retoma maravilhosamente para redação santa:

“Se assim tivesse dito teria traído os santos que me antecederam, e mais, envergonharia àqueles que dia a dia enfrentam os mesmo dilemas, e resistem graças e no nome do Santo”. 

Mas tais circunstâncias não são coisas de somenos, devem ser consideradas. Não à luz do esforço pessoal, da lógica religiosa… devemos nos achegar ao Senhor e considerar seus planos e pensamentos, sua vontade e justiça, que certamente virão. 
E a pena do salmista eterniza a bondade de Deus, seu cuidado com os santos:

“a certeza da tragédia final dos ímpios”.

Ficarão em pânico, desolados; serão desfeitas suas vidas, como um sonho, rapidamente, tudo mudará.
Conforta-nos a meditação do salmista, pois afirma: 

“tais pensamentos – almejar os ideiais ímpios – são produto da amargura do coração; da  brutalidade e ignorância, pois como um animal, à tua presença, pensava apenas nos prazeres passageiros deste mundo, esquecendo-me de tuas promessas, Senhor”.

Regozijam nossos corações com o questionamento com confissão:
A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.

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