Mogi das Cruzes.
04.09.2011

Morreu o Senhor.  Está consumado! O último brado, depois apenas a liturgia perversa da morte. Há silêncio em toda imensidão do universo. Jaz em uma vil cruz o Senhor deste universo. Sobre aquele corpo está a sentença e o registro da perversão humana.
As perguntas em profusão são lançadas aos quatro cantos da terra, como estrelas cadentes trazendo luz sobre nossas mentes sombrias, questionemos:
Por que morreria o autor da vida, aquele em que nele tudo subsiste?
Seria apenas a evidência da maldade contínua do desígnio do coração do homem, em que não há restrição para tudo que intentam fazer?
Por quem viria a vida, a paz? 
O que de Deus podemos aprender naquela cruz?
Nas santas palavras do Senhor aprendemos o amor, a retidão e a justiça…  não haveria também na cruz, além do pranto e dor, toda a justiça, todo o amor? 
Percorramos as sendas de sabedoria do Senhor Deus, deixemo-nos levar pelo Seu Santo Espírito. A Ele tributemos antecipadamente toda a honra, todo louvor, toda glória. 

Leiamos João 19.30 diz: “Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”.
O Senhor em Sua Palavra afirma que a morte é a sua sentença contra o pecador. Todos nascidos de Adão estão sob acertada sentença: a morte. O salário do pecado é a morte ouvimos de lábios infantis em cada uma de nossas salas. Mas, lhes pergunto: Quanto ao meu Senhor? Como foi parar naquela cruz?
Recorramos à sabedoria de Deus, esqueçamos nossas experiências e deduções contaminadas, à Sua palavra, Evangelho de Lucas, cap. 1:
“Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai, ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim.”
E mais:
 “este ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
A eternidade santa do Senhor – o Filho do Altíssimo – viria experimentar este mundo caído, este mundo de horror e corrupção.
Não olvidemos: O Filho do Deus Altíssimo, o rei eterno é santo, separado em sua disposição, mas eternamente Deus, é agora humano em sua natureza.
O eterno, transcendente alojou-se na dimensão finita, carente de sua glória, cá esteve. Deixou as marcas de suas alparcas sobre o pó desta terra que não ousaria retê-lo.

Por que morreu então meu Senhor? O Espírito mais nos diz: 
“Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai. “(Jo 10:17-18)
Encontramos um facho de luz que alumia nossas mentes e corações. Palavras de Nosso Senhor: “Ninguém a tira de mim, eu de mim mesmo a dou”. O Santo eterno ofereceu-se voluntariamente para morrer. O profeta Isaías afirma que Ele não cometeu injustiça, nem houve dolo de sua boca (53.9).

Sigamos pela vereda do justo que está clareando mais e mais. “Está consumado, e rendeu o espírito”: O meu Deus se deu à morte. Mesmo assim há mistério em demasia, pois nada, nem ninguém, poderia tirar a vida do Eterno : Mas o Senhor morreu!!
Mais luz a nos iluminar nessa manhã: “Foi da vontade do Senhor… se puser como oferta pelo pecado… e a vontade do Senhor prosperará em suas mãos”. (Is 53.10)
Não podemos negar, diante estamos de um plano de sangue, morte, justiça e vida. A morte de Jesus abre o cenário de glória de SI mesmo… e inexplicavelmente nos incluiu. 

Glória ao Senhor!
Ainda o profeta Isaías (cap. 53), diz: 
“ferido por causa da transgressão do meu povo”. Precisamos mais saber sobre a ferida de nosso Senhor. “meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si.”

E mais:
mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu”. (11,12).
Sim, as Santas Letras confortam coração, confortam a alma. Nosso Deus, em amor e misericórdia, ofereceu-se voluntariamente para morrer por causa de minha transgressão, por causa de meus pecados, por causa da minha miséria, resolveu tomar meu lugar…e nada poderia fazer e nada fiz.
Nossa Oração é que nos arrependamos, choremos, ergamos aos céus nossos pedidos de misericórdia, pois é grande o nosso pecado. A vida de Deus em lugar de nossas transgressões. Como entender tão grande amor?

Como Pedro falemos: “Afasta-te de mim Senhor, pois sou pecador!”. 
Sim, naquele madeiro de Sua morte, está a nossa vida. Naquele madeiro não apenas estava escrito: Jesus Cristo, o nazareno, rei dos judeus. Naquele madeiro estava escrito com sangue nossos nomes e milhões de outros nomes pelos quais o Senhor deixou-se à morte, homens, mulheres, crianças que arrependidos, prateariam dizendo: “Dá-me de beber essa água”.
Está consumado, nada há para ser feito. Rejubilam os céus, e salmodiemos, pois o nosso Deus assim o quis. 

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