Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?  E, se é com dificuldade que o justo se salva, onde vai o ímpio, sim, o pecador? (1 Pe 4.17)


O texto dentro de um questionamento mais amplo, afirma a iminência do juízo de Deus, portanto, nos traz o tempo como unidade de atenção.

E mais, “primeiro vem sobre nós”. Inclui-nos nesse processo grandioso.


Depois, sabiamente, questiona: “qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus”?
Categoriza para os leitores: justos e ímpios. E, não há mais outras categorias com as quais pudesse incluir a humanidade com tanta clareza. 
Todos nós estamos incluídos: ou justos ou ímpios, pecadores.

O que acontecerá com o mundo? E o que acontecerá comigo daqui a cem anos? É uma pergunta sensata a ser feita, mesmo que constrangedora. 
Os sábios evitam falar sobre o futuro, os ímpios evitam ouvir… e nós negligenciamos anunciá-lo.

Mas, devemos bater à porta do tempo, lembrar às pessoas sobre a eternidade. Temos colocado o tempo, a vinda do Senhor no final da fila do cotidiano das pessoas… e das nossas responsabilidades

Mas, estamos aqui, servos do Senhor para trazer à memória de todos. 


Um simples fato justifica a insistência: é o local – local mesmo – onde todos nós estaremos – justo e ímpios.

Devíamos. mas não mais falamos a todos sobre a razão de nossa esperança. Não subimos nos eirados e proclamamos: “perto está o Senhor”, “estaremos para sempre com Ele”.

Quais os motivos para negligenciarmos a vinda do Senhor?  Nossa inocência? Nossos prazeres cotidianos? Os  sonhos de conquistas pessoais?

Não sei. Apenas sei que a Igreja do Senhor não mais anuncia Sua vinda. Está entretida com o caminhar do mundo, com os olhos e corações fincados na terra. 


Nossa pátria celestial não apenas saiu de nossas prioridades, mas, saiu de nossas mentes.

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (Fp 3:20)

  
Poucas pessoas pensam a respeito do tempo futuro, do céu, a respeito do encontro com o Senhor. Deixamos de anunciar todo o desígnio do Santo. 


A cada dia que passa, mais nos acomodamos na rodas do mundo, somos confundidos com o mundo.

Contrário às Escrituras, nossa esperança está cada vez mais longe, estamos desconhecendo – e desafiando – o tempo.

E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes. (Rm 13:11)

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