Nenhum crente no Senhor – acredito eu – deixa de ser pressionado pelo questionamento de saber-se fazendo a vontade do Altíssimo. São várias as situações e circunstâncias em que refletimos se tal escolha, tal comportamento ou opinião, realmente, refletiu a glória de Deus. 

Sabendo quem sou (Rm 7), sei que nem tudo será dúvida ou constrangimento, mas ambos devem ser sentinelas da vida cristã. E, se assim, não pensamos, somos crianças na fé, ainda sorvendo leite, pois incapazes somos de algo mais sólido (1 Co 3.2)

Por várias vezes tenho inveja da dedicação e disposição de servos de Deus que conheço, que os leio ou, mesmo, que ouço de terceiros. Homens que estão, efetivamente, oferecendo-se sobre o altar como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor (Rm 12), e por esses dou glórias.

Lembro-me de quando o Senhor me apresentou Hebreus, marejaram meus olhos e pesou meu coração: “homens os quais o mundo não era digno” (11.38). Para benefício nosso essa galeria de homens ainda não foi encerrada, há milhões de anônimos do Senhor que Cristo neles vive (efetivamente).

Mas, não me causa surpresa encontrar pessoas com “suas convicções”, e por elas desenharem suas vidas, sem aceitarem confrontações da palavra do Senhor, pois, se percebem em pleno acordo com os santos propósitos de Deus. Talvez, se proponham à estágios de santidade além dos escritos sagrados.  

Ao contrário disso, na leitura da vida do Mestre encontramos por várias vezes, quase uma obsessão, a sua disposição em saber e fazer a vontade do Pai. Não seria um bom referencial para nossas vidas?

No mundo religiosos, ao “aprendermos uma conduta” agradável, somos incapazes de dela abrirmos mão em favor do irmão mais fraco (1 Co 8.11). Equivocadamente chamamos de maturidade o descaso – ou desamor – para com os demais irmãos. Muitas vezes negamos-lhes a oportunidade de instruí-los, ou a oportunidade de sofrermos por eles.

Por mais paradoxal que pareça, vivemos dias em que uma multidão de crentes vive sem a pressão do questionamento sobre satisfazer a vontade de Deus. Vivemos com “condutas aprendidas”, pensando-nos sábios, criando guetos, sentimo-nos fortes (é o fermento!).

É necessário refletir aos pés do Senhor:
Se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. (1 Co 8:2)
Há imensidão, mistério e sabedoria envolvendo a vontade de Deus. Não sabemos sua extensão, tampouco seu desdobramentos. Portanto, a soberba ou o descaso (dupla perigosa) não cooperam para a satisfação do nosso Deus.
Parece-me que o caminho mais simples para trilharmos na busca de fazer a vontade de Deus é aprender a Sua palavra, para aplicá-la em benefício daqueles por quem Cristo morreu (pois este é um dos propósitos da salvação)
E com prudência, repetir o Mestre:
Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. (Lc 22:42)
E que continuemos pressionados.

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