No livro de Atos dos Apóstolos, no cap. 5. 17-28 registra que se levantou grande perseguição aos crentes. Os sacerdotes tomados de inveja tentavam impedi-los da proclamação da “palavra da vida”. A morte levantando-se para a desafiar a vida e ocultar, como se possível fosse. Contrapondo-se a tal imposição de calarem-se, afirmaram: “antes importa obedecer a Deus que aos homens”. 

O que viria ser a obediência a Deus? Aqueles homens ao combaterem os primeiros crentes o faziam em nome de Deus! Não estariam eles também obedecendo a Deus?

Temos assim grande oportunidade de aprender sobre obediência a Deus!

Sabemos que uma grande multidão afirma obedecer a Deus, católicos, espíritas, testemunhas de Jeová… até ímpios declarados levantam mãos aos céus e coreografam bisonhas liturgias “em nome de Deus”. São confiáveis tais manifestações?

Nosso texto é suficiente, a ele pois!  Reconheço que não é algo simples de convencimento, mas devemos aprender com Pedro e os demais apóstolos.

Comecemos com a bondade oferecida pelo Espírito Santo ao separar apenas 3 versos – 30, 31 e 32 para nos agraciar com um sumário dos princípios da obediência. Podemos assim concluir, pois, a argumentação inicia e logo é interrompida pela manifestação dos ouvintes: “enfureceram e queriam matá-los”

Esse brevíssimo discurso é a argumentação de Pedro e dos apóstolos na convicção que por meio dele obedeceriam a Deus e não aos homens. 


Que nossa oração seja para que o Senhor nos conduza à sabedoria e por ela à obediência, sem detenças religiosas.

Identificar e separar nosso Deus
O v. 30 inicia com a identificação e poder de Deus: “Deus de nossos pais”. Ao identificarem a Deus, não O agregam àqueles homens, não O relacionam a fé defendida por eles. Mesmo que utilize “nossos pais” como um ponto comum nenhuma barganha ou apelo é feito para caminharem por sendas do engôdo ecumênico. 

O discurso proferido não os inclui, nem é feita qualquer tentativa de conciliação ou concessão. O Deus em voga, pelo uso de termo “nossos pais”, garante a identidade racial, reconhece as promessas nacionais, ao mesmo tempo em que reafirma o distanciamento espiritual.

Isto garante que se havia disposição em obedecer a Deus por parte dos judeus, essa obediência dirigia-se a outro deus, que não o Senhor. O Deus de Israel, Deus das promessas é o Deus a quem se referem Pedro e os apóstolos sem qualquer identidade com o deus dos judeus, da hipocrisia, da falsidade devocional.

O poder Deus
A segunda parte do texto: “Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus”, reporta-se ao poder de Deus. A ressurreição não representava um fato novo para nação. Dela partia a esperança nacional: o rei eterno, um sacerdócio para todo sempre e mais, da ressurreição no “Último dia”. Todas essas promessas assentavam-se no poder de Deus. Assim, a ressurreição de Jesus mais reafirmava o poder de Deus, mas O identificava como o autor da vida, Aquele que está acima da morte, e sobre ela tem poder.  

Identificar, qualificar e separar-se do pecador
Ao seguirmos para o texto: “a quem vos matastes” observa-se que Pedro não oferece trégua aos ímpios, aos seus opositores, não busca uma posição de acordo. Fervilha no coração daqueles homens a disposição da morte contra vida. Pedro não hesita em confrontá-los e definir a separação que havia entre eles: semeadores da morte e semeadores da vida.

O senhorio de Cristo
Novamente Deus em seu poder chega ao texto: “com sua destra o exaltou a Príncipe e Salvador”. Põe por terra a inocuidade da intenção do coração pecador. Mesmo sendo aqueles homens inimigos de Deus, a oferta da salvação que Deus propôs em Seu Filho estava posta àqueles homens. Em seus próprios caminhos de escuridão não percebiam a luz que diante deles estava luzia, renitentes na tentativa de destruir as obras da vida, da salvação.

Necessário era proclamar que Jesus a quem levaram ao madeiro, não ficara sob o poder da morte, Deus o EXALTARA acima de todo poder. Para todo o sempre, Jesus é Senhor de todos, e todos O confessarão nos céus, abaixo dos céus para louvor e glória do Altíssimo.

A obediência prática ou pagando o preço
Não pensemos que a servidão ao Senhor ficam apenas nas palavras. “Açoitaram e, ordenaram que não mais falassem no nome de Jesus”, as palavras a vida dos apóstolos estavam entremeadas. Viviam vidas sem a “sabedoria religiosa, a ética da conveniência, a mundanização dos costumes”.

E bem podemos ler que a obediência prática é a manifestação da outorga do Espírito Santo –  selo do Senhor. O regozijo da dignidade da dor e de saber-se à parte daquele grupo é expressão da obediência a Deus. 

Fazer a vontade de Deus sem que completemos os sofrimentos de Cristo, nos faz apenas evangélicos, jamais servos.

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