Mogi das Cruzes – Sp


Chega-se ao fim do ano e impossível é não perceber o clima de natal chegando e partindo em todas as direções, chegam pelas frestas, saem pelas vielas, penetram nas mentes, fluem nos lábios e corações. Mesmo que a ideia original esteja relacionada a nascimento (natal vem de natalidade, devemos lembrar!) pouco se prende, ou mesmo está vinculada a nascimento, muito menos ao de Cristo. E isso é  muito bom!

Agrada-me, cada vez mais, perceber que as pessoas utilizam-se desse momento e com seus corações ávidos rasgam-se em busca da satisfação pessoal, pois assim estão mais adequadas ao cerne de sua natureza e propósito. Vejo, dessa forma, que há mais sinceridade nesses celebrantes que na multidão “religiosa” que finge tributar a Deus sua festança natalina.  Nestes há hipocrisia e naqueles ignorância. 

Como é possível, depois de conhecermos a Jesus verdadeiramente, estabelecer qualquer relação entre o nascimento do Senhor e o embuste natalino? E mais, que justificativa temos em celebrar o nascimento de Nosso Senhor e em dezembro? Senão por puro mundanismo?

Vejo igrejas “evangélicas” alinhadas com o mundo, fantasiarem-se de natal, estranhamente penduram anjos com asas, as alegorias, as árvores natalinas, bolas, grinaldas e todo palavreado sentimental de boas-festas (Nem sei se o bom velhinho não compartilha o espaço com presépios da “sagrada família”). Leio ao fundo, exigindo reverência: “Cale-se diante Dele toda a terra”; ofertam a Deus o que é próprio de César.

Nisso, vejo Deus permitindo aos homens resgatarem do natal seu verdadeiro caráter,  desqualificando qualquer vínculo ao cristianismo. 


A comemoração é estampada em salas reluzentes e piscantes, cozinhas efervescentes, Shopping superlotados, crianças transloucadas exigindo dos pais os últimos lançamentos da última doidice virtual, bares repletos de bêbados em brindes pelo brinde, adúlteros em leitos natalinos, fazem assim sua felicidade e esperança parecerem honestas.


Viva o natal!

Comemoram todos, a festa dos homens celebrando o próprio homem e sua autonomia(?). Nada há senão a liturgia de beber, comer para amanhã estarem mortos… e com eles a igreja que se diz do Senhor!


Viva o natal!


Graças a Deus, eis diante de nós o verdadeiro natal: sem Jesus, sem Deus, sem esperança, esse sim é o natal.

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