É de grande proveito e aprendizado, quando frente às Escrituras, buscarmos retirar dos textos os detalhes sobre as relações, as pessoas, as circunstâncias, os ambientes.

Isso nos permite o benefício de alinhar nossa mente aos contextos, assim adentrar por cenários que jamais vimos, que jamais veremos, mas que de uma forma especial, o Espírito de Deus nos permite. E, além evitarmos erros grosseiros ainda experimentamos, mesmo que minimamente, limitarmos nossa imaginação ao que foi eternizado pelas Escrituras… o que é bom e agradável ao Senhor.


Percorremos sendas que desvendam nossa pequenez, assim, reconhecemos quão pouco podemos tributar ao Altíssimo.

Graças ao Senhor que não se realiza por meio de nosso tributo de louvor e adoração!

Vamos pois, aos versículos anteriores ao texto lido (Jo 6.58-71) e observarmos o que nos é dito: 

“Murmuravam dele os Judeus” (41); “Disputavam entre eles os judeus” (52) e no verso 59, lemos “quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum”. 

Temos, pois, as pessoas, o local, o propósito do Senhor… semelhante ao temos hoje em milhões de locais pelo mundo.

E mais, no v. 67, é incluído o termo “aos doze”. 

O ensino que é proposto vem da insatisfação dos ouvinte do Senhor: 

Duro é este discurso, quem pode ouvir? 

São dois grupos distintos, exige que empreguemos esforço para tirarmos proveito nesta noite.

Que o Senhor seja bondoso com todos nós, dando-nos a medida certa de sabedoria e humildade, para que não pensemos saber e ser mais que o necessário.

Quem é o primeiro grupo que rejeitava os ensinamentos do Senhor? Os judeus.

Homens religiosos que propalavam seu relacionamento com Deus como exclusivo; recebido de seus pais, de seus mestres, aprendido a cada esquina, ouvido nas sinagogas, nos corredores do Templo, nas refeições. Essa convicção fazia parte de seu dia, nada era questionado, tudo que seus olhos viam, que seus ouvidos ouviam dava-lhes a convicção da verdade. Acostumaram-se com as tradições e regras, percebiam-se exclusivos, “próximos de Deus”. 

Impossível pois, que essa conduta diária, esse ambiente nacional e disposição mental não os conduzisse à soberba. 


Usufruíam de uma vida prática e devocional que não precisavam da palavra do próprio Deus.

Mesmo se sentindo interiormente inseguros, desafiavam qualquer um que apresentasse argumentos contrários aos seus conhecimentos tradicionais. O desejo de defender sua prática pessoal estava acima da busca pela verdade.

A despeito de seu vazio interior, mobilizavam-se por fazer discípulos, ainda que apresentassem suas regras religiosas sem esperança, sem sustentação, rejeitando tudo que confrontasse sua verdade baseada na prática. Não aceitavam substituir o status, a projeção, as conquistas pela esperança. A análise fria das circunstâncias envolvidas não lhes levava a nenhum outro resultado senão prejuízo social e financeiro. 


Esse cenário se multiplica diante de nossos olhos, conforme está escrito: 

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos ,e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. (2Tm 4:4)

Podemos perguntar novamente: 

Quem ouvirá este discurso? 

Ouvirão os escolhidos, até os falsos discípulos e ninguém mais.

Advirto-os: Há muito a perder por seguir a Cristo.

Que fiquem com sua religião, que fiquem com sua posição social, que fiquem com sua infelicidade. 

A eternidade lhes sobrevirá como paga.  

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