Quando raciocinamos levando em conta a linha do tempo é impossível desconsiderar-se a relação que há entre a esperança e o futuro. Assim, obrigados estamos de associar esperança ao futuro.

Muitos desprezam a tese com argumentos infantis, outros fazem uso de sofismas bem elaborados na tentativa de romper os grilhões que unem a esperança e o amanhã. Não se apercebem que tentam lançar a fé no espaço vazio, subtraindo-lhe a espiritualidade exigida por ela (esperança).

Esses, estranhamente, rejeitam o imbricado que há na Salvação e na Escatologia, aproximam-se dos defensores da fé católica romana, um conjunto de palavras sem sentido, esperança sem esperança, apenas fraseologia… e vazio interior.

Tenho o privilégio de conhecer crentes, servos do Senhor, com evidência de salvação sem  possuírem, ou não terem clareza quanto ao plano de Deus para humanidade. Desconversam garantindo que é coisa de somenos, fincam a esperança apenas para o momento presente. 

Acho que assim negligenciam a verdadeira esperança da salvação, pois não permitem o que Deus tem reservado para aqueles a quem ama.

Ao defenderem essa posição, esquecem-se da impossibilidade de dissecar o tempo ao ponto de sabermos quando começou o futuro, e em que ponto estamos dentro da história divina. Colocam no presente todo o esforço e esperança (que é espiritual) do cristianismo. Roubam do cristianismo o tempo futuro. Almejam isolarem-se mentalmente do porvir. Desvinculam-se da história ainda a ser cumprida pela Igreja, pelas nações do mundo; de certa forma, mesmo crendo na soberania de Deus, não perscrutam os planos do Senhor, excluem a esperança do domínio de Deus… e  isso é muito estranho.

Ao olharmos o cenário evangélico, quase nada se lê a respeito da vinda do Senhor, quase não se ouve, de púlpitos inflamados, o anunciar do tempo que vivemos, da iminência de sua vinda (muitos chamam até de “volta”). Vive-se como se o Senhor não estivesse às portas, convive-se com uma esperança desvinculada dos planos de Deus.  

Uma pergunta urge: O que é essa esperança?

Já que ela não alcança o futuro, não se relaciona com a eternidade, seria ela uma “força especial” para conquistas sociais, econômicas, acadêmicas ou políticas para o presente século em que vivemos e nada mais?

Se assim for, essa disposição mental não tem seus frutos provindo das Escrituras, pelo contrário dela saem mensagens que servem de guia para nossa esperança.

Orienta-nos sobre a necessidade de confiança e discernimento em Sua vinda

E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. (1 Jo 2:28)


Sobre o caráter cristão a ser evidenciado até sua vinda.

Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor.  (Tg 5:7)

Sobre as recompensas que haverá em Sua vinda

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.( 2Tm 4:8)

Sobre sua vinda ser para vivos e mortos

Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. (1Ts 4:15)


E por fim, esclarece-nos sobre a natureza de nossa (cristã) esperança.
Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (Fp 3:20)

Com é estranha e externa às Escrituras o que temos visto sobre a esperança evangélica!!!!

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