Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem. (Sl 14:1)
A natureza humana, ao longo da história, tem caminhado em direção ao aprofundamento de sua maldade e destruição. Não há pessimismo na frase, pelo contrário, a realidade impõe tal conclusão.
  
Voltemos nossos olhos para o contexto em que vivemos, tudo está impregnado dos conceitos e valores livres dos critérios do senso, da razão. 
Oportunamente, o homem tomou – ou criou – tais possibilidades e assim rompeu os limites do razoável. Para além desses limites romperam-se, as barreiras morais, religiosas e éticas, tudo foi lançado na sarjeta.
A vida recente foi implodida, desfez-se, o homem recriou-se, trazendo consigo o imponderável.
Não sem propósito, é isso é o sintoma da tentativa de preencher o vazio de seu coração – embora negue – e sem norte, oferece-se como senhor de si mesmo, senhor de seu destino, é a nova vida auto oferecida.
Embora não saiba, toda essa nova vida está presa a experiência da sensação: a sabedoria, o prazer físico e de propriedade. (Projeta-se como arquiteto da vida, e tudo gira em torno da “realização do homem” aqui e agora).
É a consolidação do ideal: o senhorio humano sobre toda a terra – proposta de satanás recusada por Jesus. Não sairá, o homem, dessa aventura, pagará um alto preço.
Cada um travestido de seus ideais, adota comportamentos sem qualquer vínculo com moral. São dias da “liberdade para felicidade”.Não há regras ou limites para que o homem busque aquilo que ele próprio mensurou como felicidade.
Tudo que excite suas sensações bate à porta de sua felicidade: Pular pendurado pelos pés por uma corda de uma altura de 80 metros; saltar de casa em casa como um pirilampo; entrar em uma gaiola com um tubarão; subir ao mais alto cume; injetar-se, fumar, beber… tudo é felicidade.
Nessa encruzilhada do devaneio da autossuficiência pela excitação e o retorno à sensatez, o homem, mantendo seu ideal de autonomia, iniciou um novo momento da história humana.
Estamos frente a um novo homem, livres dos grilhões da razão, descartou a vida, que passou a ser apenas um meio  de sair em busca das sensações. (Seu portal de acesso a deus).
A vida pode ser resumida em apenas um momento de estupidez, um momento de emoção.
O novo homem continua perdido em seu caminho de liberdade. 

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