“Jesus disse: Sem mim nada podeis! (Jo 15.5)”
Os textos sobre o homem, seu poder, sua capacidade ou força, sempre  são observações feitas dentro de circunstâncias corriqueiras, dentro daquilo que o nosso conhecimento e capacidade nos permitem.


Na busca de evidenciar o poder humano, tem sido criadas as mais “questionáveis” teses. Em canal fechado ouvi um cientista afirmar da possibilidade do inorgânico gerar o orgânico, ou seja uma variante desajustada da autogênese. Já que alguém afirmou que a vida não gera dela própria, agora o sem vida, gera a vida. 


Qualquer dia sugerem que a morte é anterior à vida – os espíritas já defendem tal heresia!


Essas investidas tem um propósito bem definido: excluir o Deus criador. E para tanto, o homem é o centro de todas as coisas, com sua sabedoria e poder. Toda verdade é retirada da cesta de variedades da ciência humana. 
Espalham-se por todas as direções os fachos da grandeza humana, sua autodeterminação e poder. 


Não há limites para o homem, dizem – mas o dizem sem pensar, pois há limites, e limites significativos. Quando se exaltam a autonomia e capacidade humanas, em gritante desonestidade lógica, omite-se o poder da morte. 


É necessário alardear que a invencível morte zomba das honrarias (auto) concedidas ao homem!


Ninguém – com o mínimo de razoabilidade – sugere a autonomia além desta vida. Ninguém cogita o poder de  “ver quem ressuscita primeiro”, pois, cogitaríamos o “além do que podemos”. 

Esbarramos no limite da vida, todo nosso poder e autonomia estão presos aos limiares dessa existência. Isto porque sabemos – ou deveríamos sabê-lo – que nada podemos em relação ao poder da morte. Nossas capacidades subjazem  à morte, encerrados estamos ao consumo de uma vida que se esvai. 
Reconhecemos – mesmo que esquivem do tema – que somos completamente incapazes de aventar algum projeto pessoal além dessa vida. Todos somos reféns dos limites pétreos da vida… e não temos qualquer poder sobre ela. 
Logo, o texto sagrado traz um desafio para todos, pois conduz à crise: ou o desconforto – do reconhecimento da limitação humana – ou a idiotia – desprezar a verdade.
Segundo as palavras de Jesus somos impotentes ou incapazes para realizarmos, de nós mesmos, algo que nos promova vida.
A vida não nos pertence! 
Não a geramos, nem dispomos de poder algum para mantê-la!
Somos insuficientes, somos incapazes de produzir vida em nós e de nós mesmos. 

Assim, devemos reconhecer o que o texto afirma: “sem mim nada podeis!”
A vida que conhecemos, e a que não conhecemos, foi gerada pelo Senhor Jesus, o criador das coisas visíveis e invisíveis.

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