Vive-se o cotidiano cada vez mais sob as expensas de um intricado mundo de tecnologia, e irreversivelmente, mais e mais estará em nossas vidas. Hei de reconhecer das muitas vantagens e facilidades práticas decorrentes desse novo ambiente.
Contudo, clara fica a pasteurização do homem e tecnologia. Perceptível ou não, paira no ar uma certa servidão humana impelindo as mentes à novidade. O frenesi do instantâneo, da exposição, obriga a cada um aportar em mundos de mentirinhas, com vestes reais (de realeza) e, sob o tapete, a vida continua. 

Todo universo das verdades ou valores estáveis caiu em desuso, imperativo tornou-se a reconstrução de tudo.
A cada suspiro ou espirro precisa-se comunicá-lo em escala global: a inutilidade ganhou importância estratégica para sobrevivência e comunicação humana. Todos deram a si próprios a grandeza necessária para viverem “coletivamente”.
Desta forma não foi garantida e vida eterna, mas a juventude eterna, sim. Todos raciocinam como se adolescentes fossem.
É possível afirmar que hoje há um novo homem, urgido e impresso pela tecnologia, diametral ao homem dos anos 50 ou 60. Assim, uma nova cosmovisão está construída, uma nova conduta está posta.
Por meio de uma nova e revolucionária proposta a vida é ofertada nas bandejas da facilidade tecnológica. Pode-se ser mais feliz, pode-se mais facilmente obter paz, basta-lhes a si mesmos, basta-lhes um “touch”. 

O coletivo sem alma e sem amor fragmenta e engana a solidão do indivíduo.
O novo mundo das facilidades permitiu uma disposição mental do teclar e realizar. Tudo está a apenas um “touch”, assim, adeus homem velho.
Se, porém, os conflitos e mazelas sociais e emocionais, particulares ou coletivos permanecem à solta, havemos de reconhecer que ainda habita no interior dessa pseudo-criação os mesmos ideais de felicidade, paz, prazer e liberdade… e eternidade.  E mais, continuam a demandar suas carências. O homem “touch” continua com coração humano.
Proclama-se à todas as alturas, em todas as direções a independência humana dos valores “tradicionais”, e constrói-se com toda empáfia um homem não humano. 

Regozijam-se os sábios e evidenciam sua revolta contra o Criador rejeitando a criação original.
Afirmo que está à porta o irrompimento de um conflito entre os anseios mais legítimos (alguns podem chamá-lo de primitivos) humanos e a fugacidade exterior desse novo homem.
Se tudo está a um “touch”, conclui-se que a intimidade com o universo é completa, que o poder é ilimitado. Esse novo homem está acima das estrelas, a pseudo-criação se propõe semelhante ao Altíssimo.
Ecoam versos eternos:
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Is 14:13-14) 
Na eternidade virá a resposta conclusiva a respeito desse conflito entre o humano e novo homem, o “touch”.

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