Diz o néscio no seu coração: Não há Deus.  (Sl 14:1)


Neste post, mais que apenas uma ideia circunscrita aos cenários eclesiásticos, o termo religiosidade é tratado como um conjunto de princípios e valores que formam expressão cotidiana das pessoas, .

Resolvi atribuir-lhe tal significado por observar que tem sido cada vez mais frequente no cotidiano das pessoas, seja na linguagem, seja no comportamento, o uso de valores ou simbologias religiosas para se expressarem, justificarem ou avaliarem o derredor.

Assim, mesmo que equivocadamente, as pessoas vivem suas vidas utilizando-se de mantos e mantras religiosos – “fica com Deus”; “Deus é pai”; “graças a Deus” etc. E quando inqueridos sobre esse abuso -ignorância religiosa -afirmam por meio da argumentação religiosa ou antirreligiosa – “todos tem direito a acreditarem em Deus do seu jeito”. Logo, estamos diante de um cenário cujo protagonista é o homem da religião contemporânea (fusão do secularismo – personalismo – com a religião natural – soberba).

Inicio identificando que há um princípio que guia esse homem (essa mente): a suposta bondade inerente do ser humano.

Ao afirmar que Madre Teresa de Calcutá foi uma pessoa sem compreensão de Deus, que agiu movida por um humanismo louvável, mas completamente à parte do cristianismo bíblico, estaremos contrariando pessoas (religiosas ou não); Dizer que Pe. Fábio, Silas Malafaia são enganadores, mais contrários virão, e de todos os lados, fundamentados na “religiosidade do homem moderno”.

Mesmo contrariando a inquirição mais sensata da razão, que reconhece o caos do mundo em derredor, o homem caminha como se conduzisse em seu coração uma fonte perene de bondade e retidão.

Para manter viva tal religiosidade, a mente humana tomou a si mesma como parâmetro de conduta e pensamento. Consequência inevitável da soberba que o coloca como acervo de todo o conhecimento necessário para discernir e praticar o bem, evitando o mal. O mal não é uma questão moral, mas sim,  produto da ignorância, do despreparo cultural – e o homem objeto desta publicação está livre dessa condição [sic]. Pelo contrário, outorgou-se  o senhor de seu destino, onde a busca e obtenção da verdade são feitas pela autorreflexão e interesse próprio.

Tal cenário, por flutuam em vagas infindáveis, concede a cada um o direito de possuir “sua verdade” e alija completamente a existência de uma verdade absoluta. As divergências de conclusão são aceitas, mas o conflito quanto ao método, que poria em riscos “o senhorio” do homem religioso, é impensável.  O homem não abre mão de defender sua capacidade de saber por si só a verdade, o bem e o mal.

Assim, descendo ladeira abaixo em sua convicção e conveniência, zombam da “religião com base nas Escrituras”, acham-na desajustada ao “relativismo” desses dias, colocam-se  – ou refugiam-se – em patamares acima dessas coisas. Esgueiram-se por becos e vielas onde sentem-se seguros para evitar  qualquer tentativa de discuti-la com bases em modelos adequados ao escrutínio da verdade. 

Aproveitam-se da Escrituras apenas como mais uma fonte de arranjos morais e filosóficos. Apropriam-se delas fazem-se deus, usam-na para benefício próprio.

Para esses, nelas não estão o Senhor Deus, criador de todas as coisas, o Justo Juiz que julgará a todos que vivem impiamente. 

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