Nos domingos reservamos um tempo para falar do autor dele. 
Falamos da vida, da esperança, da espera daquele grande e glorioso dia, quando estaremos face a face com o Senhor do tempo, Senhor da vida, Senhor da morte.

É domingo, celebramos a vida, enquanto milhões abrandam seus corações na desesperança. Banqueteiam-se na morte.

Quem éramos e quem somos.
 O que fez o Altíssimo conosco – que bondade é essa?

Voltemos à cruz: A lança da misericórdia e a reedição da desonra imposta foram desnecessárias, o Senhor já se entregara a morte.
“Jesus está morto”, balbuciaram lábios – não sabiam que fincavam suas palavras para todo sempre.

Da carne vil do FILHO de DEUS, o Deus eterno descem água e o sangue. 
O corpo da humanidade vil  manifesta o estertor da vida que abrigou o Criador.  
O transcendente e eterno preso ao finito, ao mortal.

Por bocas ímpias lemos: 
Verdadeiramente este era filho de Deus”. (Mateus 27.54). 

Na ignorância há pouco temor e aqueles homens conduziram o FILHO de Deus à cruz do calvário!

A inimizade e ódio contra DEUS marcharam unidos. 
Manifesto meu humano espanto com o que faz o ódio contra Deus.

Um corpo inerte pendurado, desfigurada figura humana, comemora o horror algoz. 
Emudeço e contemplo a  obra do coração humano: o que faz o ódio contra Deus.

CONSUMADO ESTÁ!!

Manifesto meu humano espanto com o que faz o ódio contra Deus.

Desfaz-se a esperança, inerte o Senhor do Universo. 
Jaz, traspassado aquele que havia de redimir Israel.

Nada O difere daqueles malfeitores que compartilharam de seus últimos momentos, 
uma cruz em cada lado.
Nada há naquele corpo inerte que não seja humano.

Há anônimo horror: cruz, sangue e corpos quebrados, 
sobra apenas a liturgia escura da morte. 

O túmulo é o desfecho final… 
mais algumas horas e virá a escuridão e também a noite. 
Jaz em uma cova, jaz o Deus eterno. 
Assim está, assim ficará… 
a morte é única esperança de toda a humanidade – 
é a esperança contra Deus. 

Ao pó voltará, Aquele que do pó não veio?

Ecoa eternamente com a luz, o dia: 
“Por que buscais entre os mortos aquele que vive?” (Lc 24.5).

Meu Deus é o Senhor da história, 
é o Senhor da vida, 
é o Senhor da morte.  

tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, 
já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele. (Rm 6:9)
Quem éramos e quem somos. O que fez o Altíssimo conosco – que amor é esse?

Já não morremos, já não morreremos… ressuscitamos com Cristo. 

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