e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu. Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade. (Ec 12:7-8)
Não é recente algo que me tem chamado a atenção: as pessoas vivem sem esperança!

Tenho, de certa forma, tentado entender como essas pessoas organizam seus pensamentos e emoções para considerarem os valores que justificam suas vidas. Ou seja o porquê de viver. Percebe-se que a soberba inebriou a mente humana, levando a todos reconceituarem o que estava estabelecido, as verdades, os significados foram revistos para darem “sentido” à vida. Talvez isso, seja premido pela necessidade de construir uma “esperança particular” dentro de uma realidade onde não há esperança.

Precisamos rever o que é esperança, pois ela foi subvertida pelos humores da vaidade.

A ESPERANÇA. A esperança, obrigatoriamente, pressupõe tempo, uma meta, dependência de outrem e de eventos. A esperança, que sustentou, sustenta e sustentará a vida, é a brisa que sopra dos lábios da promessa. Se ela, a esperança, tem como base a conquista pessoal, o esforço devemos chamá-la de recompensa e não de esperança. A esperança sobrevive e ganha força pelo poder de quem prometeu, por sua capacidade de cumpri-la. A esperança, mesmo que vívida em nosso interior, deve se sustentar em um agente externo.

A OBRIGAÇÃO COMO ESPERANÇA. Se estabelecemos uma meta ou objetivo, onde não dependemos de ninguém, que podemos fazê-lo sem qualquer ajuda externa, que a única dependência que existe é o tempo, isso nada tem a ver com esperança. Pode-se no máximo chamar-lhe de  obrigação.  

OS DESEJOS COMO ESPERANÇA. A esperança conhecida e utilizada em nosso contexto precisou ser fragmentada em pequenas porções de tempo, que seu cumprimento ou não pouco efeito trás sobre a satisfação, assim criou-se a “esperança self-service”, cada um monta seu prato e adiciona o tempero que desejar. A despeito disso, olhamos para o lado e encontramos mais pessoas ansiosas e infelizes. Nesse contexto, confunde-se a esperança, com desejos.

Paradoxalmente, o mundo moderno sedento para realização de seus desejos – esperança, é um vazio da verdadeira esperança. Não encontramos pessoas que vivam e consigam medir sua esperança. Anseia-se o prazer e satisfação da vida do “agora”.

A busca pelo prazer, pelo saber, pelo ter transformou a vida que conhecemos apenas em recortes  de satisfação, contudo fez da vida uma existência rumo à solidão, à frustração.

A vaidade contaminou a razão que não percebe que ao pó voltará e lá encerrará sua “esperança”.  

2 comentários em “A vaidade matou a esperança

  1. Não há esperança à um mundo corrompido. O que hoje o homem chama de esperança, são desejos sôfregos com \”esperança\”de consegui-los. É uma constante refrega com o que eu quero; e com o que eu posso conseguir.Em repto a isso, está as Escrituras; onde ela afirma: Que os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como poderá o homem entender o seu próprio caminho?O homem pode fazer muitos planos, mas a resposta final vem dos lábios do Senhor.Assim sendo, como pode um mundo impio ter esperança? Pois o seu tempo é efêmero e triste.\”Porque qual será a esperança do ímpio, quando lhe for cortada a vida, quando Deus lhe arrancar a alma?\” (Jó 27:8)Um grande abraço Reverendo!

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