A quem falarei e testemunharei, para que ouça? Eis que os ouvidos deles estão incircuncisos, e não podem ouvir; eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa, e não gostam dela”. (Jr 6:10)

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Para tristeza ou vergonha nossa, temos dirigido nosso esforço em busca de consolidar nossa vida aqui em baixo, como se não fossemos cidadãos celestes. Convivemos com naturalidade, sem preocupações com ímpios, os quais com tranquilidade e ignorância transitam sem se darem conta da  condenação eterna que paira sobre suas  cabeças.


Pelo contrário, cada vez mais enveredamos pelos meandros dos temas oferecidos ao mundo, cada vez mais sorvemos as “delícias” da falsa sabedoria, que agora nos encantam.

Grande parte do esforço e dedicação do povo de Deus passou a se concentrar nas demandas fúteis do dia-a-dia. Estamos de mãos dadas e até compartilhamos de ideias e ideais do mundo. 

Brilham nossos olhos quando o assunto é futebol, política, cinema e, por incrível que pareça, até sobre os astros e estrelas queremos saber  – pessoas sem qualquer valor moral, sem nenhum respeito pelo nosso Deus.

Somos soldados, mas envolvidos nos negócios dessa vida (2 Tm 2.4).
Quanto à política partidária, muitos acreditam – dizem até ser instrução do Senhor – que irão mudar o mundo por meio da Igreja. Apesar de estranha tal interpretação das Escrituras, percebo que brota de interesse escuso e de tradições. Poder-se-ia avaliar a decadência moral que grassa em todos os recantos do planeta e reconsiderar que há algo errado na prática desse “pressuposto bíblico”.

Essa estranha simbiose do cristianismo e política partidária  só sobrevive por inocência ou desonestidade de seus defensores, pois nenhum outro fundamento pode produzir vida em sistemas tão excludentes.

Desconhecemos os princípios elementares das verdades cristãs. Avaliemos os temas: Justificação, Redenção, Eleição (que é quase um palavrão nesse cristianismo tão centrado no homem), Regeneração e tantos outros. 

Não duvido da existência de burburinhos e notícias palpitantes à época do Senhor e de seus apóstolos: rusgas entre judeus e romanos, encontros subversivos em prol da liberdade de Jerusalém etc. contudo, a esses fatos não foi atribuída importância que justificasse   seu registro nas Escrituras. 

Todo o esforço, toda energia foi dirigida para registro da mensagem de salvação, de santificação, de esperança e morada celestial.

Estamos deixando as Sagradas Letras, trocando-a por cozinhado de lentilhas vermelhas como Esaú (Gn 25.34)

Mas, em nossos dias, contaminados pela “sabedoria” desse presente século, esquecemos  que Deus a fez louca (1 Co 1.20).

Poderíamos corromper o texto para adequar aos nossos dias: “Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se dizem salvos”. 


É uma pena que tenham retirado o texto de Paulo dos assuntos de nosso dia-a-dia.

“Rogo-vos irmãos, pelas misericórdias de Deus, que não vos conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente”. 

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