Recebi um texto, mesmo sua autora negando, falava a respeito de Deus ou da repercussão das religiões entre ao homens.  Refutei-o – uma réplica – e enviei para autora do texto, formalizando o pedido de autorização para publicá-lo, pois anteriormente já havia sido autorizado. Para surpresa minha, ela alegou motivos pessoais e negou. Aceitei seus motivos, estou apenas publicando o e-mail que enviei posteriormente para ela.

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. (Jr 17:9-10)

Inclui o verso acima pois nele o Criador diz o que pensa as inferências humanas a respeito da verdade e de Si próprio.

Segue o e-mail (com pequenas inserções em negritos para maior clareza): 

Não há divergências entre seu pensamento e o meu”. Disse ela

Nossas posições evidenciam conflitos de ideias e são inconciliáveis, o que não é problema. Convivo em ambiente não cristão há bastante tempo,  reconhecendo o direito de termos nossas convicções em separado. Como espero que conheças algum cristão, de fato cristão que deixe claro a distância que há entre seus pensamentos e a pessoa de Deus.

Uma advertência. Julgo que todos tem direito a suas opiniões, contudo ninguém pode estar equivocado quanto aos fatos. 

“Eu não estava falando sobre Deus”. 

Discordo que o tema não seja Deus, mesmo que seja resultado de introspecções pessoais que vc. atribui a Deus, não pode ficar livre de aferições e questionamentos.

Deus e o livre pensamento. Ana é preciso saber que o tema que foi abordado não é objeto de livre pensamento, observações alheatórias da vida, existem informações objetivas da pessoa de Deus – que é uma pessoa, e não um sentimento pessoal e subjetivo.
Seu texto – conhecimento – traz inúmeras inconsistências entre seu Deus subjetivo, que está dentro de cada um, e o Deus revelado nas Escrituras, criador a mantenedor de todas as coisas. E sobre tais inconsistências discorri.

“Não preciso de livros (a Bíblia) para conhecer a Deus”. 

A sua NÃO necessidade de livros para relacionar-se com Deus é um contrassenso acadêmico, pois vc. frequenta aulas sobre filosofia – onde utiliza livros e professores etc. com o propósito do conhecimento  objetivo.  Por que com Deus seria diferente? Deus – que é um ser pessoal – esteve no mundo, andou entre as pessoas, nasceu e viveu no tempo e espaço. Não seria Ele possível de aferição objetiva?


O conhecimento de Deus e a razão humana. Deus nos deixou instrumentos racionais para avaliar a veracidade das Escrituras, o empirismo da introspecção é inadequado e presunçoso. 

Provas históricas do Deus das Escrituras. Perceba a permanência da nação de Israel, a consistência histórica e arqueológica das Escrituras, o cumprimento das profecias ao longo da história humana, são argumentos que estão à disposição de todo aquele que quer seguir a trilha da honestidade acadêmica.

Infantilidade de método. Se Deus revelou-se, e de fato revelou-se, as introspecções postadas a respeito Dele são infantis e descabidas.
Criando um Criador (a partir da observação). O tema não é baseado naquilo que cada um pensa do outro, na piedade humana, no amor humano, esses fundamentos servem para falar do homem e não de Deus. 
A sinceridade não é igual a verdade. Por mais sincero que seja seu texto, ele não é verdadeiro. Sinceridade e verdade não são intrínsecas, falo objetivamente. 

“Muitas pessoas escreveram dando-me apoio”. 

O fato de receber apoio sobre o texto não dá a ele qualidade ou veracidade. A verdade não está em mim ou em ti, mas em Deus. Apenas Ele (sua palavra) é a única instância para avaliação do que é dito sobre Ele. Posso falar a seu respeito com toda minha sinceridade, mas pelo fato de não conhecê-la, incorro em inverdades, e apenas vc. será instância objetiva para aferir minha sinceridade, se verdadeira ou não.

A soberba não qualifica o pensamento. Quando vc. se propôs a escrever sobre Deus, deveria considerar que é um assunto que desconhece, e isso sugeriria um espírito mais humilde.  Talvez reavaliasse a questão e buscasse informação em fontes de maior qualidade e historicidade, que não está nem no meu, nem no seu coração.
A justiça própria como padrão. Você, em seus argumentos, tem-se oferecido como padrão de bondade e isenção, desconfie dele… a eternidade o provará.
Crítica sobre radicalidade religiosa. Acho que mesmo sob  fundamentos diferentes somos radicais – a expressão adequada. 

“Você quer me levar para sua religião”.

Não tenciono, como afirmei anteriormente, conduzi-la a qualquer lugar, meu anseio é defender a verdade de Deus. Você certamente irá para aonde Deus determinou desde toda a eternidade.

Uma advertência: Já estive na condição que estás. E quanto aos princípios que orientam seus argumentos, em épocas passadas os sorvi, e hoje sou capaz de avaliá-los sob o verdadeiro conhecimento de Deus, sei de sua profundidade e consistência.
Um grande abraço  e espero que em novo texto – se é que escreverás novamente – antes tente submetê-lo ao crivo das Escrituras. Volto a lembrar:

“enganoso é o coração”

Paulo


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