Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! 
Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! 
Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro? 
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? 
Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; 
glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Rm 11:33-36)

É desafiador para mente humana a organização e arranjo do conteúdo das Escrituras. Não sem motivo, pois devemos, a princípio, reconhecer que nos textos sagrados deparamo-nos com a mente do Criador de todas as coisas.  Adentramos a uma dimensão de conhecimento único, que está além do que nossa mente pode sistematizar e voluntariamente perscrutar.


A presunção do leitor das Escrituras, costumeiramente, por incapacidade, depreende seu conteúdo sob a chancela da limitação racional. Não raro sou surpreendido (?) com explicações de textos bíblicos que os faz parecer resultados de desarranjos racionais. Perceptível fica a incapacidade humana do reconhecimento da autoria divina dos textos e como consequência constatamos o quanto impossível é para mente natural (humana), minimamente, conhecer a Deus, conhecer a verdade.

A razão humana desenvolve suas ilações subscrita por princípios e regras pétreos. Um desses princípios é que a realidade conhecida é um sistema fechado e que seu conteúdo está em harmonia entre si. Se há uma valor que negue outro, um deles deve ser extirpado para ser mantida a harmonia e fazer “sentido”. Isso é a verdade para muitos.

A razão humana, em seu processo de sistematização da vida, busca agrupar os pares e separar os díspares. Dispõe-se a analisar informações, buscando padrões de identidade, de inter-relacionamentos, pondo-as dentro de quatro paredes os iguais, deixando de fora os “desiguais”.

Tudo que pensamos e conhecemos tem como base sistemas fechados, e não concebemos  outra forma de “verdade”.


De outra forma poderíamos dizer, vive-se conciliando o aceitável e rejeitando seus contrários. A racionalidade operando por meio desse modelo exige um sistema fechado, e nele apenas o conciliável. 

Minha – velha e natural –  mente não concebia a possibilidade da existência de sistema aberto, muito menos permitia uma unidade contendo conflitos internos. E isso me bastava! (Estava estabelecida minha limitação e não minha fortaleza).

Deus me fez conhecer sua misericórdia, as Escrituras se me abriram um painel impensável. Passei a entender porque Deus tornou louca a sabedoria humana. (1 Co 1.20)

Deveria questionar o que me bastava? Para onde iriam os pilares que fundamentavam minha razão? Até onde poderia confiar naquilo que conduziu minha existência? Diante dessa nova perspectiva mental deparo-me com um desafio: 

É possível aplicar minha racionalidade para sistematizar a mente de Deus? ou ainda, tenho que abandonar minha racionalidade para conhecer a mente de Deus?


Se Deus tornou louca a sabedoria humana, quem o poderá conhecê-lo? As Escrituras redirecionam meu pensar: “Nós temos a mente do Senhor”.


Ao olhar para o tempo percebo quanta escuridão e quanta racionalidade cega esteve guiando meus passos. 

Nova dimensão de vida e morte foram desenhadas, nova ordem e novos princípios alicerçam minha nova racionalidade – que jamais será abandonada.

A verdade está em conhecer o Senhor das Escrituras é o senhor da sabedoria, senhor da bondade, do amor e da vida.

2 comentários em “Como conhecer a verdade?

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