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 Manaus, Ago/2014

Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.


Vimos anteriormente que há uma ditadura da novidade, processo de cauterização das mentes, exigindo a todos uma autonomia surreal: romper com a história, com o tempo. Segundo ela até o momento nada fez sentido, outorgando a todos uma liberdade sem limites, não há fronteiras para satisfazer a vontade humana. O homem, enganosamente e forçadamente, sente-se senhor de seu próprio destino.

Essa dinâmica asfixiou a realidade, mudou os conceitos, os valores e isso atingiu o amor, que, travestido de instinto, é o chavão para satisfazer todo tipo de interesse e vocação.

Posto está um cenário de instabilidade, onde tudo está sendo revisto, reinventado, e o amor é um na categoria dos sentimentos humanos. 

É preciso afirmar que o amor não é uma oportunidade na vida, mas uma forma de viver.

O resgate do verdadeiro amor, por ter sua fonte em Deus, depende exclusivamente de conhecê-Lo, pois só assim podemos conhecer e viver o amor. Sem o que o amor é apenas uma semântica esteriotipada.

Este texto relata a primeira experiência humana do amor

Na leitura do Genêsis  (cap. 2.18-25), vemos que o Senhor, para nosso ensino, após passar toda a criação frente ao homem, diz: “Está incompleta”. Deus ao contempla-la, percebe-a imperfeita. Faltava-lhe algo além do querer, sentir ou saber do homem. 

Não fora encontrada uma companheira (literalmente, que ficasse perto) para o homem!

Há questionamento em Deus: 
Como poderá o homem viver sem que Eu lhe promova seu melhor bem? 
A quem as estrelas do céu e a luz do luar iluminarão? 
A quem as águas banharão? 
A quem os olhos do macho poderiam contemplar e encher-se de carinho e afeição?
A imensidão celeste precisava contemplar o amor de Deus.

Sim, toda a criação ansiava a manifestação do amor do Criador.

Para Deus a beleza e perfeição do cenário não poderiam aconchegar apenas o homem com seu saber, com seu poder… mas em solidão.

O que poderia Deus inserir na esfera criada que completasse a beleza necessária e diferente de tudo que existia extirpasse a solidão de Adão?

O que o amor de Deus faria em favor do homem?  – O amor se cumpre pelo bem ao outro, pois não visa seus próprios interesses!

Deus, até então ocultara, para encanto e formosura da criação, manifesta todo seu amor ao homem dando-lhe a mulher

agora o homem ao contemplar o entardecer poderia vê-lo em igual beleza na mulher; as curvas e sombras das mais belas montanhas, também estaria na mulher. Toda a beleza de além das estrelas, do sol, do mar correspondiam naquela que Deus lhe trouxe. 

Para  homem, para o universo a mulher é a primeira expressão do amor de Deus.

Revoadas de pássaros tomam os céus glorificando o Criador, os sonidos de todas as harmonias tributam honra ao Senhor, as testemunhas celestes embevecidas contemplam aquela que encerra e aperfeiçoa a criação… eis aqui a mulher.

Adão percebe-se diante da prova de seu amor , o que Deus lhe fez. Não há em Adão conquistas, não há vanglórias, não há sugestões, nada além do amor, do amor de Deus.

Adão balbucia o amor: Osso dos meus ossos, carne de minha carne, será minha, pois de mim foi tomada.

Percebeu Adão o primeiro ato de amor… a mulher, a quem deveria proteger, amar e compartilhar seu ser.

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