Tenho observado que muitos buscam e encontram nas Escrituras aquilo que bem desejam seus corações. E desta feita, arrancam de lá toda sorte de arranjo e, principalmente, deparam-se com um deus caricato, disposto e refém de sandices e desejos do leitor.

O novo nascimento necessário ao aparelhamento mental do crente implica no esvaziamento das crendices e misticismos que outrora orientava nossas paixões e convicções. (isso no tempo da ignorância).

Ocorre que essa geração – vazia – é movida pela avidez do reconhecimento, da autopromoção. Não há satisfação na glória de conhecer o Senhor, precisa-se da ribalta oferecida pelas redes sociais. O palco da idiotia abre seus braços para acalmar as almas sem esperança.

Estamos encantados (e ansiosos) pela oferta da serpente: “Te darei todas as glórias desse mundo se prostrado…”.

Contradizendo o Senhor que afirma: “O escriba versado retira coisas novas e velhas de seu tesouro”. Para esses, o tesouro é próprio coração, fonte da verdade última, dele tira-se coisas novas e velhas.

A manifestação do coração, achando-se sábia, desfila sem restrições pelos painéis virtuais da autopromoção.

Já não há busca sincera pelo verdadeiro Senhor. Abandonou-se a disposição mental que, em humilhação, chega aos textos sagrados ansiando pelo Senhor de toda sua glória.

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