Vá ao link: 

“E na crueldade lógica da desesperança a vida sucumbe à morte. Pois, na falta de esperança a morte é senhora, portanto, ela e não a vida passou a ser reguladora da existência do novo homem. Percebeu-se face a face com um inimigo invencível: a morte”.


Na Sociedade da Morte (Parte 1) verificamos que o homem, após ascender ao nível de senhor do universo, conferiu a si mesmo de poder e autoridade suficientes para solução de todos os problemas. Entretanto, o mundo real lhe pôs à prova colocando-o diante da morte. (Lembremos que o novo cenário construído pelo poder humano, nada, nem ninguém é maior que o homem). 

O mundo, então, o desafiou conduzindo-o para ficar face a face com algo que lhe é superior: a morte. Estava o senhorio do homem totalmente comprometido, passando a ser o maior desafio para consolidação de sua completa soberania sobre a criação – ou evolução. 

A maior questão para sociedade estava posta: Como vencer 
a morte, o inimigo invencível? 
Mantendo-se coerente às “verdades fundamentais” que lhe garantem o poder, serviu-se dos artifícios da mentira e da ilusão para empreender mais uma batalha contra a realidade.

O mundo real, por lhe ser demasiadamente duro, precisava ser revisto, ou a gravidade do contexto lhe imporia sua real condição. 

Desviando sua mente da realidade, pois esta avulta suas limitações, o novo senhor do universo configurou um cenário próprio à sua “racionalidade” e poder. 
Em face da derrota iminente, uma nova concepção da morte urgia. Ideia de morte punitiva ou de vies moral em muito lhe afligia. A solução encontrada foi alterar-lhe sua natureza. (Mesmo que as demais disciplinas do conhecimento humano reconhecessem na morte uma intrusa). O novo homem não se intimidou, lançou fora a reflexão de toda humanidade, adotou sua própria sabedoria e impotente diante da morte, saiu para reconceituar a vida. 

Em sua estratégia, mudar a natureza da vida pareceu-lhe mais simples, mais científico. Assim, a vida sob o escrutínio da sabedoria humana, passou a ser um mero fenômeno da biologia. Reduzida a grandeza da vida humana, reinventou-se uma “nova vida”: a vida que morre. 


Agora membros da família das bactérias, ingressamos na antropologia dos seres “sem alma”. Degradou-se a vida, para inventar a morte da morte. “O que não se vê não existe”, é a máxima dos profetas da nova ordem. 
A batalha iniciada, e já perdida, contra morte sofreu, desta feita, um revés – mesmo que de mentirinha. Se o mundo real garantira a derrota do homem moderno, a semântica e a falsa ciência, serviram como portas dos fundos para uma “saída honrosa” – uma vitória nos tribunais do engodo. Inconscientemente, mas obrigatoriamente, transformados em mero agrupamento celular, vivemos a nova vida, somente a espera da morte. 

A morte passou a ser o fim de todas as coisas, uma necessidade limítrofe para a vida, proclamou-se (como as demais falácias) a vitória da morte sobre a vida. Concluída a tese, a morte passou a ser “um bem para vida”, e mundo afora, retirou-se da morte seu o caráter de verdugo cruel, transformando-a em bobo da corte. Estava vencida – contornada – a batalha. 
O próprio pensamento voltou-se para adotar os sofismas necessários o convívio com a vitória humana sobre a morte. Perdeu-se a reflexão sobre os aspectos mais profundos da “consciência” (que chamávamos de alma). A nova verdade encerrou a diferença constitucional entre o “humano” e o animal.  Agora semelhante ao porco, onde um desses se realiza na lama.
Com a morte redefinida, o novo humano precisou celebrar tão importante evento. Uma metamorfose brutal e estúpida fez com que o sentimento de perda fosse motivo de alegria e felicidade. Festejar as perdas, passou a ser um brinde à vida. O que antes era pesar, agora são sorrisos, o que antes eram lágrimas, agora são brindes. A morte sendo celebrada trouxe a dubiedade da importância da vida e da morte. 

Se no mundo real a morte se mostra sua crueldade e poder, o novo homem criou um cenário semântico onde foi permitida a ilusão de enganar a verdade cotidiana. Mais uma vez os ideais de prazer e felicidade foram determinantes para negar-se a verdade.

E segue o pobre homem pensando-se deus… em um mundo em que a morte está viva e a vida está morta.

4 comentários em “A morte na Sociedade da Morte

  1. Irmão Paulo,Quanto ao seu questionamento no blog da minha esposa, passarei a responder:-> Não sou judeu para ter que guardar o Sábado, muito menos Adventista do Sétimo Dia.O que ocorreu foi que, o irmão não leu a postagem na íntegra, na qual é refutado veementemente a guarda desse mandamento da Lei. -> Percebi que ao fazer a leitura inicial, pode-se ter uma interpretação contrária do texto em questão; por isso, tomei a decisão de retirar parte do referido post, deixando só o que importa para um bom entendimento sobre mais esse jugo da Lei, o qual o Senhor Jesus Cristo já cumpriu por nós.Espero ter respondido ao irmão.Paz Seja Contigo,JC de Araújo Jorge

    Curtir

  2. Removi o anterior para melhor esclarecimento.RESPONDENDO SEU COMENTÁRIO…Prezado irmão, O sentido da palavra \”tomar decisão\” é deixar que Deus trabalhe em nosso coração (espírito humano) para que as coisas velhas passem e nos tornemos novas criaturas. Realmente a operação vem de Deus, através do Espírito Santo, porém, muitos não desejam e nem valorizam esse novo nascimento, e isso por alguns motivos:Não querem carregar a sua cruz…Não querem abrir mão das vantagens que este mundo oferece (porta larga); em suma, não querem ser perseguidos por amor a Cristo.Espero ter respondido sua indagação.Fique na Paz de Cristo Jesus.***Lucy Jorge***

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s