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E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Is 14:13-14)

Ao conceder a si próprio todas as honras e poderes, o homem – como senhor universal – decretou a morte de Deus e com ele o cristianismo histórico, sem réquiem, sem reflexões enterrou-se a história humana.
Na vacância de Deus, a ocupação “desse espaço” deu-se pelo homem da Sociedade da Morte. Se este conseguira mudar a natureza da vida, reconceituara a morte, não lhe seria difícil trazer o céu para terra, sim, trazê-lo para o chão. 
A fé, que até então estivera fora da capacidade natural das pessoas, passou a ser arrancada e formatada a partir das entranhas de cada um. Todos, sim, todos passaram a autores da própria fé. Uma nova dimensão da vontade humana passou a ser chamada de fé e se, o mundo real impunha-lhe desafios e frustrações, ela o faria arrebatar o “além”.

Estabeleceu-se, portanto, um cenário em que liberdade e irracionalidade tornaram-se coparticipes da fé – “verdades religiosas”. A nova ordem fez com que credos e crendices de todas as origens e propósitos ganhassem status da verdade.  Poder-se-ia fundir qualquer crença com todas as crenças, ou mesmo, com crença nenhuma, desde que fossem rejeitados os absolutos e nenhum Deus verdadeiro reinasse.
Com todos esses deuses soltos por aí, a dinâmica passou a ser a pedra fundamental para edificação da catedral de todos os deuses.  A tolerância à diversidade passou a ser o requisito e marca dessa nova fé. Sem necessidade de validação, os desejos pessoais tomaram de assalto às verdades do cristianismo histórico. Um grande passo foi dado pela humanidade: mesmo da terra, sua fé o faria conquistador do universo.
O resultado prático, pela liberdade exigida, mostrou-se tão absurdo, quanto hilário. A nova religião igualou Buda a Cristo; catolicismo a cristianismo; o papa às Escrituras; a reencarnação à ressurreição, criou purgatório, missas salvadoras, e muita vela. E os ídolos humanos apreenderam do divino e adorados são. De Michael Jackson, passando por Bieber e chegando a muitos outros. Por outro lado, o bizarro foi aceito como singelo, o halloween, vampiros e bruxas entraram no cotidiano das pessoas para descaracterizar toda a possibilidade de mal criado pela “religião”.
A rigor, pensam, não há bem, nem mal, tudo é uma questão de consciência. Estava no ser humano o poder para definir o que existe ou não existe… determinou o senhor na Sociedade da Morte.
Uma osmose conceitual ocorreu e os valores humanos se transportaram para o sobrenatural, inundando-o e exterminando-o.
Todas as expressões e tendências humanas passaram a influenciar a religião do dia: a moda, a música, os relacionamentos e saberes passaram a ditar e orientar a verdade religiosa.  Assim,  a verdade da segundas-feira passou a ser regra divina aos domingos em altares e púlpitos.
O conceito de verdade plural permitiu ao homem definir seu menu religioso: ir à missa e comer deus (a hóstia é deus) e em outros dias ouvir tambores e candomblé. Nos dias de folga ouvir por meio de um outro a verdade dos mortos. E como saída, a auto degustação dos próprios sonhos e fantasias como se verdade fossem. 
Na falta da verdade – ou tudo sendo verdade –  todos os estratagemas são válidos para acertar no coração de deus, essa é a fé deles.
Aflito e vazio segue o homem pensando-se deus, nem sabe a quem serve, em seu caminho de morte.
 O engano que o faz refém, ao mesmo tempo, o extasia.  

Um comentário em “A religião na Sociedade da Morte

  1. A Paz de Cristo,Acessar seu espaço me fez muito bem!Louvo a Deus pela sua vida, e pelos artigos postados.Parabéns!!!Deixo uma lembrancinha que fiz, espero que goste do acróstico:C ultivar uma vida de oração.R evigorar-se pela leitura diária da Palavra.E star sempre disposto a obedecer a Deus.S er uma testemunha fiel no viver e no falar.C onsagrar a Deus seu corpo, tempo e talentos.E sperar de Deus a orientação para a vida.R evestir-se do poder do Espírito Santo.Precisamos CRESCER, na Graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.E o Deus da paz vos santifique em tudo, e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.I Tessalonicenses 5. 23A propósito, caso ainda não esteja seguindo o meu blog, deixo o convite:Fruto do EspíritoEm Cristo,***Lucy Jorge***P.S. Deixo o convite para também seguir o blog do meu esposo, uma vez que já conhece.Mensagens atuais, outras polêmicas, porém abençoadoras.Discípulo de Cristo

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