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Diz o pensador:

“Eu penso que o tempo é a eternidade trocando de roupa”.


Conceber a eternidade como a soma de infinitos “pedaços ” de tempo, antes de profundo ou filosófico, é a tentativa de colocar as grandezas da vida, dentro dos limites da pequenez humana, ou descrever a criação pela contemplação da própria face diante do espelho. 

O tempo não é uma subcategoria da eternidade. A liberdade do pensador não pode extinguir a realidade, caso o faça não produzirá sabedoria, antes estultice, um romantismo vão.

Não temos em nós o que apenas o Senhor do tempo é senhor.

Ensina-me a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. (Sl 90.12)



Sabemos que o tempo não é eterno. Garanto-lhes que o tempo é uma criação de Deus para que, nele encerrados, vivamos nossa história. 

Serve-nos de atalaia alertando-nos nossa finitude, nossa fugacidade. Mostrando em nós mesmos, em nossa carne, o inexorável movimento em direção ao permanente. 

Estar cativo ao tempo é saber-se no limite das coisas “em parte”. Nele “em parte” conhecemos, “em parte” experimentamos e “em parte” vivemos. Não há plenitude enquanto dentro do tempo, apenas “em parte” é o que podemos.

Não há tempo sem  que as coisas nele se transformem, nem coisas que se transformem fora do tempo. 

A eternidade não permite um tempo infinitamente prolongado, tanto em indo para o passado, como para o futuro. Posto que, em qualquer deles, o tempo imporia movimento, um início e um fim. 

A eternidade como um tempo infinito, não é real, é apenas um falso conceito de eternidade, pois de qualquer forma ainda seria temporal. Impossível , pois criar uma eternidade impotente, visto que refém das vicissitudes do movimento, deixaria de ser eternamente.

Mas, há mistérios com o tempo, o mais admirável deles, é que seu Senhor nele penetra, nesse pequeno universo humano, mostrando-se ao homem. E em nosso tempo, ao Seu tempo, faz-nos compreender uma realidade sem tempo: a eternidade. Assim, “em parte” sabemos como será quando não mais houver tempo. Pois, conhecendo o Senhor do tempo, é-nos antecipada, por pouco tempo, a majestade e glória dAquele que é além do tempo. “Em parte” experimentamos a eternidade, onde não há tempo, em uma pequena fração de tempo. 

Lá, leitos de águas – o tempo – desaguarão em um infinito lago – a eternidade, e cessarão.

Não poderemos voltar, tampouco refazer os caminhos das águas… posto que já não mais e agora será sempre. 

E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos. (Ap 22:5)

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