Manaus, 2015
A vinda de Cristo, o mundo futuro, a eternidade são temas que estão fora da agenda cristã.

O que determinam as Escrituras causa desconforto à igreja rastejante, essa prefere embrenhar-se nas questões sociopolíticas – sem esquecer as ambientais – a contemplar os céus.
Reproduzem os mesmos passos dos papistas, seguem alvissareiros em seu fascínio, em sua ribalta não se deixam à voz do Senhor:
Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira. (Jr 8:8)
O “povo evangélico” – em sua autonomia – criou e está consolidando seu próprio conceito de Deus. 
Obtendo seus conceitos com base em sua lógica e sabedoria tem escrito sua própria história, como se pudesse definir o futuro a revelia do Altíssimo.  
A esperança do evangelho foi trocada pelos encantos do mundo. A despeito da exortação de Pedro sobre a prontidão de nossa esperança, temos observado que a cruz tem sido subvertida pelo fascínio das ofertas feitas no deserto… e rejeitadas pelo Senhor.
O vigor evangélico necessita resgatar sua importância e necessidade:
“Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas”.
A secularização das mentes tem subtraído a atenção e fornecido a desorientação necessária para fuga das Escrituras.
Na independência religiosa, a eloquência ganhou status de verdade, fazendo com que a verdade ficasse desatualizada. É como vemos com o livro do Apocalipse, transformou-se peça suplementar, sem conexão com qualquer outro livro das Escrituras, fora dos trilhos da história humana.  
Roubadas foram as credencias desse livro. Suas mensagens, advertências, e principalmente o seu caráter profético foi posto em descrédito. A conduta evangélica desses dias “sugere” que o Espírito de Deus cometeu um erro ao referendá-lo como palavra do Senhor. 
Há evidências internas que garantem a importância de seu conteúdo e doutrina. Senão, leiamos a palavra do Senhor:
Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; (Ap 1:1)
A origem da revelação é do Senhor (vv. 9, 10, 17,18); o propósito é promover esperança para os crentes. Destituir o texto de sua pujança é destruir os pilares da esperança em favor da razão alterosa. 

O Preterismo lançou a Revelação num canto escuro da história humana, subjazendo um enfadonho e indecifrável texto. Deixando a esperança inscrita na melhoria do mundo.
E mais:

Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Ap 1:3)
O adjetivo escolhido por Deus para seus leitores é FELIZ, bem como, aos que ouvem e guardam seu conteúdo, FELIZ. Apenas a autonomia religiosa pode arremessar tal esperança aos sótãos empoeirados da liturgia acadêmica.

Pouca ou nenhuma importância tem sido dada a este Livro. Para muitos, que insistem em “espiritualizá-lo”, golpeá-lo com “demasiado simbolismo”, seu desvario seria vê-lo fora do Canon. Talvez, por trazer advertências graves contra o secularismo e mundanismo que tomou acento e o discurso nos púlpitos da igreja.

Quão grande a pretensão humana considerá-lo coisa de somenos!

Sob a visão da Contemporaneidade das Igrejas entende-se, que Laodicéia é a predominância de nosso tempo. É oportuno verificarmos que Laos significa povo; e que Dikê, costume. Assim convivemos com a Igreja das doutrinas – costumes – humanas, dos costumes populares. A romanização – leia-se paganização – do mundo cristão da atualidade. Necessário é reafirmar 1.5 que fala: A FIEL TESTEMUNHA. 
Renovo aos senhores da cátedra dominante que as credenciais do testemunho contém a autoridade daquele que “O Fiel Senhor de céus, terra, mar e ar”:
E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. (Ap. 19.11).
E a respeito do momento que vivemos, adverte: 
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. (Ap. 3.15-16).
O mesmo corpo que se apresenta com saúde doutrinária, leva, como marsupiais, o secularismo em si, afastando-se do afasta do Senhor.
O refrigério para nossa geração não está em nossa sabedoria, mas sim, na longanimidade do Senhor que diz: “vomitar-te-ei”, assim tem adiado seu juízo para um tempo futuro. Até lá ouçamos a voz do amor de Deus:
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.(Ap 3:19)

Sei, poucos ouvirão, pois a multidão tem ouvidos e corações que já definiram a própria esperança. 

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