Depois de uma sequência de questionamentos que conduzem à convicção que somos guardados por Deus, chega-se aqui:
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 8:35-39)
O texto inicia com um questionamento sobremodo importante para nossas vidas: 
Quem nos separará do amor de Cristo? 
E mais, que importância há em ser por Ele amado? São questionamentos relevantes para o momento que vivemos. Quando o cristianismo passou a ser apenas um jogo moral ou um mero instrumento de barganha celestial para usufruto dos prazeres passageiros deste mundo. 
Há alguns aspectos no texto que devemos considerar, e deles aprendermos algumas das dimensões do amor: 
1. O amor é de Cristo e não nosso. 
Isso nos leva a uma dimensão além do que podemos meramente considerar. Ele afirma que nos ama como o Pai o amou (Jo 15.9). 
Isso foge completamente à linha de compreensão de toda a extensão do que está posto: Somos objeto do amor do Filho, da mesma forma que Ele é objeto do amor do Pai. 
Não se insinua que estamos unidos a Cristo fundamentados em nosso amor, mas sim, no amor que Cristo dedica a cada um de nós. Se bem que manifestamos o nosso amor por Ele pelo fato de guardarmos sua palavra – testemunho cristão. Se é que a guardamos. 
2. As dificuldades a serem experimentadas são proféticas: “Como está escrito”.
Esta é uma perspectiva da vida cristã – e da sabedoria de Deus – que tem sido desconsiderada pela multidão evangélica. As dificuldades próprias de cidadãos celestiais em caminhada em meio a povos inimigos – nesta terra. 
No tempo passado, antes que a primeira alva entrasse no túmulo vazio do Senhor, Deus determinou as dificuldades que haveríamos de enfrentar. Sim, desde a eternidade passada o Senhor escolheu um povo que deveria evidenciar ao mundo o Seu poder.
E isso seria feito, absurdamente, por meio de uma conduta que honrasse o Autor do plano. Pois, em meio aos contrários  – a multidão de pensamentos, pessoas, condutas – evidenciaríamos a vida de Cristo em nossas vidas. Andaríamos e engrandeceríamos Aquele que nos amou.
3. A superação é uma obra de Deus: “somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”. 
Isso seria a nossa vitória… e foi escrito para nosso ensino, confiança e esperança. 
E ao superarmos a legião de inimigos perceberíamos que tudo “que fizemos” esteve sob a providência do Todo-Poderoso.
O amor de Cristo por nós as superaria, e nos conduziria de forma a entendermos que nada, nem ninguém nos separará de seu amor. 
O apóstolo tinha experiência suficiente para afirmar: “Estou certo”.
Nada de somenos, o Espírito de Deus dá, não somente ao Apóstolo, mas a todos nós a certeza que NADA nos há de separar do amor de Cristo. E ele deixa para trás as ameaças naturais e traz um elenco: a morte, a vida, os anjos, os principados, as potestades, o presente, o porvir, a altura, a profundidade, qualquer criatura. Sobre estas não temos qualquer poder ou domínio. 
São eventos ou criaturas além do que podemos perceber. E o amor de Cristo garante que superaremos a todos eles. Nenhum deles será insuperável para o nosso encontro com o Senhor do amor.
Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo. 

Ora vem Senhor Jesus!

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