Onde encontrar o amor?

Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente. (1 Co 12:31)
Este texto antecede a maior exposição a respeito do amor produzida entre os homens: “um caminho sobremodo excelente”. Sim, o Apóstolo Paulo conduz ao leitor a percorrer um caminho em direção ao amor. 
Pois, ao percorrer meu próprio entendimento não encontrarei as respostas: O amor, como sabê-lo?  Como vivê-lo?
O cuidado com tais respostas separam os sábios dos tolos. O próprio coração ou o intelecto humano não tem permitido conclusões. E partiu sem orientação à procura de algo que expresse ou acalme suas aflições. E precisamos reconhecer sendo o amor a questão fundamental da vida é preciso encontrá-lo.
A razão tem decretado que as “coisas estabelecidas” até então são destituídas de utilidade. O anseio do “novo” impele a todos desconectarem-se da história, do pensamento. 
O amor está associado a essa disposição: abolir ao “pensar antigo”, e essa dinâmica perdeu-se a oportunidade do amor – como se o amor contemporâneo fosse! 

Mesmo que perigoso – e falacioso, apoiando-se apenas na “tendência”, na pena dos poetas e nas reflexões dos inquiridores do presente século o homem quer “reinventar o amor”.
Devemos esquadrinhar o amor, esculpi-lo em sua verdadeira dimensão e natureza. E pelo fato dele não estar em nós, precisamos buscá-lo fora de nossos corações, de nossa sabedoria. É necessário percebê-lo em sua correta dimensão. Chegarmos ao seu princípio, sua origem.

As profundezas do Velho Testamento, o Senhor e registrou:

“Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”. (Jr 31. 3).

Lemos que a manifestação do amor foi feita pelo próprio Deus… e o diz eterno. 

Afirma-se, assim, que o amor é anterior à existência do tempo, do homem, da própria morte, de tudo quanto conhecemos. Simples em concluir o amor não tem origem no coração humano. Sim! De fato o amor não é produto das experiências naturais do coração do humano. [E isso está de acordo com a reflexão e experiências humanas]. 

Se evolucionistas, devemos reconhecer que “estrutura” que nos criou está fora da dimensão conhecida. E cada um como equipamento biológico – “produto ‘evolutivo” de milhares de anos – depara-se com um mistério para achar lugar para o pensamento, tampouco para o amor. Triste a conclusão: não há o amor no mundo real… sem esperança e sem amor segue “o primata de nossos dias” – rumando nem sei para onde!
Caso o homem seja uma criação de Deus, e de fato o é, seus pensamentos e sentimentos foram criados originalmente pelo Criador. Logo, é imperativo resgatar os detalhes fundamentais do amor a partir dEle, não de nós mesmos. Abandonemos os poetas e inquiridores com suas divagações e aflições. 

Voltemo-nos para as Escrituras e nela – e somente nela – aprendamos o amor. Pois, lá, e somente lá conheceremos a Deus e saberemos o que é o amor. Sem Quem jamais saberemos o amor, muito menos sentido para vida. 

O extermínio da linguagem

queda

Não raro pessoas fazem elogios aos versos contidos na primeira carta aos Coríntios, capítulo 13, onde estão descritas características do amor. Quando questionados a respeito do significado que alguns textos fica claro que há pouco ou nenhum entendimento a respeito daquilo que elogiaram.

As conclusões sobre o texto sobrevêm de nova abordagem utilizada pelas pessoas – os novos sábios. Nela, o leitor subjuga o autor, impondo-lhe sua particular compreensão. Deixando a ideia e o propósito do autor de lado, extrai do texto “seu querer”, para o que lhe apraz. Como se debruçassem sobre uma pintura e lançassem toda sorte de pressupostos e inventividades em busca de “saber qual a intenção do autor” – intérpretes de nuvens. Esquecem-se que a linguagem tem o propósito comunicar o pensamento do autor, e como intérpretes de nuvens, dão ao texto seu “próprio entendimento” – sem qualquer constrangimento.

Definitivamente a linguagem perdeu sua função de comunicar ideias!

Trilha-se o caminho inverso do Espantalho – Mágico de Oz, pois, esse queria um cérebro para pensar como humano.

De volta ao texto lemos (v. 6) que “o amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”. Em um mundo relativista em que vivemos, o que seria verdade para o leitor? A resposta seria: “a verdade dele – do leitor”, e não a do autor do texto.

O amor e a verdade do texto são lançados fora, substituída pelo “entendimento do leitor”. Logo, o amor “extraído” pelo leitor é o amor do leitor, e não o que o autor do texto quis informar.

Ao utilizar o termo verdade, tinha o autor em mente um conceito claro e objetivo da verdade relacionando-a ao seu conceito de amor, assim seriam inseparáveis: amor e verdade, conquanto foram separadas pelo leitor. (E insistem em afirmar que gostam muito do texto!).

Não há qualquer reflexão sobre deixar-se cativar ao autor. Não sabem, mas substituem a palavra e a mente de Deus pela palavra e gosto do leitor.

(E insistem em afirmar que gostam muito do texto!).

 

A liberdade possível

Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão. (Gl 5:1)

Sem dúvidas fomos chamados para uma Liberdade e retirados de um certo tipo de escravidão. Se fomos libertados, quanto éramos livres?

Onde avaliar a liberdade humana

Quando falamos a respeito de liberdade humana, devemos primariamente tentar seu conceito – colocá-la em um campo de conhecimento específico onde possamos avaliá-la objetivamente, assim nos afastamos de falsos conceitos e das conjecturas que emanam de nosso próprio coração. Para tanto, precisamos ouvir o que o Senhor nos reserva – o que dizem as Escrituras sobre esta questão. E, a partir daí, percorrermos – tanto quanto possível – sua extensão, sua efetiva capacidade de ação, por fim, os limites da autonomia humana baseados na liberdade pretendida – ou real?

A liberdade é capacidade

De sorte que somos obrigados a relacionar liberdade à capacidade. Sim, a liberdade é a autonomia para realização. Onde não há liberdade, não há capacidade para realização. Nenhuma pessoa enclausurada pode agir além de sua clausura. Contudo, é suficientemente livre para agir em toda extensão de seu confinamento.

Surgiu ou ressurgiu?

Não há como negar sobre a culpabilidade humana diante de Deus presente nas Escrituras, afirmando-a responsável diante de Deus. O conceito de responsabilidade diante de Deus, de acordo com o humanismo – cristão ou não –   o equívoco da contrapartida: se responsável, logo capaz. Assim, a liberdade sugerida é produto de erro e não da palavra do Senhor. Porém, como resultado, inseriu-se esse engano – a porção humana – como se viesse do próprio Deus.  A despeito da força de conceitos, metodologias consagradas e a própria história cristã, e mais, o caráter revelado de Deus, seus atributos e sua soberania… assim, sem nenhuma consulta ao Senhor, lançou-se “o homem livre” – cooperador de Deus. Sem a qual ele não poderia ser considerado culpado diante de Deus. A razão humana legisla vorazmente em defesa de seus pressupostos.

Na verdade, se trata da versão atualizada e universal da medianeira que o Catolicismo Romano atribuiu apenas à Maria, mas que agora o Humanismo consagrou a toda humanidade.

Essa é a discussão, essa liberdade que esquadrinharemos, e sei, este texto não encerrará a questão!

A questão central

Quão livres somos para satisfazer a justiça de Deus? Apenas nossa natureza nos capacita para escolhermos o “bem” segundo o Senhor?

Tais perguntas devem ser respondidas excluindo qualquer ação PRÉVIA de Deus. Ou seja, identificar toda a extensão da liberdade humana – atos como resultados da disposição natural. Aquilo que o homem escolhe sem “ajuda” de Deus.

As respostas afirmativas a essas questões apoiam-se exclusivamente nas disciplinas sociais e no próprio coração. Em busca de legitimidade cunham um punhado de textos bíblicos e os entortam de forma a atender aos anseios de liberdade. Na verdade, são conceitos vindos da sociologia, psicologia e demais disciplinas, que se tornaram necessários para expressão do “novo homem”. E a Teologia Social garante a capacidade e a liberdade humana em relação a Deus.

A liberdade humana e a palavra de Deus

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2:14)

Aqui – outras partes também – as Escrituras qualificam a liberdade humana. Ele pode ser livre, mas sua liberdade ocorre apenas na dimensão do mundo natural no qual está inserido. Quanto às verdades ou realidade divina o homem é completamente incapaz que percebê-las, logo não há como compreendê-las, e por sua vez, escolhê-las ou experimentá-las. É como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes, não lhe permitissem alçar voos – tomo emprestada ilustração de Lutero.

A liberdade natural

Tudo que conhecemos é limitado por sua natureza, ou seja, há restrições dos limites físicos, intelectuais, morais ou legais para existência do ser. Sem o que a liberdade exigiria a supressão dos limites. Não há realidade possível na liberdade pretendida.

Em sua liberdade, o homem executa seu direito de escolhas, preferências e determinação, a Escritura garante-nos isto. Da mesma forma, garante-nos que nenhuma capacidade ou liberdade humana há na dimensão do mundo espiritual, com suas verdades, seus valores, princípios e seu Senhor.

A verdadeira liberdade

Não há como negar que a liberdade pretendida e anunciada pelo “homem livre” não se ajusta ao que Deus fala em sua palavra. A liberdade pretendida decorre a vontade livre, graciosa e soberana de nosso Deus.

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (Jo 8:36)

 

A (única) liberdade possivel


A liberdade humana no ambiente religioso tem sido o princípio e garantia de todas as heresias. Em algumas dimensões que se acredite e use deste conceito, opera-se em grande erro. 

Mesmo que seja inebriante, tal possibilidade decorre de influências estritamente humanas, estando em completo desacordo com a verdade revelada. Não são orientações vindas da revelação de Deus para seu povo, antes são terrenas e diabólicas (Tg 3.15), e por isso é o grande filão do negócio religioso explorado pela apostasia. 
Tendo a certeza que é inócua para as pessoas em geral, tentei este sumaríssimo texto sobre a “liberdade”, reconhecendo que muito há a ser feito.
Iniciou meu interesse pelo questionamento um membro de uma igreja coirmã a respeito de Mateus 24.13, onde se lê: 

“aquele que perseverar até o fim será salvo”. 

Sua intenção estava voltada para afirmar liberdade do homem – obra – como garantia para salvação (e não sobre a responsabilidade ou o poder de Deus). 
Em que nível há liberdade humana? Há limites na liberdade? O que revelam as Escrituras sobre este tema?
A ideia de liberdade surge pelo fato da Escritura afirmar que o homem é responsável diante de Deus, logo a contrapartida “racional” criou a liberdade humana – sem nenhuma consulta ao Senhor. 
Criou-se um torneio onde há muita energia dispensada e os defensores da liberdade humana participam dele sem consulta a Palavra do Senhor, oferecendo suas mentes como instância final da verdade.  
E muito se tem falado a respeito da liberdade humana. 

Afirmam que tal liberdade garante ao homem direito de escolhas, preferências e determinação de sua eternidade. Sem a qual ele nõo poderia ser considerado culpado diante de Deus. 

Em que nível está tal liberdade, qual sua extensão?

Devemos afirmar que o homem é um agente moral livre, tornando-se responsável por seus atos, por suas escolhas, mas há necessidade de qualificarmos a liberdade prescrita pelas Escrituras: 

“A liberdade é circunscrita dentro da privação da compreensão das verdades divinas – da realidade espiritual”. Eis a questão.

A leitura de 1 Co 2:14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”; dirime toda a questão. Assim, é como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes – tomo emprestada ilustração de Lutero.  
Porém, a mente humana à revelia de Deus faz o pano de fundo das afirmações que constroem o conceito de “liberdade”. Sem refletir, mas de acordo com a psicologia secular, apontam para uma liberdade plena, a ponto de fazer com que o homem seja coautor da salvação. Negligenciam a gravidade e extensão do pecado. 

Tudo que conhecemos é limitado por sua natureza, ou seja, há restrições dos limites físicos, intelectuais, morais ou legais para sua real existência.
Sem este reconhecimento a liberdade seria sem limites, fora do que conhecemos. Não há realidade possível que hospede a liberdade pretendida.

Nem O CRIADOR, O TODO-PODEROSO, NOSSO DEUS é livre nessa extensão. Tal liberdade exige extinção dos atributos mínimos da existência racional: vontade, intelecto e sentimentos. 
Caso possível tal liberdade, extinguir-se-ia a realidade aferível, tudo passaria a ser possível e, ao mesmo tempo, nada seria crível. Seria o fim da razão, e extintas todas as coisas.
Incoerentemente, proclama-se o caos como fundamento da ordem – liberdade. 
Precisamos afirmar que a liberdade é limitada pelos atributos do ser. A realidade exige restrição de liberdade, pois só assim existem as diferenças.
Mesmo Deus em sua liberdade é restrito pela sua própria natureza. 
Pois, não está livre de sua santidade, portanto NÃO PODE pecar; 
Não está livre de sua autoexistência, portanto NÃO PODE aniquilar-se; 
Não está livre de sua verdade, portanto NÃO PODE mentir.
Deus não está livre de ser DEUS.
Da mesma sorte o homem não está livre de ser homem. 
Se escravo da morte, logo sem liberdade;
Se não compreende a Deus, escravo de sua ignorância, logo não está livre;
Se incapaz de prolongar indefinidamente sua vida, logo não está livre; 
Se escravo do tempo, do futuro, logo não está livre.
A liberdade humana está circunscrita ao texto a seguir: 
“Lembrai-vos, disto, e considerai; trazei-o à memória, ó transgressores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; … eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei”. (Is 46.8-11)
Quanto ao que propalam essa tortuosa liberdade humana, a tais humanistas:
“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”. (Jd 1:4)

É melhor compreender… “conhecerei a verdade e ela libertará”, diz o Senhor.

A soberania da estupidez ou A morte da linguagem


Não raro pessoas fazem elogios aos versos contidos na primeira carta aos Coríntios, capítulo 13, onde estão descritas características do amor. Os elogios se transformam em dúvidas e pigarros quando são questionados a respeito do conteúdo do texto.

Os elogios ao texto sobrevêm de nova abordagem – os novos sábios. Nessa, o leitor subjuga o autor, impondo-lhe sua particular compreensão. Deixando a ideia e o propósito do autor de lado, utiliza o texto ao seu querer, para o que bem lhe apraz. Como se debruçassem sobre uma pintura e lançassem toda sorte de pressupostos e inventividades – intérpretes de nuvens. Consideram como se o texto – a linguagem – não tivesse o propósito comunicar o pensamento do autor.

(Definitivamente a linguagem perdeu sua função de comunicar ideias! Trilha-se o caminho inverso do Espantalho – Mágico de Oz. Pois, esse queria um cérebro para pensar como humano).

De volta ao texto lemos (v. 6) que “o amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”. Em um mundo relativista, o que seria verdade para o leitor? A resposta seria: “sua verdade – do leitor”, e não a do autor do texto.

O amor e a verdade do texto são lançados fora, substituída pelo “entendimento do leitor”. Logo, o amor “extraído” é o amor do leitor, e não o que o autor do texto quis informar. Ao utilizar o termo verdade, tinha o autor em mente um conceito claro e objetivo da verdade relacionando-a ao seu conceito de amor seriam inseparáveis… separadas pelo leitor. (E insistem em afirmar que gostam muito do texto!).

Não há qualquer reflexão sobre deixar-se cativar ao autor. Não sabem, mas substituem a palavra de Deus pela palavra e gosto do leitor. 

(E insistem em afirmar que gostam muito do texto!).

Cuidado: O que você "pensa"que é amor?

O amor tem sido tomado ao longo da história para expressar as mais diversas situações e condições.

E por toda parte observamos seu uso para as manifestações que unem as pessoas: pais e filhos; maridos e esposas; os casais enamorados. De igual sorte, há morte em nome do amor, adultérios em nome do amor, homens com seus pares masculinos, bem como as mulheres com suas companheiras vivem entre si o amor, mentiras são ditas em nome do amor, relações sexuais são tidas como amor, suicídios ocorrem em nome do amor. Amam-se drogas, amam-se carros, ama-se dinheiro, há quem garanta que animais se amam.

Com um uso do termo se expandindo em direções opostas e excludentes, o amor, de acordo com o popular, é amplo e confuso. Podemos afirmar que as pessoas não sabem o que realmente é o amor.  

A diversidade do conceito prova que o conhecimento, orientações e as experiências existentes na sociedade humana não são o fórum adequado para encontramos respostas para explicar o amor.  

O recurso das Escrituras nos dirá o que é amor… o amor de Deus.

Os textos sagrados ensinam várias dimensões e expressões do amor, nos dedicaremos a esquadrinhar como Deus – fonte do amor – se expressa por meio dele, e partir daí definirmos o amor.

Nosso propósito é compreendê-lo – tanto quanto possível – na dimensão divina Pai, Filho e Espírito Santo, e depois verificar como devemos expressá-lo em nossa dimensão. 

A expectativa é que o entendendo, aprendamos, e praticando-o, cresçamos e nele tenhamos prazer.

Iniciemos na busca de seus fundamentos, em um dos textos mais conhecidos das Escrituras – João 3.16 – onde diz:
Porque Deus amou o Mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16)
Ressalta aos nossos olhos a expressão “Deus amou de tal maneira”, sim, Deus como agente do amor o fez de forma intensa em direção ao mundo. A ponto de dar seu Filho para salvação de pessoas.

É-nos dada a causa da vinda de Cristo ao mundo, conforme está escrito: “Deus amou de tal maneira que deu o Seu Filho”. Assim, a vinda de Jesus para realização da obra redentora em favor do “mundo” é manifestação – ou expressão – do Seu amor, mas, não é o amor. 

O amor foi a disposição em Deus que o levou a enviar Seu Filho, Jesus Cristo. Portanto, é adequada a conclusão que a doação do Filho unigênito é resultado do amor do Pai.
Semelhantemente, a vinda de Seu Filho – nascimento, vida, morte, ressurreição e intercessão – é a causa da nossa salvação, pois está escrito: “para todo aquele que nele crê, tenha a vida eterna”. A vinda do Filho em si não salvaria nenhum pecador caso não nos fosse implantada a fé. A pregação e ação do Espírito de Deus realizam a terceira parte do nosso texto.

Dessa forma, temos três movimentos que devem ser vistos e identificados separadamente:
O amor do Pai ao mundo, a oferta do Filho e a salvação do crente por ação do Espírito. São consequentes e dependentes entre si, mas não devem ser confundidos: ocorrem em momentos diferentes dentro – ou fora – do tempo, portanto distintos.

Eis os fundamentos do amor.
(1) O amor de Deus em benefício de pecadores, (1 Jo 4.19 – “ele nos amou primeiro”);
(2) Providenciou a vinda do Filho – oferta do Cordeiro (Jo 1.29) e, satisfez a Justiça de Deus (2 Co 5.21),  
(3) Deus foi glorificado (Jo 15.18; Jo 17.10; Ef 1.12; 1 Pe 4.11). Conforme: “[o amor] Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”. (1 Co 13.6)
Parece-me que estes são os fundamentos do amor de Deus. Temos, assim, o amor de Deus na eternidade e revelado dentro da história humana. (conf. Jo 17.24 e 1 Pe 1.20). É reconfortante observar que além, glória de Deus por meio de Sua justiça, subjaz a ideia de eternidade no amor de Deus.
Podemos assim, identificados os fundamentos, estabelecer o conceito do amor:
“A disposição interior que age em direção e em benefício da pessoa amada. E mais, o amor satisfaz a justiça e glorifica a Deus”.
Eterno, imutável, infalível (1 Co 13.8)
Portanto, é falaciosa e vã a prática do amor sem observação da justiça do Senhor. Nenhum proveito há nesse “amor”. 
Mas bem vos conheço que não tendes em vós o amor de Deus. (Jo 5:42)

Poesia e desepero – Sem arrependimento

Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção,
Foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento,
Ainda que, com lágrimas, o buscou. (Hb 12.17)
Este texto tenta expressar a alma de Esaú de nossos dias.
I.
Hoje sei, e jamais pensei:
Existem cadeias – e eternas.
Prisões, em que me falta o ar.
Não há a liberdade.
Inútil! meu corpo e alma clamam.
Nem sei de onde tanta dor.
II.
Não há sofismas, nada é piegas.
Na prisão a liberdade não tem pedaços.
Fui enganado por minha sabedoria.
(Rejeito os detalhes)
No choro profundo
Conto meus amigos – talvez inimigos – fiéis.
Revejo meu sonho – nem mais possível.
São tragédias de uma lembrança abandonada…
Sofro pequeno.
III.
Deixo-me às aflições (como se tivesse escolhas!).
Masmorras – malditas – aprisionam minha mente.
Há paredes, não as vejo, mas há paredes.
A crua realidade fragiliza meu ser – nem sei se sou.
Não há ânimo para esperança, 
Agora é o que virá.
Não há recomeço, tampouco fim.
IV.
Sigo a multidão, 
e nada encontro.
Aprofunda meu desespero.
Não há esquinas, são corredores sem fim.
(Como fugir? Para onde ir?).
Não percebo a luz – Há luz?
Sobre a mim trevas.
Oferecem-me o pavor.
Não consigo delas fugir.
Percebo casais dançantes, vão e voltam.
Tentam uma valsa estranha, sem som, sombria.
Agora separados, pranteiam…
E dançam e pranteiam.
V.
Meus olhos tentam… Apenas as lágrimas
 – não há como resgatar, o possível se desfez.
A vida – o que seria? – desistiu de mim
Sobraram-me as escaras em minha alma.
(lembranças como testemunhas eternas).
Minha mente tenta… dores e tormentos.
Não há louvores e nem aleluias.
Meus lábios falseiam
À presença magistral de Deus.
VI.
Um tempo, em algum tempo.
Os louvores e as aleluias soavam.
Deus estava lá – eu dele zombava
Ouvia bocas santas e lábios diferentes.
Tudo estava ali, sempre esteve e sempre estará.
Como se tempo parasse a minha espera.
Havia louvores.
As aleluias flutuavam ao vento.
Tudo ficou para trás.
(nunca entendi, nunca experimentei!).
Ao longe se perdiam os louvores,
Dispersavam-se as suaves aleluias.

VII.
Ah! Os prazeres.
Aos sonhos (ir) reais.
A torpeza encantadora.
Ah! Quanto encanto, 
aquele encanto me encantou.
O vai e vem cintilante da ilusão.
As curvas das noites da sedução
O encanto me encantou
 (era onde deseja estar).

VIII.
Tantos foram os passos.
Tantos os abraços, o cansaço, os prazeres.
Ao longe se perdiam os louvores,
Dispersavam-se as suaves aleluias.
Ah! Os prazeres.
Jamais poderia voltar.
Hoje sei…
Existem cadeias eternas, prisões… 
Incontrolável é o choro.
Jamais poderei voltar!