Não raro pessoas fazem elogios aos versos contidos na primeira carta aos Coríntios, capítulo 13, onde estão descritas características do amor. Os elogios se transformam em dúvidas e pigarros quando são questionados a respeito do conteúdo do texto.

Os elogios ao texto sobrevêm de nova abordagem – os novos sábios. Nessa, o leitor subjuga o autor, impondo-lhe sua particular compreensão. Deixando a ideia e o propósito do autor de lado, utiliza o texto ao seu querer, para o que bem lhe apraz. Como se debruçassem sobre uma pintura e lançassem toda sorte de pressupostos e inventividades – intérpretes de nuvens. Consideram como se o texto – a linguagem – não tivesse o propósito comunicar o pensamento do autor.

(Definitivamente a linguagem perdeu sua função de comunicar ideias! Trilha-se o caminho inverso do Espantalho – Mágico de Oz. Pois, esse queria um cérebro para pensar como humano).

De volta ao texto lemos (v. 6) que “o amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”. Em um mundo relativista, o que seria verdade para o leitor? A resposta seria: “sua verdade – do leitor”, e não a do autor do texto.

O amor e a verdade do texto são lançados fora, substituída pelo “entendimento do leitor”. Logo, o amor “extraído” é o amor do leitor, e não o que o autor do texto quis informar. Ao utilizar o termo verdade, tinha o autor em mente um conceito claro e objetivo da verdade relacionando-a ao seu conceito de amor seriam inseparáveis… separadas pelo leitor. (E insistem em afirmar que gostam muito do texto!).

Não há qualquer reflexão sobre deixar-se cativar ao autor. Não sabem, mas substituem a palavra de Deus pela palavra e gosto do leitor. 

(E insistem em afirmar que gostam muito do texto!).

4 comentários em “A soberania da estupidez ou A morte da linguagem

  1. Pegar um texto sagrado e usá-lo a seu bel-prazer, revela a malícia astuciosa do coração não regenerado, porque o genuíno salvo será instruido a falar toda a verdade, pelo Espírito Santo (jo.16.13), e além disso, falará o que convém a sã doutrina,sendo este seu dever (Tt.2.1).

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  2. Pegar um texto sagrado e usá-lo a seu bel-prazer, revela a malícia astuciosa do coração não regenerado, porque o genuíno salvo será instruido a falar toda a verdade, pelo Espírito Santo (jo.16.13), e além disso, falará o que convém a sã doutrina,sendo este seu dever (Tt.2.1).

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