A liberdade humana no ambiente religioso tem sido o princípio e garantia de todas as heresias. Em algumas dimensões que se acredite e use deste conceito, opera-se em grande erro. 

Mesmo que seja inebriante, tal possibilidade decorre de influências estritamente humanas, estando em completo desacordo com a verdade revelada. Não são orientações vindas da revelação de Deus para seu povo, antes são terrenas e diabólicas (Tg 3.15), e por isso é o grande filão do negócio religioso explorado pela apostasia. 
Tendo a certeza que é inócua para as pessoas em geral, tentei este sumaríssimo texto sobre a “liberdade”, reconhecendo que muito há a ser feito.
Iniciou meu interesse pelo questionamento um membro de uma igreja coirmã a respeito de Mateus 24.13, onde se lê: 

“aquele que perseverar até o fim será salvo”. 

Sua intenção estava voltada para afirmar liberdade do homem – obra – como garantia para salvação (e não sobre a responsabilidade ou o poder de Deus). 
Em que nível há liberdade humana? Há limites na liberdade? O que revelam as Escrituras sobre este tema?
A ideia de liberdade surge pelo fato da Escritura afirmar que o homem é responsável diante de Deus, logo a contrapartida “racional” criou a liberdade humana – sem nenhuma consulta ao Senhor. 
Criou-se um torneio onde há muita energia dispensada e os defensores da liberdade humana participam dele sem consulta a Palavra do Senhor, oferecendo suas mentes como instância final da verdade.  
E muito se tem falado a respeito da liberdade humana. 

Afirmam que tal liberdade garante ao homem direito de escolhas, preferências e determinação de sua eternidade. Sem a qual ele nõo poderia ser considerado culpado diante de Deus. 

Em que nível está tal liberdade, qual sua extensão?

Devemos afirmar que o homem é um agente moral livre, tornando-se responsável por seus atos, por suas escolhas, mas há necessidade de qualificarmos a liberdade prescrita pelas Escrituras: 

“A liberdade é circunscrita dentro da privação da compreensão das verdades divinas – da realidade espiritual”. Eis a questão.

A leitura de 1 Co 2:14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”; dirime toda a questão. Assim, é como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes – tomo emprestada ilustração de Lutero.  
Porém, a mente humana à revelia de Deus faz o pano de fundo das afirmações que constroem o conceito de “liberdade”. Sem refletir, mas de acordo com a psicologia secular, apontam para uma liberdade plena, a ponto de fazer com que o homem seja coautor da salvação. Negligenciam a gravidade e extensão do pecado. 

Tudo que conhecemos é limitado por sua natureza, ou seja, há restrições dos limites físicos, intelectuais, morais ou legais para sua real existência.
Sem este reconhecimento a liberdade seria sem limites, fora do que conhecemos. Não há realidade possível que hospede a liberdade pretendida.

Nem O CRIADOR, O TODO-PODEROSO, NOSSO DEUS é livre nessa extensão. Tal liberdade exige extinção dos atributos mínimos da existência racional: vontade, intelecto e sentimentos. 
Caso possível tal liberdade, extinguir-se-ia a realidade aferível, tudo passaria a ser possível e, ao mesmo tempo, nada seria crível. Seria o fim da razão, e extintas todas as coisas.
Incoerentemente, proclama-se o caos como fundamento da ordem – liberdade. 
Precisamos afirmar que a liberdade é limitada pelos atributos do ser. A realidade exige restrição de liberdade, pois só assim existem as diferenças.
Mesmo Deus em sua liberdade é restrito pela sua própria natureza. 
Pois, não está livre de sua santidade, portanto NÃO PODE pecar; 
Não está livre de sua autoexistência, portanto NÃO PODE aniquilar-se; 
Não está livre de sua verdade, portanto NÃO PODE mentir.
Deus não está livre de ser DEUS.
Da mesma sorte o homem não está livre de ser homem. 
Se escravo da morte, logo sem liberdade;
Se não compreende a Deus, escravo de sua ignorância, logo não está livre;
Se incapaz de prolongar indefinidamente sua vida, logo não está livre; 
Se escravo do tempo, do futuro, logo não está livre.
A liberdade humana está circunscrita ao texto a seguir: 
“Lembrai-vos, disto, e considerai; trazei-o à memória, ó transgressores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; … eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei”. (Is 46.8-11)
Quanto ao que propalam essa tortuosa liberdade humana, a tais humanistas:
“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”. (Jd 1:4)

É melhor compreender… “conhecerei a verdade e ela libertará”, diz o Senhor.

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