Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente ímpio; quem o poderá conhecer? (Jr 17:9)
Sem dúvida, é possível perceber que estamos fazendo profunda alterações na verdade que o Senhor nos deixou. O termo “estamos” expressa minha convicção que nenhum de nós se encontra fora dessas influências, e que de certa forma, muitos de entre nós, se desviam do combate às “novas verdades”.  

Enganamo-nos em não perceber que a consolidação dessa nova era, passa obrigatoriamente pela revisão de conceitos das verdades bíblicas. A perda e desvio das verdades, levam à construção de novas cosmovisões que conduzem o mundo… e a Igreja do Senhor.

Uma das grandes mudanças impostas à verdade revelada relaciona-se ao pecado. A sabedoria secular estabeleceu-se em meio ao arraial do Senhor. As advertências feitas ao povo de Israel (Os 4.1-6) servem para cada um de nós. Substituímos as verdades do Senhor pelas verdades de plantão.

Tomemos o que as Escrituras afirmam sobre o pecado. Em linhas gerais, o pecado é uma disposição interior e inalienável à nossa natureza. Ou seja, o humano que conhecemos – e somos – tem em sua natureza infundido o pecado – por isso, interior, por isso, inalienável. Tal realidade nos faz adversários e excluídos da realidade divina. Assim, nossa natureza-pecado fez-nos opositores e incapazes de Deus – Seu ser, sua verdade, seu poder, sua justiça.

A negligência no ensino dessa cruel realidade impossibilita o homem a compreender e conhecer a si próprio, suas reais possibilidades, sua incapacidade e, por outro lado, alheio a Deus, desconhece sua real necessidade e dependência dELE.

Mas, temos percebido que o desvio tem oferecido o pecado travestido por facetas brandas e exteriores não fornecendo ao homem a gravidade de seu estado.

Precisamos advertir:
O pecado não pode ser confundido com uma condição religiosa resolvida por mantras sacramentais, por aspersão ou imersão ou qualquer outra solução litúrgica. Muito menos pela dedicação ou guarda religiosa dos sábados, votos, cerimônias. Mesmo que empreendam os mais rigorosos ritos, o pecado continuará, lá no profundo do coração humano, mantendo-o longe do Senhor.

O pecado não é a restrição de desenvolvimento social ou científico. O sábio passará sua vida inteira a pensar e considerar seu conhecimento ou sua bondade, mas lá estará o pecado à sua espreita. E nada que faça o conduzirá ao Senhor.

Comete-se um grande erro em conduzir o pecado em uma outra direção, diminuí-lo em sua profundidade e perversidade.

Deus para livrar o homem de seu pecado não propôs rituais, sábados, conhecimento ou tecnologia, Deus ofereceu-nos a esperança de uma nova natureza.

Na morte de Seu Filho puniu o pecado; em Sua ressurreição trouxe outra natureza, e esta, livre do pecado. O fim do pecado se dá pela destruição da natureza humana que herdamos.

A morte do criador e senhor de todas as coisas, em sua dimensão pedagógica, se apresenta como contraste para aprendermos a gravidade do pecado.

A quem falarei e testemunharei, para que ouça? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e não podem ouvir; eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa, e não gostam dela. (Jr 6:10)
Grande é o Senhor. 

7 comentários em “O pecado enganando o pecado.

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