O sinal de Jonas – Continuamos em busca de sinais (Mt 16)

E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se. (Mt 16:1-4)


Há vários termos no texto que devem ter seus significados revistos para que sejam aproveitados pelo Senhor para nosso crescimento.

Fariseus e saduceus.

Comumente associamos os termos a aspectos negativos da fé. O que, de certa forma, é correto, contudo, esses homens foram usados por Deus para manter vivo seu testemunho.

Sabemos que antes do surgimento de João Batista, esses homens contribuíram para proclamação das grandezas de Deus, a despeito de seus corações.  (Mt 23.1-8)

O sinal do céu

E são esses que pediram um sinal do céu. Nenhuma sinceridade havia em seus corações. Pois, há uma rastro de sinais ao longo do cap. 15 que intecionalmente são rejeitados.

E o Senhor, sabendo o intento daqueles corações (Jo 2.25) observa que eles eram pessoas que reconheciam a importância de sinais como antecipação daquilo que estava por vir. Vemos isso pela resposta que o Senhor lhes dá: “Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro…”.

Mas, a busca de preservação de privilégios obscureciam-lhes o entendimento a ponto de desqualificarem os sinais evidentes de que o Senhor era seu Messias tão esperado. Nada mais coerente ouvir: Hipócritas!

Para aqueles ouvintes qual o significado do sinal de Jonas?

A história mostrou-nos que a reconciliação dos gentios (ninivitas) com o Senhor fora confirmada, e poderia ser aquilo que Cristo lhes estava antecipando. 

Outro discurso do Senhor a respeito do sinal de Jonas diz: 

“Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites: no seio da terra. Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas. (Mt 12:41-40)

Um apelo ao arrependimento!
Tanto o sinal pedido pelos fariseus e saduceus levariam ao arrependimento, quanto o sinal de Jonas. Qual seria pois a diferença entre eles?

As evidências das obras realizadas everiam conduzir ao arrependimento, na rejeição daquelas evidências viriam com juízo. 

O efeito da morte, sepultamento e ressurreição do Senhor para os judeus deixaria para trás a oportunidade de verem cumpridos diante deles os ofícios de sacerdote, profeta e rei. Mas, a partir de então, seriam revelados em outra dimensão da história da redenção.

A negligência quanto à palavra do Senhor fez com que aqueles homens não percebessem o tempo em que viviam.

A partir de então, Deus, saiu a chamar um povo que não era povo para manter vivo o seu testemunho sobre a terra: nós que não éramos povo, mas que agora somos povo de Deus. Fomos chamados – novos fariseus e saduceus – para discernir o tempo e mundo em que vivemos.

Hoje, 
a apostasia como sinal, não tem sido suficiente para olharmos o mundo por meio da verdade de nosso Deus, e, como fariseus e saduceus, rejeitamos os sinais evidentes de sua vinda, banqueteamo-nos por meio de uma liturgia melancólica ou por meio do sucesso oferecido por satanás. 

Não sabemos o que se deu com aqueles homens, nem o que se dará conosco, mas lemos:
E o Senhor deles se retirou.