Presenciamos um extermínio, sem que percebamos o que representa a fumaça expelida pelas as chaminés da modernidade tecnológica.
A ideia é, a partir da perspectiva cristã, avaliar a humanidade, e a direção em que segue.
Iniciamos, afirmando que, o que vivemos hoje, remonta a tempos ancestrais. O ponto de partida surgiu da proposta que o homem poderia ser deus. Isto está escrito em Gn 3.5. Esse é o fundamento que sustenta e orienta o pensamento humano.  A busca por essa identidade divina, fez com que uma falácia fosse transformada em verdade inquestionável. Falamos sobre as teses evolucionistas. Abriram-se os portões de Auschwitz e para seu interior conduziram a razão.
Estabeleceu-se como verdade que a vida é obra do acaso e da impessoalidade. Tudo que somos, esteve em uma única e simples célula. E por meio dela, chegou-se à complexidade que hoje conhecemos e partilhamos. Esse improvável processo continua, e sua promessa é levar o homem, assim, de substância impessoal à perfeição divina. Essa é a perspectiva humana, libertar-se de Deus, fazendo-se um. 
Negando essa perspectiva, e colocando o homem, em sua real história, encontrando-o por suas condutas, o vemos em uma espiral descendente. O sentido é inverso à pretensão autoproclamada. Essa evidência é suficiente para que seja determinada a direção em que segue a humanidade. Essa é a voz e visão de Deus. O Criador.  
A defesa da pretensa divindade humana, apresenta a tecnologia, como sua mais forte testemunha. Os equipamentos, as conquistas, a comunicação tem levado às melhorias, são as provas e garantias da evolução. E, por ela, acreditam, o homem será eterno e senhor do universo.
Tais argumentos, na verdade, servem como cortina de fumaça. Cuja tentativa se presta a esconder a real condição humana. A natureza humana em sua existência, em suas escolhas e esperança construída, é quem, de fato, nos interessa. E não a tecnologia.
E o encontramos, debruçado nas redes e mídias sociais, submetido a elas, sendo por elas transformado. Sendo delas escravo, e não senhor.
Como um rebanho, repetem os mesmos sons, são teclados febris, dando ritmo às mentes ávidas por um mundo que não existe. As redes, como que um útero, fornecem os nutrientes para construção de uma nova mente, e por ela, uma nova sociedade.
Estabeleceram um falso cenário, em que a futilidade soberanamente, transformou a razão em empecilho. Devemos entender razão neste contexto, simplesmente, como o ato de validar um conteúdo, ou perceber um argumento, e por fim, organizá-los em ideias… e nada mais que isso. A tecnologia tem levado ao abandono da razão. E ela que se pretende como grito de liberdade, o tem levado em direção aos animais.
Contudo, este cenário de ilusão, estranhamente, atribuiu, ao abandono da razão, o nome de liberdade. Onde o engano e a futilidade têm a primazia. Como bem diz o Senhor, julgando-se livres, mas escravos da corrupção. (2 Pe 2.19).
E pela liberdade conquistada adquiriu-se o direito de opor-se ao conhecimento estabelecido. Agora, livre, tudo deve ser desconstruído. Assim, os valores que formaram e sustentaram o que existe, passaram a ser enganosos.  Mesmo que para tanto, subvertam a biologia, a física, a genética e outras disciplinas, de fato, científicas. Não importa, pois, a liberdade estabelecida deu-lhe esse poder. E a vontade coletiva, ou individual, passou a ser suficiente para dar um novo sentido à existência. São dimensões utópicas que a liberdade “conquistada” outorgou.  
E, em seu passo fundamental em direção à divindade reconstruiu uma nova moral. Em nome do respeito às diferenças, ocultou a devassidão, mãe da nova felicidade. Assim, lançadas estão as bases da nova sociedade. A família, apelidou-se de tradicional, e foi vista como um retrocesso. O macho e fêmea, são aberrações, que se prestam a obstruir a liberdade e a felicidade.  E Deus, sendo culpado pela perda ao longo da história humana, foi sentenciado à câmara de gás.
Como deuses, sacam suas varinhas mágicas, retirando seu mundo do mundo. Exterminando os significados, acomodando-se à lógica do absurdo, onde o negro sente-se ofendido, por ser negro. O feio, por ser feio. O gordo por ser gordo. O homossexual, em sua liberdade, suprime todas as demais. E o adúltero e o trapaceiro clamam por justiça. A tecnologia leva até Auschwitz.
A humanidade, sem se aperceber, faz do absurdo o caminho para sua deidade. E um futuro construído pelo engano se aproxima. A isso todos chamam de esperança. 

A isso Deus chama de loucura, de pecado, rejeitar o amor oferecido em Cristo.  O Deus, o único Deus, que esteve entre nós. E faz uma advertência…

Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco. (Mt 15:14)



2 comentários em “De volta a Auschwitz

  1. Uma realidade presente,mas não apercebida; Temos uma nova sociedade cheia de culpa, endeusada, que tudo ofende.\”Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos\”. Esta nova era \”Tecnológica\” veio realmente para desviar os olhares da razão para viverem na estupidez.

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