Cristianismo pos-moderno: a sutileza de satanás

A ressignificação das verdades de Deus conquistou os corações do que é aceito como cristianismo. Caracteriza-se pela presença de conceitos e práticas absolutamente estranhos às Escrituras.

A conversão, por exemplo, que é a resposta humana à poderosa ação regeneradora de Deus, adquiriu significados e resultados absolutamente particulares, que em nada expressam o caráter do próprio Deus. 

Nessa roupagem pós-moderna, a ação de Deus sobre suas criaturas nada mais é que a mera troca de religião. É o homem, e não Deus, quem assume o senhorio da vida, logo cada um vive em completa autonomia intelectual e moral.

Recorrendo às Escrituras apenas em busca dos fundamentos para canonizar suas ideias e perversões. Em busca de promoção, rejeitam a Cristo, e este crucificado, oferecendo a si mesmos. Com todo engano e injustiça constroem e fortalecem mentes seculares para esse cristianismo dos últimos dias.

Paulo escrevendo a  Timóteo, fala sobre este tempo. Afirma que o engano se multiplicaria e os demônios fariam seus batalhões teológicos.

Onde muitos, rejeitando a verdade, se reuniriam em torno de doutores em busca de novidades para satisfação e agrado de seus corações.

E sobre essa geração, ele diz que ela é corrupta de entendimento e privada da verdade.

Finaliza com a advertência:

Homem de Deus, foge destas coisas, segue a justiça, a piedade, a fé o amor a paciência e mansidão.

O tempo  mostrará o bem aventurado e único Rei dos reis, Senhor dos senhores.


Que o Senhor nos proteja do espírito que já atua neste tempo.

Levados e deixados – Mateus 24






Muito foi – e será – escrito a respeito do texto de Mateus 24.40-41. O objetivo desta análise é oferecer um significado ao termo “levado” desta passagem. 


A compreensão do contexto é necessária. Está inserido na resposta do Senhor sobre sua vinda – A segunda. 

Jesus apresenta detalhes que nos permitem identificar o cenário que antecede Sua vinda. Um tempo de instabilidades e crises. A farsa religiosa com o surgimento de falsos Messias (5). A insegurança social com o anúncio de guerras e rumores de guerra, de nações contra nações (6,7). Adicionando-se ainda, doenças e catástrofes naturais (7).

A partir do v. 15 as descrições indicam um cenário mais peculiar. 
  •           O profeta Daniel, refere-se ao Templo de Jerusalém (15)
  •           Perseguição na Judeia (16).
  •           A expectativa pela chegada do Messias (23,24)
  •           O inverno e o sábado (20)


Esse cenário aponta para Israel, seu povo e seus costumes.

Logo depois o texto anuncia a vinda do Senhor (27). Percebe-se um padrão na descrição do Senhor relacionados aos eventos que antecedem sua vinda: 

Perseguição e Insegurança.

Este padrão é repetido até os versos 29 e 30, quando diz:

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. (Mt 24.29,30).

Mas, ao utilizar o Dilúvio, descreve o tempo imediatamente após. “Até que veio o dilúvio”, pondo fim a descrição dos eventos anteriores. É um paralelo para sua vinda – “assim será NA VINDA”.  

E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será na vinda do Filho do homem (Mt 24:37-39)


É neste contexto que se encontra o termo “levado” – “Até que veio o dilúvio e os levou”. Assim, associa Sua vinda à chegada das águas do Dilúvio.

O Dilúvio, portanto, fornece ao termo “levado” o caráter de juízo, ou condenação por meio das águas. O mesmo sentido deve ser dado ao termo “levado” presente em nosso texto – os que se encontram no campo. Ou seja, aquele que for levado, significa que foi morto, ou tomado para juízo.

O termo “levado” não pode ser benefício, ou bondade, pois contraria a ilustração do  paralelo feito pelo Senhor. Portanto,o termo “levado” deve significar condenação – “juízo”