O mesmo plano para todos os anos

Resultado de imagem para planning
Sempre que se aproximam os finais de ciclos, costumamos a pensar no que devemos fazer para realizar nossos desejos dentro desse novo ciclo. Melhor salário, menos peso, mais isso, menos aquilo. E, nesse ciclo, que um dia foi novo, raramente, avaliamos onde estamos, o que fizemos ou deixamos de fazer. O tempo perdido, ficou para trás. E o próximo mês, o próximo ano, a próxima semana ganham poder mágico. Pois, esses determinam o reinício, ou mesmo início de algo.

Instintivamente, ou não, fazemos planos. Sabemos aonde temos que chegar, em um determinado tempo. O tempo definirá o esforço. Pois a cada dia que passa, devemos seguir em direção ao que foi estabelecido, aquilo que desejamos.

Como o tempo é um recurso que não se recupera, passou, passou,  precisamos utilizá-lo com sabedoria, entendê-lo como um adversário. Pois, a todos, sem misericórdia, arremessa para frente, nos coloca diante das coisas desconhecidas. Do incontrolável. É ele que nos ensina a saudade, nos envelhece, dá-nos a sabedoria fora de moda. E, principalmente, é ele quem nos projeta poderosamente para eternidade. Lá estaremos, querendo ou não. Este imperativo adverte-nos que dentre todos os planos que fazemos, nosso plano para eternidade é o maior deles. Os demais planos devem, a partir dele, serem feitos.

Se não temos certeza sobre nossas metas eternas, onde estaremos na eternidade, nenhum outro plano faz sentido, pois todos esses são planos enganosos. Pois, são levados pela incerteza da meta final.

A leitura da carta de Tiago, aprendemos que devemos pedir sabedoria a Deus, pois ele a dá liberalmente. E sobre planejar, no capítulo 4, diz que a autonomia, é cega por desconhecer que o amanhã está sob a vontade daquele que é poderoso para permitir os frutos do esforço humano. Dos nossos planos. Planejar, desconsiderando a existência e a vontade de Deus, é soberba. E, alerta que coração que conhece o Senhor, planeja em humildade, desejando que seus planos estejam segundo a vontade daquele que retribuirá segundo sua justiça, tanto aqui, como na eternidade.

Por isso, primeiro pense em sua eternidade, e depois faça seus planos, de forma que agradem a Deus. 

Simão, o samaritano de nossos dias

Resultado de imagem para simão o mago

O livro de Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 8, registra a primeira pregação do Evangelho fora de Jerusalém. Especificamente, em Samaria. Um local que mesmo pertencendo à nação de Israel, há muito tempo sua população abandonou a verdade, imergindo na idolatria. Permitiam que toda sorte de crendice, e engano fosse tolerado e reconhecido como verdade.

Esse espirito samaritano permitiu a Simão, que quer dizer ouvinte, um mágico, enganar às pessoas, se anunciar como mensageiro de Deus. Desde crianças, até adultos assim o viam. Mostrando que o desconhecimento da verdade unido à falácia, constroem um deus qualquer, segundo o coração dos homens. Assim, Simão é um homem de boa reputação em Samaria.
Felipe, vindo de Jerusalém, chega à cidade, anunciando-lhes a Cristo. O único e verdadeiro Deus. E sinais e milagres seguiam a pregação, subjugando espíritos malignos e curando pessoas. E muitas daquelas pessoas se voltaram para Felipe (v. 5-8).
Simão percebeu uma nova oportunidade de manter sua reputação. Para um mágico, Felipe não passava de um impostor. E o Cristianismo um meio de enganar às pessoas. Diz o texto (v. 13) que foi batizado, e ficava continuamente ao lado de Felipe, extasiado, não compreendendo à nova realidade que presenciara.
Neste intervalo de tempo, Pedro e João, vindos de Jerusalém, chegam a Samaria. E com eles, novos sinais são manifestados. Simão prova que o velho mágico permanecia em seu coração. Apenas à espreita de um novo engano, para garantir suas regalias e poder. Não resiste, e oferece dinheiro para adquirir tais poderes (18).
Pedro lhe adverte afirmando que sua mente, seu coração, sua sabedoria e interesses eram evidências de condenação. E insistiu para que ele se arrependesse. Simão, em sua resposta, deixa claro escolhera permanecer em sua vida de engano, de mentiras. Queria apenas continuar em seus pecados e não ser considerado culpado diante de Deus. (24)
Esse espírito samaritano permeia nossas igrejas. A mentira sendo utilizada em benefício de uma falsa fé, um falso arrependimento, um falso batismo e por fim, uma falsa vida… tudo em busca de projeção e honra pessoal. 
O que vemos, é que Simão permanece e se multiplica entre nós.

Mais um natal.


Com a chegada do fim do ano, o mundo fica mais cheio de luzes. As cidades se preparam para evidenciar seu próprio brilho. Pessoas saem pelas ruas, ávidas por árvores, presentes, doces, comidas. Estão dominadas pela energia desse tempo, são conduzidas em fila indiana.  

Os sinos badalam em cada esquina, e um velhinho gordo e simpático ganha um emprego temporário. Vestindo-se de vermelho, com um gorro engraçado, e uma linguagem diminuta – HOHOHO – abençoa às crianças conduzidas por pais radiantes. E pela chaminé, um falso encontro está marcado. 

Uma grande festa está em andamento. As roupas brancas, os passes, giros estonteantes e batuques serão a liturgia para um cordão de promessas, e frustradas esperanças. 

Em poucos dias, a explosão de felicidade atingirá a multidão. Uma falsa irmandade unirá a todos. Os bondosos e os bêbados, adúlteros e castos, valentões e efeminados, corruptos e religiosos.  Premidos pelo tempo lançarão bebidas, sementes, simpatias e pedidos, literalmente, perdidos ao vento. 

Os fogos,  com seus rastros, acenderão o céu, determinam o tempo da esperança vivida. Em poucas horas, o dia trará a luz , e nada mudou. Apenas a ilusão sobreviveu.  
É o paganismo que toma conta da terra. As forças das trevas, em nome de Deus, promovem prazer em nome da bondade e realização.

O engano que se aproveitou, mais uma vez, da desesperança, e tudo se passou,  e nada mudou. Tampouco  encontraram o Senhor. 

Sim. Foi apenas mais um natal… e a deseperança exige a espera de mais um outro natal.