Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?

Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?
A questão apesar de pouco (ou nenhum) significado alguns tëm oferecido soluções durante alguns séculos. Não se pode negar que traz implicações que devem (ou podem) ser consideradas. Se (talvez) não traga nenhum benefício, é válida sua abordagem para considerar como se pode em busca da lógica, negligenciar o texto. 
Um cuidado inicial.
É necessário afirmar que em nenhuma parte das Escrituras a relação sexual, em sua natureza, é vinculada ao pecado – apesar do termo comum utilizado no original da árvore do conhecimento do bem e do mal  e relação sexual (2.9 e 4.1). É contrário so texto sagrado, contrário ao caráter de Deus. E apoia simplesmente em uma vocação religiosa deformada a respeito de propósito da vida sexual. Assim, tal conjectura, por ser absurda e estranha ao texto bíblico, não é considerada, e não será ela quem conduzirá o desenvolvimento do tema, tampouco influenciará as conclusões finais. Assim, o texto descarta tal conjectura. 
Possibilidades do relacionamento no Éden
O intervalo de tempo vivido no Éden. Não sabemos qual intervalo de tempo em que nossos pais permaneceram no Éden. Mas, houve tempo suficiente para tornar possível Adão se relacionar com Eva;
O contexto vivido. Adão e Eva eram pessoas perfeitas, adultas, e foram comissionadas para se reproduzirem (Gn 1.26-27). Em tese, nenhum impedimento moral, físico ou de qualquer outra natureza nos foi informado que evitasse que ambos pudessem ter relações no Éden, tornando possível que mantivessem relações sexuais.
Assim, tanto o período em que estiveram vivendo no Éden, tanto o contexto que desfrutaram, permitem a possibilidade de Adão e Eva haverem se relacionado no Éden.
Contudo, as Escrituras não trazem (em seus textos) qualquer alusão, citação direta ou indireta, que de fato, tais possibilidades tenham ocorrido. Fazendo com que tais possibilidades, sejam apenas conjecturas.
As consequências das POSSIBILIDADES haverem ocorrido. 
Ao considerar que as POSSIBILIDADES tenham ocorrido. Como  Adão e Eva não eram estéreis (Gn 5.3), teríamos obrigatoriamente a existência de filhos do Éden. Trazendo graves as implicações. Esses filhos nasceram sem pecado, portanto imortais – OBRIGATORIAMENTE. Contrariando Gênesis 6.5-7 e nem mesmo o dilúvio os teria matado. Portanto, permaneceriam ainda entre nós. E  qualquer um deles poderia poderiam com sua morte nos redimir – contrariando o Sl 49.7-8. Não haveria a necessidade da vinda do Senhor ao mundo para morrer na cruz (mais uma vez contrariando Gn 3.14-15). Este desdobramento, é preciso negá-lo.
Podemos concluir que a existência de relacionamento sexual ainda no Éden é apenas um possibilidade, sem referência bíblica, e ainda com a implicação dos desdobramentos totalmente contrário à verdade revelada.
Vamos aos primeiros registros das relações sexuais. (dois interessam) 
O primeiro em Gn 4.1 diz: “E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim… É a primeira citação de uma relação sexual – entre Adão e Eva. O termo conheceu utilizado pelo escritor tem a ideia de “experiência concreta”.
O segundo em Gn 4.25 que diz: “E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho…
O uso do termo “tornou” na segunda citação traz a ideia de continuação ou repetição. O escritor sagrado ao escolher este termo quis dar entender que tal evento já ocorrera anteriormente. E a única vez em que usou o texto “conhecer” foi em Gn 4.1. O que indica que o Primeiro ou Anterior “conhecer” se deu após o Éden.
Caso, quisesse o escritor, indicar a prática de uma relação no Éden, teria usado o termo “tornou” em Gn 4.1. Assim, estaria registrado que na concepção de Caim, Adão “ tornou a conhecer Eva”. Portanto, o uso do termo Conheceu, sem o “tornou” permite afirmar que Adão e Eva não se “conheceram” no Éden, mas sim, quando foram expulsos de lá.
Vejo que as “Possibilidades” identificadas anteriormente, sejam, como já dito, seja contrárias às Escrituras. Adão e Eva não tiveram relações sexuais no Éden – não por se constituírem em pecado – mas pelo fato das Escrituras orientarem no sentido contrário, e os textos citados permitirem tal conclusão.