Promessas e Aflições

NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vô-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Este texto se encontra no Evangelho de João, capítulo. 14.
Os mais estranhos significados são dado ao texto. Cada um confere ao próprio coração sua interpretação. Mas, para o entendermos devemos associá-lo às circunstâncias que enfrentadas naquele momento. Uma sequência de fatos ocorridos anteriormente no leva ao entendimento daquele cenário.
Podemos iniciar com alguns discípulos que abandam Jesus. Esses, o fizeram, ao ouvirem o próprio Jesus afirmar ser Deus. Por outro lado, as autoridades religiosas judaicas e os próprios irmãos de Jesus desejam a sua morte.
O capítulo 13, registra o desenvolvimento de morte, iniciando com a existência de um traidor. Tais acontecimentos perturbam o próprio Jesus. Mas, garante que seria esse seu destino: vir para morrer. Os que o ouviam afirmavam que pelas Escrituras ele não poderia morrer. Trazendo dúvidas sobre se Jesus realmente é aqueles que esperavam. 
Essa trilha de acontecimentos leva aos discípulos questionarem a si mesmos sobre a dedicação dada ao Senhor. São homens adultos, pessoas sinceras que questionam suas vidas. Portanto, encontram-se aflitos. Não se trata de uma história religiosa. Sabem que suas vidas foram transformadas pelo Senhor, e desejam saber das consequências. São Corações aflitos. Portanto, é em resposta às aflições de pessoas próximas ao Senhor, pessoas as quais amava, que são dirigidas  tais palavras.

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 

O propósito é tranquilizá-las. Deveriam entender o cuidado de Deus por cada uma delas. Portanto, era-lhes necessário permanecer nas promessas feitas. Que seus destinos estavam cuidados por Deus e, por Jesus. Suas aflições seriam temporárias, e davam-se pelo desconhecimento do porvir. Jesus lhes informa que há um local eterno e perfeito. Se ausentaria, e voltaria, para buscá-los. Não os abandonaria. Os levaria para estarem para sempre com Ele. Aqueles homens entenderam que lhes está reservada uma morada eterna. Que é aqui que viveremos. Que as aflições presente, podem ser comparadas com a glória do  porvir. A vinda prometida, e o encontro com o Senhor deveria ser a fundamento para superação das dificuldades desta vida.
Jesus neste texto, com sua promessa, nos deixou palavras de esperança. Sim, temos um Deus que virá nos buscar.
Acalmemos os nossos corações.

O Carnaval evangélico de todos os dias

A palavra carnaval, dentre outras etimologias, vem do latim, carnis levale. Cujo significado é retirar a carne. Ou seja, livrar-se dos desejos da carne.

Mesmo que remonte a períodos ancestrais, chegou aos nossos dias por meio de uma estranha fusão religiosa, em que o paganismo foi integrado à vida nacional.

Sua origem mais recente vem de Roma. Das celebrações pagãs, dedicadas a divindades demoníacas, e mesmo assim, era um tempo de purificação.

Eram festas populares, em que as multidões participavam. Dias de comidas, bebidas, prazeres e danças. Em que cada um poderia representar seu personagem desejado.

A Igreja Católica, mesmo com restrições, em sua visão e interesse, lhe atribuiu significado religioso. Alinhou-o à Páscoa. Que mesmo judaica, já havia sido apropriada pelo catolicismo. Assim, colocou a quaresma, quarenta dias, entre o carnaval, e a páscoa. E, incorporado ao calendário religioso, o carnaval foi abençoado.

E, após a celebração do carnaval, durante os quarenta dias, as portas da Igreja estariam abertas para os carnavalescos, prometendo-lhes o perdão. O clero, os ritos e penitências, eram garantias da reconciliação com Deus.

E, por aqui chegou, pronto para atender aos desejos nacionais e à vida religiosa.

Não demorou muito, e de certa forma, chegou também às igrejas cristãs . Em uma outra dimensão. Por aqui, é interior, contínua e sutil. Nela, as pessoas deixaram que suas mentes e seus corações fossem seduzidos pela celebração de si mesmas. A liberdade e satisfação do prazer, seja na cultura, na arte, na música, na política, nos relacionamentos, na moral e muito mais.

Percebem-se? Não sei. Mas, acreditam que a simples participação nos cultos, nos serviços ou nos rituais religiosos são suficientes para relacionarem-se com Deus. A sedução vivida, permiti-lhes um deus promíscuo, que convive e aceita seus pecados.

Sem dúvidas, o mesmo espírito que chegou aqui celebrando a própria carne, se apropriou de mentes, falaciosamente, cristãs. Sobrevive assim, um carnaval na multidão que se achega aos bancos, que sobe aos púlpitos, e ensina nos templos. Oferecem um clero, ritos, e deuses estranhos.

Celebram o mesmo carnaval.