Coisas difíceis de aceitar

Há muitas coisas difíceis de aceitar. 

Que somos pecadores. Mas pecadores segundo a percepção e o entendimento de Deus. Ou seja, nossa constituição, nossa disposição interior, rejeita as verdades de Deus.

É difícil aceitar também, que somos movidos pela soberba. Sim, é ela que, mesmo incompreensivelmente, nos leva a rejeitar o amor de Deus. 

É difícil aceitar que Deus afirma ser isso submissão a satanás.  

É difícil aceitar que não haverá um juízo final. Onde nossos atos serão avaliados, distribuindo-se de um lado, os que fizeram o bem, e de outro, os que fizeram o mal. 

É difícil aceitar que nossa eternidade será determinada por submeter-se ou não ao plano de Deus. 

É difícil aceitar que não são os nossos planos, conceitos e ações que nos farão agradáveis a Deus, mas reconhecer que ele, em Jesus Cristo, esteve entre nós, morrendo para nossa salvação.  

É ainda muito difícil de aceitar que há céu e inferno. E que estaremos eternamente em algum desses locais, e que na eternidade não haverá tempo. 

É difícil aceitar que a salvação mesmo estando tão próxima, preferimos nossos pecados, preferimos nossa religião. 

Há muitas coisas difíceis de aceitar, contudo, não são questões de intelecto, de entendimento, pois entendemos tais coisas. Mas existe, sim, em nossa vontade, uma incapacidade que nos aprisiona, impedindo-nos em nos mover em direção de Deus, em abrir mão de nós mesmos. 

É difícil aceitar que estamos perdidos.

O "cristianismo" das redes

Tornou-se um padrão em nossos dias todos se sentirem à vontade para opinar.

Opina-se sobre qualquer assunto com a mesma intensidade e frequência como se a realidade se submetesse à vontade do observador.

De diagnóstico médico, até sobre furacões do outro lado do mundo, a tudo se opina.

Opinar passou assim, a ser uma forma de vida inclusivista, sem qualquer preocupação com conteúdo, passa-se a fazer parte de grupos, e afirmar a identidade.

Historicamente a opinião foi conduzida a partir de uma verdade conhecida, mas devemos reconhecer que essa geração reverteu tal realidade.

Vários são os fatores formadores desse “hábito”, dois, porém, se destacam: a liberdade em opinar que promovem as redes sociais, e a cultura do privilégio, que concedeu a todos creditarem a si mesmos pessoas especiais. Isso, funciona como regra natural, e a essa geração foi outorgada a sabedoria inata… como consequência, o conhecimento perdeu sua importância na vida.

Como resultado, a obviedade e a futilidade fizeram com que a vida rasteje em busca de sentido. Sem os conteúdos, as preferências pessoais, ou seja, a sabedoria inata, passaram a determinar o que é a verdade.

… e chegou, impondo-se ao cristianismo, e a opinião pessoal tomou o lugar da verdade de Deus, e com avidez acomodou a si mesma. É o cristianismo dos nossos dias, próprio das redes e para ela.

Rejeitando as Escrituras, livraram-se da verdade, da Cruz e do sangue do Senhor, agora abolido o pecado, ungiu-se um “deus da rede” para servir aos seus senhores.

Este cristianismo tem feito suas vítimas, e mais ainda fará. No livro do Apocalipse (capítulo 6 verso 10), encontramos as vítimas desse cristianismo, clamam por justiça contra esses: até quando ó soberano e Santo verdadeiro não julgas e vingas o nosso Santo, dos que habitam sobre a terra?

Devemos perguntara também: Até quando Senhor…E por duas vezes o Senhor diz cedo venho!