No capítulo 18 do evangelho de João, há o registro da prisão de Jesus. Todo o contexto até chegarmos a este ponto, a prisão do Senhor, revela detalhes que devem ser adequadamente avaliados. Pois, descrevem personagens cujas motivações e interesses levaram ao maior escândalo da história humana. A rejeição e morte de Deus.


Já no capítulo 13, lemos que o diabo incitou a Judas a trair o Senhor, e mais, Judas deixou-se em busca de vantagens financeiras. Por outro lado, os fariseus queriam manter seus privilégios. São estas as motivações que permitirão as tramas para morte do Senhor. A mais brutal e profunda ação humana contra Deus. 

De Judas temos os detalhes. Foi contado com os doze –  esteve ao lado do próprio Deus. Anunciou às pessoas a chegada do rei eterno, o rigor do juízo vindouro. Esteve na multiplicação de peixes e pães, quando as multidões foram saciadas. Quanto mais presenciou Judas dos poderes do céu?

E, na última páscoa, junto com os demais, teve seus pés lavados pelo Deus eterno, ouvindo dele, que nem todos vós estais limpos. Tão grave advertência! Não a considerou? Nenhum temor lhe sobreveio? Não, pois, nutrido por suas ambições, as advertências não penetravam em seu coração. Assim, seus interesses levaram-no aos Fariseus – homens de alta posição, cujos privilégios, e poderes eram mantidos por meio dos ritos e das aparências religiosas. 

Uma pergunta é oportuna. Mesmo em defesa de seus interesses, por que não os conciliou com a vida do Senhor? Ao que, Judas e os fariseus, realmente se  opunham? Um texto não nos pode passar desapercebidos, está no Evangelho de Mateus, cap. 26, quando Maria unge Jesus antecipando-lhe a morte. Judas está diante de sua maior decisão: Será aquele de quem falam as Escrituras? ou Será aquele que será lembrado, junto com Maria, no anúncio do Evangelho? A leitura nos responde, Judas uniu-se aos religiosos, pois se aperceberam ameaçados pela esperança oferecida pelo Senhor.

Temeram Suas verdades, temeram Suas promessas. Seus interesses e ambições, não lhes permitiam a esperança. Assim, unidos em busca de seus interesses, mataram a Deus… mataram suas próprias esperanças.

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