Haverá o Juízo Final?

O Juízo Final.

A ideia é que Deus, no final dos tempos, julgará a todos por suas obras. Aqueles que fizeram o bem, para o céu, com o Senhor, os demais que fizeram o mal para o inferno. Ou seja, vida eterna e morte eterna. (Livro do Apocalipse – Cap. 20).

Antes de lá chegarmos, é necessário saber o que Deus define como vida e morte.

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. (Jo 5:24)

Neste discurso Jesus claramente atribui à fé o “passar” da morte para vida. Afirmando que a fé transporta da morte para vida – LIVRAMENTO DA CONDENAÇÃO (pode ser entendido livramento de decisão de tribunal).

O tempo verbal “passou” garante que se trata de um ato concluído. Portanto, a fé livraria do juízo. Por outro lado, a incredulidade mantém as pessoas mortas, SUJEITAS AO JUÍZO.

A fé, entretanto, segundo Deus, tem aspectos absolutamente objetivos. Há um instrumento, ouvir a palavra de Cristo, acreditar em sua divindade, e saber que um Deus pessoal o enviou… esta é a exigência de sair da morte para vida.

As Escrituras não fornecem outro meio para passar da morte para vida. Não há alusão que as obras substituem a fé, permitindo às pessoas o céu. Isto é confirmado pelo Apóstolo Paulo:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. NÃO VEM DAS OBRAS, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9).

Logo a vida eterna, segundo Deus, é resultado da fé exclusivamente em Jesus. Por isso lemos:

“Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, DEUS NÃO É DEUS DOS MORTOS, MAS DOS VIVOS”. (Mt 22:32)


Assim, fé em Cristo nos dá vida eterna, livres de qualquer juízo… por que foram vivificados por Deus.

Por fim o texto do Juízo Final. Atribui-se a ao texto de Apocalipse 20.11-15, está escrito que:

  • Abrem-se livros, ainda o livro da vida.
  • Todos os que lá estarão diante do trono branco (onde está o Juiz) são MORTOS, não há sequer um VIVO.
  • No texto está escrito (três vezes) que as pessoas foram JULGADAS POR SUAS OBRAS, e não pelo que criam.
  • E conclui… esta é a SEGUNDA MORTE.


A ausência de VIVOS, (os que foram livres por meio da fé em Jesus), avaliação de obras, e a conclusão que é a segunda morte, sugere que quem estará lá JAMAIS esteve VIVO. Pois, aos VIVOS foi-lhes dada vida eterna, que não entrariam em juízo.

Portanto, não há o ensino nas Escrituras de um juízo final, em que, avaliada as obras, sejam qualificados para céu ou inferno. Tal sugestão é um apelo à salvação por meio de obras.

O texto referido simplesmente registra a execução da sentença sobre os que rejeitaram a palavra do Senhor.

Leia a Bíblia

“Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”. (Hb 4:7)


Inferno: Fanatismo, Ignorância ou…?

O inferno é real? Ou apenas uma abstração, criada por fanáticos e ignorantes? Ou, pelo contrário, há evidências de sua realidade?

Jesus deixou escrita sua convicção a respeito, ao afirmar: “não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt 10:28).

Neste mesmo texto, Jesus afirmou ser o inferno uma instância após e separado da morte física (que conhecemos). Rejeitou, assim, a ideia que o inferno e o céu são aqui. Exaltou a existência e senhorio de Deus, como aquele que deve ser temido, pois tem poder sobre o destino dos homens.

O questionamento sobre a realidade do inferno é livre, mas cobra um preço alto… da razão. Sim, questionar as afirmações de Jesus, por coerência, EXIGE, da mesma forma, questionar – ou mesmo rejeitar, um conjunto de evidências associadas a Jesus. Pois, há um entremeado de fatos que une sua historicidade à história dos povos, chegando até aos nossos dias, ao que vivemos. Vejamos apenas alguns desses fatos: 

Os impérios que existiram: Assírios, o Egito, os Persas, Gregos, Romanos;

Os personagens que viveram: Nabucodonosor, Alexandre, Tibério César, Pôncio Pilatos, Herodes. 

Os escritos de Paulo, e de Pedro que morreram por noticiar e afirmar tais fatos… da história cristã. 

Em especial, o povo judeu, do holocausto, de suas riquezas, de Israel, de Jerusalém, até o pen-drive.

Todos estes impérios, personagens, locais construíram o mundo que vivemos… são a história humana. 


Decerto, o inferno oferece evidências (associações) históricas que não podem ser negligenciadas, sem comprometer a razão. Caso o façamos, estabelecemos um mundo separado da história, abriga-se em fantasias. Logo, o inferno, segundo as palavras de Jesus, é histórico, real. 

O problema não está nas evidências, mas na autoproclamada grandeza humana, que EXIGE a inexistência de alguém (Deus) com poder para criá-lo (Inferno) e, mais grave: lançá-los (pecadores impenitentes) lá.   

Leia a Bíblia.

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem [tudo] consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas, ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. (Mt 6:19-21)

Flamengo e os cristão desses últimos dias.

 

Primeiramente, precisamos entender como surgiu e qual o significado do termo “Cristão”.

No livro de Atos (Cap. 11), na cidade de Antioquia, um grupo de pessoas, reunia-se para ensinar.  Sua conduta prevaleceu e as pessoas daquela cidade, e pela primeira vez, os distinguiram, chamando-os de cristãos. Viam aquelas pessoas como seguidores de Cristo, um termo grego – que preserva e identifica o Messias hebreu – Ungido (completamente Deus).

Os significados possíveis do termo cristão são inseparáveis ao termo Ungido. Logo, devemos entendê-lo como pequeno Ungido, parente pequeno do Ungido, ou seguidor dos ensinos do Ungido. Qualquer dos significados os cristãos eram vistos sob um padrão divino – do Ungido.

Aqueles homens foram assim chamados por se diferenciarem da multidão de Antioquia. Muito mais que um título, cristão encerrava a diferença entre a multidão e o povo de Jesus, o Cristo, O Messias… o Ungido de Deus.

Agora vamos ao Flamengo. Uma multidão de “cristãos” apresentou-se em camisas coloridas, balões, com vizinhos, filhos, esposas, parentes, aguardando ansiosamente o grito da vitória, as paixões de seus corações, unidos, postaram-se diante da tv para contemplar o espetáculo.

Findo o jogo, ainda havia a segunda parte: em carreata saíram pelas ruas, com outros tantos, “irmanados” em torno de um mesmo proposito: exaltar seus ídolos, exaltar a conquista.

E juntos com os filhos e amigos ensinaram e celebraram… em completa idolatria.

Que nome chamariam esses, caso estivessem em Antioquia? Decerto não seriam chamados cristãos.

Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for fornicador, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. (1Co 5:11)

 

Quem é Deus?… eu acho




Quem é Deus? Eu acho e….

É comum as pessoas utilizarem os termos: “Deus me livre”, “Deus te abençoe”, “Deus te acompanhe”, e muitos outros, e de alguma forma associar esse “Deus” a uma capacidade ou poder.  

E ainda, são usados símbolos que julgam evocar a “Deus”, trazendo-o para perto de si mesmos. São crucifixos, imagens, cruzes, quadros, bíblias abertas em algum salmo e outros mais. 
Há também os sinais (gestuais repetitivos e com palavras “místicas”) ao passar diante de cemitérios, em enterros, igrejas, em locais ou situações específicos. 
É essa liberdade dos uso de termos, dos sinais e símbolos, que falar a respeito de Deus é filosofar. É o entendimento, absolutamente pessoal e livre, que determina quem é Deus. São seus próprios raciocínios, divagações e inferências que mantém a divindade sob controle. 
E a firme crença da bondade inerente garante a soberania diante de “Deus”
… assim, “o eu acho” é determinante a respeito de Deus.    
Alguns aspectos podemos observar.   
O termo Deus é um título e não um nome. E os povos  construíram e associaram-se à alguma divindade. Sendo alguém ou algo, cujo poder precisa atender às questões particulares, contudo, nenhuma experiência foi documentada dentro da história humana.

São vários os nomes desses: Lua, Sol, Netuno, Poseidon, Deus ainda está disperso na natureza, disperso na multidão em pessoas etc. Mesmo fragmentado ou pulverizado, Deus sempre tem um nome… A qual Deus se referem as pessoas que evocam seus deuses?

Qual poder há, de fato, nas palavras que utilizam para evocar a Deus? Segundo as religiões, muito poder!
Qual a eficácia dos símbolos e sinais para aqueles que os utilizam? Segundo as religiões, muito, pois são os meios de obtenção dos favores de Deus. 


Qual a validação disponível para aferir a divindade desse  Deus? Nenhuma. Sim, não há qualquer  instrumento para verificar a historicidade desse “deus”. 


Seria justo e coerente a existência de eventos históricos que o homem comum dispusesse para conhecê-lo objetivamente: local, data, evento. Jamais por meio de divagações, objetos,  drogas, mediadores, visões, experiências multidimensionais, mantras ou filosofias.

Logo, Deus para ser DEUS não poderia ocultar-se das pessoas, deixá-las às cegas, guiadas por suas próprias subjetividades. 

Assim, Deus precisaria registrar-se na história humana, com seus feitos, de fato divinos… coisas impossíveis aos homens.

  • Antecipar a história – profecias;

  • Antecipar pessoais, locais, tempos e povos para mostrar seu poder e soberania – nascimento de Jesus, e a permanência dos judeus dentre todos os povos;

  • Realizar aquilo que é impossível ao homem… sim, ele é Deus – virgem conceber sem necessidade de homem.   

Portanto, Deus, obrigatoriamente, precisaria estar em outra categoria de pessoas, além da percepção, da lógica, as quais não podemos, a partir de nós mesmos, imaginar. 
Não credite às suas divagações e inferências determinar quem é Deus. O que determina nosso relacionamento com Deus é conhecê-lo como Ele próprio diz que é. 
Leia a Bíblia, o seu evangelho. 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. (Rm 1.16-17) 

O QUE ESPERAR DO CÉU? Romanos cap. 1


Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, [e] também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. (Rm 1.16-17)
Os textos que antecedem a declaração a respeito do poder de Deus por meio do Evangelho (16) são:  “SOU DEVEDOR” (14) e “ESTOU PRONTO” (15), e depois lemos ((16) NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.

Percebemos assim as motivações do Apóstolo decorrem da certeza que Deus age (dos céus) sobre a humanidade.

As casas publicadoras de Bíblias colocam subtítulos sobre os versículos 16, e 18 interrompendo a leitura do texto, enfraquecendo a relação entre os argumentos do poder de Deus e da ira de Deus.

Mas no texto, Paulo afirma que o Evangelho é o poder de Deus PORQUE (1) nele se descobre a justiça de Deus, E TAMBÉM PORQUE (2) a ira de Deus se revela do céu contra a impiedade e corrupção da verdade. Logo, a prontidão de Paulo decorre de dois fatos celestes: 
(1) o poder de Deus para salvar; 
(2) a ira de Deus contra os homens por sua impiedade e injustiça.

Quanto à ira de Deus, condição em que vivem os homens ímpios, afirma que Deus, por meio de sua criação, se deixou conhecer SUFICIENTEMENTE POR TODAS as pessoas – em todos os lugares e em todas as épocas. Sim, a criação revela Seu Criador – poder, eternidade e divindade. Que tal assinatura de Deus é inteligível, e claramente disponível a todos. E a criação cumpre um dos seus propósitos deixando o homem sem desculpas. 

Apesar da criação evidenciar o Criador, o homem rejeitou-a, como consequência, Deus abandonou a humanidade, deixando-a em seus próprios enganos, vivendo para satisfazer as inclinações pervertidas de sua natureza. Portanto, a degradação moral e toda sorte de corrupção percebida – falência dos relacionamentos, a usura, homossexualismo, corrupção, homicídios, contendas etc. – são as provas que Deus deixou a humanidade seguir em suas escolhas.
Dos céus, portanto, vem o evangelho, e nele se descobre o poder de Deus, e ainda dos céus se manifesta a ira de Deus pela recusa humana da existência do Criador, que é bendito eternamente. Amém.