A proximidade desta época do ano é tomada por um estranho espírito… muito estranho. 

A ilusão invade a tudo, arrebata a vontade humana, e possuindo as pessoas, as conduz. 

Como um grande baile, todos em coreografia expressam oportuna bondade, talvez movida pelo sentimento de autonomia, de poder: comprar mais, comer mais, beber mais… sorrir mais, e mais.  

As luzes cintilam em árvores, dentro das casas, em cor e ritmo suficientes para tecer uma repentina felicidade (sim, pois, não existia há alguns dias, decerto, se desfará dentro de poucos!). 

As pessoas deixam de lado a si mesmas, uma performance incrível de ruptura com a realidade. Permite-lhes um tempo de senhorio, elas mesmas estabelecem quem é “Jesus”.

É a magia do natal. 

Assim, esse espírito permite a criação de um deus a ser celebrado. Desembrulhado, ficará deitado, inerte, em meio aos seus pares de gesso… até o despertar da oportunista realidade. 

Então, embrulhado novamente, cuidando para não o quebrar, voltará à caixa, até retornarem os dias dessa “impossível felicidade”.  

Até a magia do próximo natal…

e este é “o deus menino” celebrado no espírito do natal. 

 E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. (Jr 29:13)

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